Title Image

Formação Avançada

Seminário PACAP 5 | Forum Dança | Rita Natálio

Fronteiras
Moles

Seminário aberto PACAP 5
com Rita Natálio e Emma Bigé

Forum Dança | Espaço da Penha

5 de Novembro | 14h-17h

Este seminário faz parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada a 15 participantes no máximo só é possível participar fazendo reserva prévia. Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

Interessa-me a diferença porosa entre pessoas e coisas, e os limites entre a linguagem como corte (fixando normas e identidades) e a linguagem como fluxo, não-comparativo. É possível pressupor na “abstração” da linguagem do corte a sua força de “extração”, assim como é desejável pensar a linguagem como corrente ou fluxo, isto é, uma língua da travessia. Nesta sessão, irei partilhar elementos do processo que levaram à escrita de Fóssil (2020), que incide sobre as relações entre linguagem e geologia, e Spillovers (em processo), um texto háptico também apresentado como manual sexual ou ensaio tranfeminista que propõe uma releitura de “Borrador para un diccionario de las amantes” de Monique Wittig e Sande Zeig (1976).

 

Rita Natálio. Artista e pesquisador. Lésbica não-binárie. Os seus espaços de prática relacionam poesia, escrita eNsaística e performance. Doutorando em Estudos Artísticos na FCSH-UNL e Antropologia na USP, com bolsa FCT, pesquisa o recente debate sobre o conceito de Antropoceno e o seu impacto sobre a redefinição disciplinar e estética das relações entre arte, política e ecologia.

A partir da sua pesquisa doutoral, realizou uma série de conferências-performance, entre elas “Antropocenas” (2017) com João dos Santos Martins,  “Geofagia” (2018) e “Fóssil” (2020). Publicou também dois livros de poesia (“Artesanato”, 2015 e “Plantas humanas”, 2017). Em 2019, participou de um grupo curatorial fomentado por Ailton Krenak que organizou “Ameríndia: percursos do cinema indígena no Brasil” na Fundação Calouste Gulbenkian, uma mostra que trouxe 5 cineastas indígenas a Portugal e apresentou mais de 30 filmes de produção indígena. Em 2020, Rita Natálio co-organizou o seminário “Re-politizar o Antropoceno” dentro do projeto internacional Anthropocene Campus Lisboa junto com Davide Scarso e Elisabeth Johnson, projeto originado no HKW em Berlim e atualmente disseminado em diversas instituições culturais.

 

Reservas Enviar email para forumdanca@forumdanca.pt

 

© Imagem: Rita Natálio. Coleção Museu Marítimo de Ílhavo

Seminário PACAP 5 | Forum Dança | Carla Bottiglieri

The idea of the split,
the eye of the needle

Seminário aberto PACAP 5
com Carla Bottiglieri e Emma Bigé

Forum Dança | Espaço da Penha

12 de Novembro | 14h-17h

[Seminário em francês e inglês]

Este seminário faz parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada, só é possível participar fazendo reserva prévia. Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

Estas palavras encerram a primeira metade de “Private Parts” de Robert Ashley, uma peça para voz, piano e tablas em dois episódios, “The Park” e “The Backyard”.

Antes de se tornar na sua primeira “ópera para a televisão”, “Perfect Lives”, a composição de Ashley foi parceira musical da peça improvisada PA RT de Lisa Nelson e Steve Paxton, que interpretaram entre 1978 e 2002.

Com base na imagem evocativa de Ashley e seguindo o “laboratório de visão” de Lisa Nelson, vou tecer um caminho através da interrupção e reparo, corte e costura, desaparecimento e restos: de fantasmas, textos e gestos.

 

Carla Bottiglieri é uma pesquisadora independente em teorias e pedagogias somáticas, treinada como professora e praticante de Body-Mind Centering e praticante de Rolfing/Structural Integration. Enquanto treinava e actuava em dança, estudou Classics and Aesthetics na Universidade de Salerno e Performing Arts na Universidade de Paris 8. Como membro da equipa de pesquisa “Soma & Po” no departamento de dança de Paris 8 (2010-2014), investigou as dimensões estéticas, clínicas e políticas da somática no seu encontro com os paradigmas de cuidado em instituições sociais de saúde. De 2008 a 2012 colaborou com grupos de pessoas com HIV ou com AIDS na experimentação de práticas de consciência corporal como recurso complementar em contextos terapêuticos. Actualmente vive em Faenza, Itália, onde faz parte da minima somatica.

 

Reservas Enviar email para forumdanca@forumdanca.pt

 

© Imagem: Cléo Tabakian, a venir puis y retourne (Gravura em cobre sobre papel, 2014 – 10×10 cm)

Seminário PACAP 5 | Forum Dança

How to make
a mantic dance

Seminário aberto PACAP 5
com Mathieu Bouvier e Emma Bigé

Forum Dança | Espaço da Penha

29 de Outubro | 10h-13h

[Seminário em francês e inglês]

Este seminário faz parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada a 15 participantes no máximo só é possível participar fazendo reserva prévia.
Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

Mathieu Bouvier é um artista visual, cineasta e pesquisador (PhD em Estética da Dança, Paris 8 University).

Faz pequenos vídeos, procurando um “déjà-vu” (saber mais aqui).

Frequenta regularmente a área da dança contemporânea como colaborador artístico.

Em colaboração com o coreógrafo francês Loïc Touzé, dirige actualmente um programa de workshops artísticos e um projecto de investigação denominado “For an atlas of figures” (saber mais aqui).

 

Reservas Enviar email para forumdanca@forumdanca.pt

 

© Imagem: “Animal Locomotion: Plate 169 (Leapfrog)” por Eadweard Muybridge.

Seminário PACAP 5 | Forum Dança

Cosmopoética do Refúgio

Seminário aberto PACAP 5
com Dénètem Touam Bona e Emma Bigé

Forum Dança | Espaço da Penha

8 de Outubro | 14h-16h

[Seminário em francês e inglês]

Este seminário faz parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada a 15 participantes no máximo só é possível participar fazendo reserva prévia. Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

“Nesses tempos sombrios em que proliferam os dispositivos de controle, as resistências devem ser furtivas, mais do que frontais. Atacar em terreno aberto é se oferecer como carne de canhão aos múltiplos poderes que tendem a nos sujeitar, expor-se a ser capturado, desacreditado, criminalizado. Trata- se então de resistir em modo menor, pois colocar-se como maior, maduro, responsável, significa obrigatoriamente ter de se render quando a polícia, os serviços secretos, as agências de segurança nos convocam para prestar contas de nossas vidas furtivas.

A marronagem, portanto, é menos uma forma de conquista do que de subtração ao poder. As táticas furtivas são táticas de des-captura: a qualquer tentativa de captura, opõem o vazio. É essa potência corrosiva da marronagem diante dos aparelhos de captura e dos simulacros produzidos que chamo de fuga.”

Cosmopoética do Refúgio, Cultura e Barbárie, 2020.

 

Dénètem Touam Bona é um filósofo e escritor, colaborador do Instituto Tout-Monde (centro dedicado à obra de Edouard Glissant). Autor de “Fugitif où cours-tu?” (Puf, 2014), “Cosmopoética do Refúgio (Cultura e Barbárie, 2020) e “La sagesse des lianes” (post éditions, 2021), livros que procuram investigar e celebrar as artes fugitivas da marronagem e as promessas metafísicas de uma filosofia centrada na espessura da folhagem e o entrelaçamento de lianas. Dénètem Touam Bona teve muitas experiências: oficinas de formação e redação na prisão, documentalista numa rede internacional de solidariedade, professor de literatura e filosofia na Guiana e Mayotte, etc.

 

Reservas Enviar email para forumdanca@forumdanca.pt

 

© Imagem: “La Sagesse des lianes” organizado no Centre international d’art du paysage Île de Vassivière, a partir de 18 de Setembro de 2021.

Seminários Abertos - PACAP5

RE-PARAR

Seminários Abertos PACAP 5

Forum Dança | Espaço da Penha

De 1 de Outubro a 12 de Novembro  | 14h-16h

Estes seminários fazem parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada a 15 participantes no máximo só é possível participar fazendo reserva prévia.
Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

“Dizem que os golfinhos de rio não saltam tanto quanto os golfinhos do oceano. Por causa dos fluxos turvos da água corrente eles não confiam nos seus olhos. Os seus olhos encolhem. A sua escuta torna-se mais matizada. Tornam-se especialistas em forma e moldam-se para se tornarem estreitos, esticando-se como o rio.” – Alexis Pauline Gumbs, Undrowned

 

No meio de águas turvas, é muitas vezes urgente desenvolverem-se técnicas de escuta e de atendimento para com o nosso entorno. Antropoceno, Capitaloceno, Plantaçãonoceno, Coronoceno: o nosso presente desconhece o seu nome, mas aponta invariavelmente para uma perigosa extinção de muitas espécies, práticas ou modos de relação passados, presentes e futuros: um desaparecimento perigoso de formas de sentir e de estarmos uns com os outros. Em Mushroom at the End of the World. On the Possibility of Life in the Ruins of Capitalism, Anna L. Tsing sugeriu um antídoto para esta extinção: o desenvolvimento de novas “artes da atenção” — isto é: a insistência em celebrar velhos e novos modos de viver e de morrer, de perceber o nosso entorno, de se estar disponível para o outro.

 

De setembro a novembro de 2021 o primeiro bloco do PACAP5 (https://www.forumdanca.pt/pacap5en/) receberá 24 bailarinos, intérpretes e investigadores para um treino na Composição em Tempo Real de João Fiadeiro, uma técnica entre muitas outras para praticar descentramentos radicais e assistir aquilo que excede a experiência humana. Fernanda Eugénio, colaboradora de Fiadeiro há longo tempo, sugeriu a ferramenta conceptual reparar para descrever esses novos modos de atenção que pareciam ser exigidos pelo nosso presente conturbado e preocupante. Em português, reparar pode ser entendido tanto como “perceber, assistir”, quanto como “restaurar, reparar”. Também significa “parar duas vezes” (re-parar). Existe poder no emaranhado desses três significados. Eles convidam todas as pessoas, de uma vez, a parar e observar como se fosse uma forma de compromisso para com o presente e uma vontade de restaurar o que foi ferido. Numa série de conversas à lareira que acompanharão os nossos três meses juntos, a “trabalhadora do texto” e pensadora Emma Bigé convida escritores, poetas, criadores & activistas a pensar connosco qual a poética da atenção que é necessária agora. O que percebemos? O que ignoramos? O que é que precisa de ser visto e sentido para que as mudanças ocorram? Quem somos e em que colectivos nos poderemos nós tornar para ouvirmos as vozes inéditas das nossas experiências? Às vezes os nossos convidados estarão connosco apenas uma noite, às vezes irão demorar-se mais e ficar connosco no estúdio por alguns dias. Todos os nossos encontros de quarta-feira serão abertos ao público, como uma série de ofertas às comunidades de Lisboa que são nossas vizinhas.

 

Lista de pessoas convidadas:

OUTUBRO 1 Dani d’Emilia
OUTUBRO 8 Dénètem Touam Bona
OUTUBRO 15 Valentina Desideri – Cancelado
OUTUBRO 22 Lisa Nelson – Cancelado
OUTUBRO 29 Mathieu Bouvier – Alteração de Horário: 10h00 – 13h00
NOVEMBRO 5 Rita Natálio – Alteração de Horário: 14h00 – 17h00
NOVEMBRO 12 Carla Bottiglieri

 

Respondedora: Emma Bigé

Emma Bigé escava, escreve sobre, traduz, faz curadoria e improvisa com danças experimentais contemporâneas e filosofias queer & trans*feministas. Vive e ensina e pesquisa como nómada dentro e fora de Larret (Périgord), Aix-en-Provence (sul de França) e noutros destinos acessíveis por comboio. Entrou na dança na América do Norte e na Europa Ocidental com Steve Paxton, Lisa Nelson, Nancy Stark Smith, Matthieu Gaudeau e, mais recentemente, A. Livingstone, João Fiadeiro e muitos outros. Editou vários livros e realizou exposições dedicadas à dança e à improvisação (Gestes du Contact Improvisation, Steve Paxton: Drafting Interior Techniques, La perspective de la pomme. Histoire, politiques et pratiques du Contact Improvisation). Através de livros e de práticas textuais Emma Bigé atualmente investiga o potencial somatopolítico da dança na celebração de formas estranhas e raras de ternura entre os seres humanos e as outras criaturas da Terra.

Sessões Abertas de Composição em Tempo Real - PACAP5

Sessões de Composição
em Tempo Real

Sessões abertas à participação

Forum Dança | Espaço da Penha

24 de Setembro a 12 19 de Novembro [mais uma semana]

Sextas-feiras entre as 18h e as 20h

ATENÇÃO:
Sessão de 29 de Outubro cancelada
!Nova sessão a 19 de Novembro!

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é reduzida só é possível participar fazendo reserva prévia.
Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.
Para poderem participar será necessário fazer todas as semanas o pedido de inscrição para o nosso email.
Desta forma estaremos a promover  a renovação do grupo formado a cada semana.

Durante o período que a REAL (estrutura dirigida por João Fiadeiro entre 1990-2019) dirigiu o Atelier Real, organizaram-se sessões abertas de prática de Composição em Tempo Real gratuitas para a comunidade. Eram sessões despretensiosas, entre a jam e a master class, que tiveram um impacto importante na comunidade de artistas de então e na investigação sobre (e em torno) desta ferramenta. Foram também sessões muito importantes como lugar de encontro e para a criação de redes profissionais e afetivas que perduram até hoje.

 

Durante o PACAP5, queremos replicar essas sessões para partilhar a nossa experiência, mas também para nos deixarmos contaminar por discursos, olhares e práticas fora da nossa zona de conforto. Estas sessões estão abertas a qualquer pessoa – artista ou não artista, com ou sem experiência de improvisação, com percursos ligados à prática ou à teoria – desde que as premissas e princípios desta prática despertem a curiosidade.

 

O “objeto de estudo” da Composição em Tempo Real é o intervalo que emerge quando o tempo linear é interrompido e a sensação de continuidade é suspensa (via acidente, incidente ou “porque sim”). O espaço que se abre, resultante dessa interrupção, é onde a pesquisa de Composição em Tempo Real têm lugar. Dentro desse espaço, o tempo tem essa rara qualidade de ser simultaneamente “não mais” e “ainda não”. Dentro desse espaço, o tempo não é linear (ou mesmo circular), mas “torcido” (como a superfície topológica da “Fita de Möbius”), regido por leis que não respeitam as noções convencionais do antes e do depois, do dentro e do fora ou do longe e do perto.

João Fiadeiro

© Fotografia: Stella Iann – Workshop de CTR-Composição em Tempo Real.

O que fazer daqui para trás_versão expandida

O que fazer
daqui para trás_versão expandida

Performance de inauguração do PACAP 5

Forum Dança | Espaço da Penha | 17 Setembro | 18h00

SÓ POR RESERVA!
A entrada é livre, mas porque a lotação é reduzida, só é possível assistir fazendo reserva prévia.
Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

Esta performance é uma variação do trabalho O que fazer daqui para trás (Colectivo REAL, 2015), uma peça que tem um dispositivo muito simples: os performers correm à volta de um teatro até ao esgotamento e, exauridos, voltam a um palco vazio, ocupado unicamente por um microfone ao centro. Voltam ao palco para partilhar com o público uma experiência singular que tenham tido na rua a partir de algo que viram, sentiram, imaginaram.

 

Na versão original, essa partilha era feita de forma oral e de cada vez que um performer entrava, o precedente saía a correr, de volta para a rua. Nesta versão, a partilha é feita através de “haikus performáticos”, que podem ou não envolver texto, onde os performers são convidados a usar o corpo todo, o corpo-coisa, o corpo expandido. A presença dos performers, ao contrário da versão original, é cumulativa e simultânea, produzindo uma multiplicação de micro e nano intervenções nos lugares mais inusitados do Espaço do Penha.

 

Aquilo que nos interessa, ao dar início a um curso de formação e investigação com uma performance (que normalmente acontece no fim de um processo), é exatamente esse desejo de começar pelo fim, de começar pelo meio, de começar fazendo, em linha com a célebre proposta Becktteniana de se “dançar primeiro e pensar depois”.

João Fiadeiro

© Fotografia: still de “Nada Pode Ficar” de Maria João Guardão. Performer: Nazario Díaz.

Informações e Reservas

›› Devido à situação actual e seguindo as directivas da DGS, a lotação para estas apresentações é reduzida e limitada a 1/2 da capacidade habitual dos nossos espaços;
›› O pedido de reserva é feito para o email forumdanca@forumdanca.pt;
›› Faça a sua reserva até 24 horas antes do início da mostra;
›› Máximo de 2 bilhetes por reserva;
›› No dia das apresentações deverão trazer a sua própria máscara e/ou viseira;
›› Deverão cumprir com as normas do distanciamento social, assim como a etiqueta respiratória;
›› Agradecemos que compareça porque, dada a lotação reduzida dos espaços, ao não comparecer estará a tirar o lugar a outra pessoa que gostaria de estar igualmente presente.
Agradecemos a compreensão.

Forum Dança - João Fiadeiro | PACAP 5

PACAP 5
2021/2022

Programa Avançado de Criação em Artes Performativas

Curadoria de João Fiadeiro

em colaboração com Márcia Lança, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio.

De 13 de Setembro de 2021 a 30 de Julho de 2022

Introdução

A programação do PACAP 5 terá como ambição proporcionar diferentes tempos de relação com a investigação artística, tendo como referência o estudo e a experimentação da improvisação através da Composição em Tempo Real (bloco I); processos de colaboração a partir de uma pergunta partilhada (bloco II); e processos de investigação individual de cada participante (bloco III). Dependendo dos seus interesses e disponibilidades, os participantes poderão escolher fazer 3, 6 ou 9 meses de curso. Os blocos não podem ser feitos isoladamente (a não ser o primeiro), estando imaginados de forma cumulativa. O número de participantes decrescerá à medida que o curso avança: 24 no primeiro bloco, 16 no segundo e 8 no terceiro, produzindo assim diferentes intensidades e modos de envolvimento com a investigação da decisão, da colaboração e da criação que este curso propõe.

Alguns membros do Coletivo Atelier RE.AL (Márcia Lança, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio) irão estar presentes durante toda a duração do curso na qualidade de investigadores residentes, co-orientadores e facilitadores e com o intuito de replicar a prática laboratorial que sempre caracterizou a nossa actividade. O objectivo é produzir uma sensação de continuidade entre os blocos e criar as condições para se ir mais fundo na investigação, experiência difícil de implementar se o curso fosse estruturado à volta de uma participação mais fragmentada e pontual de convidados externos. De qualquer forma, paralelamente a essa relação mais constante com o Coletivo Atelier RE.AL, convidaremos artistas e investigadores para orientar workshops pontuais, directamente associados às questões a serem exploradas em cada bloco. Pretendemos com esses convites proporcionar uma distância crítica em relação à nossa prática, aceder a outros modos de fazer-pensar a investigação artística e, ao mesmo tempo, criar um tempo de respiração entre os ciclos de experimentação.

Proposta

Diante da crise global que estamos a viver, tanto pela rapidez estonteante com que o mundo hegemónico tenta voltar à “normalidade”, como pela monumental incerteza que continuamos a experimentar, é urgente termos mais cuidado com o entorno, estarmos mais atentos aos detalhes e sermos mais sensíveis às diferenças. Fica muito claro que nos tempos que correm, a sustentabilidade e a resiliência dos sistemas não vêm da nossa habilidade em responder, mas da nossa capacidade em perguntar. E mais: da nossa capacidade em formular a pergunta. Por isso uma pergunta “como não-saber juntos?” é tão importante. Ela reconhece que não é sobre saber ou consumir. É sobre saborear, questionar e imaginar mundos. Juntos.

Durante toda a extensão do curso queremos manter a pressão “na ferida” dessa pergunta, resistindo à tentação de respondê-la e repetindo-a a partir de diferentes ângulos, em diferentes escalas, com diferentes intensidades. Para que diferentes formulações emerjam, diferentes modos de estar se apresentem, diferentes posições se ofereçam. Será algures entre todas essas diferenças que o comum aparecerá. E quando isso acontecer temos que lá estar, disponíveis para o receber. Talvez seja essa a nossa única responsabilidade: comparecer quando o presente nos convocar.

Perceber os acontecimentos desta perspectiva (encarar o não-saber como a única coisa que temos) é aquilo que nos motiva ao desenhar esta formação como prática duracional de estar no presente. Estamos convictos que se situa aqui, nesta brecha que se abre no tempo ao nos depararmos com a impossibilidade de continuar, a real potência da acção. Porque se é verdade que essa interrupção nos pode imobilizar (por vermos as nossas expectativas suspensas), ela é também uma oportunidade única para desactivar o hábito que temos em nos deixar levar pela frenética economia da atenção a que os regimes de organização e controle do desejo nos submetem. A experiência pessoal e colectiva que resulta da suspensão do saber é, nesta perspectiva, um património absolutamente chave para nos posicionarmos política, ética e artisticamente.

É nesse intervalo – entre o momento em que colidimos com aquilo que nos afecta e o momento em que nos relacionamos com as suas possíveis manifestações – que o gesto de imaginar, desorganizar e reorganizar os nossos padrões de percepção pode ter lugar. Essa exploração não pretende cessar o movimento nem tão pouco focar a atenção a ponto de objectivá-la. Explorar o intervalo não significa propor uma experiência de contemplação ou de passividade, e muito menos do privilégio de habitar o tédio profundo como lugar de criação. O que esta abordagem propõe é exercitar a nossa capacidade em deslocar a percepção na direcção da periferia do acontecimento, na direcção das relações infinitesimais que nos atravessam e que podem, inclusive, se contradizer entre si. O que esta abordagem propõe é encontrar o movimento dentro da pausa. O tempo dentro do tempo. A experiência do reparar.

Reparar no triplo sentido da palavra: parar de novo, reparação e observação. Esse gesto (de pausa, de cuidado e de atenção) não é mais do que um exercício de implicação no presente que, por sua vez, cria as condições para desenvolver um sentido de responsabilidade perante o nosso entorno e perante o outro. / Equipa Curatorial 

Informações

Locais onde decorrerá o programa

Público-alvo

Curso aberto a bailarinos, coreógrafos, performers e outros artistas com práticas ligadas à performance, ao corpo e ao movimento. Os candidatos devem posicionar-se enquanto pares e não enquanto alunos e entender a criação artística como um espaço de investigação através da arte, ou seja, enquanto plataforma para explorar e experimentar processos de relação, de colaboração e de decisão num ambiente que não faz diferença entre teoria e prática, que promove a permeabilidade entre disciplinas e que olha para a obra de arte enquanto consequência de um processo e não como o seu fim.

Notas

  1. A língua do curso será inglesa e portuguesa, dependendo de quem está a orientar a sessão e das necessidades de cada momento.
  2. Serão atribuídas bolsas a 3 participantes, após a aceitação no programa, que possam assegurar a tradução simultânea para pequenos grupos. A bolsa consiste na redução de 50% da propina total.

Cronologia do programa

Bloco I

Estudo, experimentação e prática da Composição em Tempo Real
13 de Setembro a 11 de Dezembro 2021

Bloco II

Processos de colaboração a partir de uma pergunta partilhada
17 de Janeiro a 16 de Abril 2022

Bloco III

Processos de investigação individual de cada participante
26 de Abril a 30 de Julho 2022

Artistas e intervenientes convidados

Bloco I

Lisa Nelson (USA), Romain Emma-Rose Bigé (FR).

Bloco II

Coletivo Hormigonera (UY), David-Alexandre Guéniot / GHOST (PT), Orquestina de Pigmeos (ES), Projeto Companhia – João dos Santos Martins (PT).

Bloco III

Eleonora Fabião (BR), Gustavo Sumpta (PT), La Ribot (ES), Luara Learth/Acauã Elbandido (BR), Mette Edvardsen (NO).

Processo de candidaturas

A submissão de candidaturas processa-se única e exclusivamente através de formulário disponível mais abaixo. As candidaturas serão aceites em português ou inglês e deverão incluir:

 

  • Carta ou vídeo de motivação onde o/a candidato/a expressa as razões pelas quais se candidata (max. 1 pág. A4, em formato .pdf ou um vídeo com máx. de 3m – no caso de enviar vídeo, deve submeter link onde o mesmo possa ser visualizado)
  • CV com fotografia e nota biográfica incluída (max. 2 pág. A4, em formato .pdf – não exceder 1MB)
  • Link para Portfólio documentando trabalhos do/a candidato/a com textos, imagens e links para registos vídeo (max. 10 pág. A4, em formato .pdf)
  • Indicação do contacto de 2 figuras com quem o/a candidato/a se tenha relacionado (professor/a, colaborador/a, curador/a/programador/a, etc.) que poderão ser contactados para que possamos ter uma perspectiva externa do perfil do/a candidato/a.
  • Indicação expressa dos blocos que tenciona frequentar (I, I+II ou I+II+III). Só é possível frequentar o segundo e terceiro blocos tendo frequentado os blocos anteriores.

 

! NOTA IMPORTANTE !

Pedimos que não enviem, com as vossas candidaturas, links dos vossos trabalhos em forma de download de ficheiros. Os links devem estar apenas disponíveis para visualização dos ficheiros online. Apenas aceitamos como ficheiro para download o vosso CV e a vossa carta de apresentação, tudo o resto deve ser de acesso livre e on-line.

Processo de selecção

Bloco I+II+III (9 meses)

  • Duração: 13 Setembro 2021 a 30 Julho 2022
  • Data limite candidatura: 29.01.2021
  • Datas das fases de selecção:
    • 12.02.2021 ›› Comunicação aos candidatos pré-seleccionados
    • 15 a 19.02.2021 ›› Workshop on-line
    • 22 a 26.02.2021 ›› Entrevistas individuais com equipa curatorial
    • 01.03.2021 ›› Comunicação de resultados

Bloco I+II (6 meses)

  • Duração: 13 Setembro 2021 a 16 Abril 2022
  • Data limite candidatura: 12.03.2021
  • Datas das fases de selecção:
    • 19.03.2021 ›› Comunicação aos candidatos pré-seleccionados
    • 22 a 26.03.2021 ›› Workshop on-line
    • 29.03.2021 a 02.04.2021 ›› Entrevistas individuais
    • 05.04.2021 ›› Comunicação de resultados

Bloco I (3 meses)

  • Duração: 13 Setembro a 11 Dezembro 2021
  • Data limite candidatura: 16.04.2021
  • Datas das fases de selecção:
    • 26.04.2021 ›› Comunicação aos candidatos pré-seleccionados
    • 03 a 07.05.2021 ›› Workshop on-line
    • 10 a 14 ›› Entrevistas individuais
    • 17.05.2021 ›› Comunicação de resultados

Nota

  1. Serão agendadas entrevistas individuais on-line com a direcção do Forum Dança em data a definir.

Propinas

Bloco I (3 meses)

  • Taxa de Inscrição: 100 € até 1 semana após a admissão no curso.
  • Mensalidades: 300 € x 3 meses

Bloco I+II (6 meses)

  • Taxa de Inscrição: 100 € até 1 semana após a admissão no curso.
  • Mensalidades: 290 € x 6 meses

Bloco I+II+III (9 meses)

  • Taxa de Inscrição: 100 € até 1 semana após a admissão no curso.
  • Mensalidades: 270 € x 9 meses

Notas

  1. As mensalidades deverão ser pagas até dia 30 do mês anterior, sendo o primeiro pagamento feito até 30 de Agosto.
  2. Se o curso for pago na sua totalidade, até dia 30 de Agosto de 2021, terá um desconto de 10%.
  3. Serão atribuídas bolsas a 3 participantes, após a aceitação no programa, que possam assegurar a tradução simultânea para pequenos grupos. A bolsa consiste na redução de 50% da propina total.

Horários

De Segunda a Sexta-feira das 10h00 às 17h00.

Sinopses

Bloco I. Estudo, experimentação e prática da Composição em Tempo Real

A proposta neste bloco será mergulhar, de forma intensa (e extensa), na investigação, experimentação e aplicação da ferramenta Composição em Tempo Real (CTR), uma prática (teórica) e uma teoria (prática) que se oferece enquanto “campo” (lugar, território), que tem como única razão de existir, acolher e hospedar as forças que estão em jogo a cada instante, naquilo a que convencionamos chamar de “presente”. No interior desse presente e na perspectiva da Composição em Tempo Real, movimenta-se um tempo expandido, simultaneamente “não mais” e “ainda não”. Um tempo não-linear, vivido como uma fita de Möbius, onde o interior e o exterior, o antes e o depois, a forma e a força, se misturam e se confundem.

 

Antes de quaisquer apresentações ou introduções, a primeira semana do curso começará com uma performance colectiva com os 24 intervenientes inscritos no curso intitulada “O que fazer daqui para trás”_versão expandida. Esta será a forma de nos apresentarmos: via acção, através das marcas que deixamos com as nossas posições. Só na segunda semana, o grupo terá tempo para se conhecer melhor e partilhar com os outros os seus percursos individuais.

 

Durante toda a duração do bloco João Fiadeiro será acompanhado por Márcia Lança e Daniel Pizamiglio, respectivamente com 15 e 10 anos de prática intensiva de Composição em Tempo Real. Iremos ainda contar com a presença continuada da “trabalhadora-do-texto” Romain / Emma Bigé, filósofa e dançarina trans*feminista francesa, com quem João Fiadeiro já colaborou inúmeras vezes (nomeadamente na co-curadoria da exposição “Esquissos de Técnicas Interiores”, em torno do legado e obra de Steve Paxton) e que organizará seminários semanais que situam as práticas experimentais da Composição em Tempo Real em relação (nas suas próprias palavras) “à capacidade da dança para celebrar formas inusitadas e raras de ternura entre humanos e outras criaturas da Terra. Ela oferecerá Práticas Textuais, incluindo: “Sexy Library” (porque ler é sexy), “Blind Book Club”, “Conceptual Speed Dating” e outras maravilhas para pensar com textos e contornar o córtex”. Teremos ainda a presença da coreógrafa e improvisadora Lisa Nelson que dirigirá um workshop de duas semanas em torno da sua investigação Tuning Scores. Entre os pares de João Fiadeiro que se ocupam com as questões do pensar-operar a decisão e a performance, Lisa é com quem tem mais afinidades e um enorme respeito. A sua presença servirá não só para partilhar com os participantes  o pensamento absolutamente singular desta artista americana, como para colocar  em relação duas ferramentas de composição e improvisação  com inúmeros pontos de contacto.

 

Este bloco irá culminar com duas semanas dedicadas ao estudo, experimentação e reenactment da performance EXISTÊNCIA no Teatro do Bairro Alto em Lisboa, parceiro estratégico e co-produtor do PACAP 5. O EXISTÊNCIA foi um projecto de João Fiadeiro que estreou no Centro Georges Pompidou em Paris em 2002 onde se praticou Composição em Tempo Real ao vivo, colocando os performers e público num lugar de experiência radical com o presente e com a ideia de não-saber juntos. A experiência do EXISTÊNCIA foi estruturante na sistematização e processamento da ferramenta CTR e influenciou de forma profunda dezenas de coreógrafos, performers e artistas que passaram por esta experiência. O artista plástico Walter Lauterer e o músico Arnold Noid (que se encarregaram respectivamente da composição em tempo real do espaço e do som), estarão presentes em Lisboa para as apresentações públicas com os participantes do curso.

Bloco II. Processos de colaboração a partir de uma pergunta partilhada

Neste segundo bloco, queremos que o grupo (agora reduzido a 16 intervenientes) continue a ocupar-se com a questão do processo colaborativo, mas agora a partir de uma pergunta comum (uma abordagem que fica entre a “ausência de pergunta prévia” explorada no primeiro bloco e a existência de uma “pergunta individual” a ser explorada no terceiro bloco).

 

Esta é uma problemática que ocupa João Fiadeiro  desde os anos 90 e que, de certa maneira, foi a razão pela qual se começou a desenvolver uma ferramenta de trabalho como a Composição em Tempo Real. A ambição na altura era desenhar uma linguagem comum que criasse um campo de experimentação partilhado, mas sem deixar que essa linguagem nos condicionasse (nos condenasse) a seguir uma direcção previamente estabelecida (normalmente ditada pelo autor). Mas também não tínhamos interesse em desenvolver uma experiência exclusivamente horizontal porque sabíamos que a simples extracção do autor da equação não impedia que as estruturas de poder, desta vez implícitas, tomassem conta da narrativa.

 

O que constatamos é que existe uma diferença abissal no modo como esta estratégia “diagonal” de abordar a colaboração é aplicada se estivermos perante a perspectiva de uma decisão individual (como acontece na prática da improvisação ou mesmo no trabalho a solo), ou a partir da perspectiva de uma decisão colectiva (como acontece, por exemplo, no processo criativo em projectos de grupo). Enquanto que, ao nível da decisão individual, a “questão do afecto” pode ficar na sombra, protegido da luz e da formulação (e dar-se ao luxo de se manifestar só no fim), ao nível da criação colectiva, se o afecto (aquilo que nos move e nos liga) não for partilhado à partida, emergem de imediato, no interior do grupo, dinâmicas de relação simétricas (tendencialmente conflituosas) ou complementares (tendencialmente submissas) que impedem a construção de um comum partilhado. O que procuramos é criar as condições para que se activem formas de relação “recíprocas” e, no caminho, desactivamos lógicas binárias de relação onde, ou se tenta convencer alguém da nossa opinião ou ideia, ou nos subjugamos à opinião ou ideia do outro. Uma relação recíproca implica que partilhemos os “afectos” e as forças em jogo no momento do encontro (por definição vulneráveis, incompletas, frágeis). Implica que escutemos e prestemos atenção aos sinais (ainda fracos) daquilo que o acontecimento pede. Implica aceitar que não sabemos (juntos).

 

Como é que se identifica, circunscreve e partilha um afecto colectivo de forma a se poder trabalhar o encontro? E como é que é possível criar uma força vital comum que permita que a obra final traduza uma inquietação transversal e não um patchwork de tendências, desejos e desassossegos dispersos?

 

Serão estas as questões que servirão como ponto de partida para a investigação neste segundo bloco, que serão colocadas e geridas sobretudo a partir das vozes (e dos corpos) de quem experimentou na pele a tensão entre autoria, autoridade, autorização e autonomia: os performers e co-criadores dos projectos de grupo. Este período de investigação será por isso exclusivamente mediado por Márcia Lança e Carolina Campos, com a presença pontual de João Fiadeiro. Não só tiveram ambas papéis centrais na criação de peças de grupo da RE.AL como, nos últimos anos, vêm desenvolvendo juntas um conjunto de projectos em co-autoria onde estas questões têm um lugar de relevo.

 

O resultado das investigações desenvolvidas neste bloco serão mais uma vez apresentadas no Teatro do Bairro Alto num formato e numa configuração a definir.

 

Em paralelo a esta investigação continuada, instigada e mediada pela Márcia e a Carolina (mas desenvolvida de forma auto-organizada pelos intervenientes no curso), teremos a participação de alguns colectivos convidados que irão funcionar como “estudos de caso” através da partilha das suas práticas, experiências e questionamentos em relação à criação colectiva. Num primeiro momento iremos acolher João dos Santos Martins com a Companhia, projecto criado em modo colectivo em 2018 (que reúne o mesmo grupo que criou “Projeto continuado” em 2015) e que coloca o termo “companhia” em perspectiva, referindo-se simultaneamente à ideia de uma companhia de dança, à companhia entre pessoas e a uma noção de colectivo e interdependência presente na experiência de comunidade. De seguida teremos o projecto Hormigonera – que em português significa “betoneira” – uma prática de criação colaborativa que pesquisa modos alternativos de colaboração e processos dramatúrgicos. É activado por um grupo de artistas uruguaios que trabalham nas linguagens do espaço, matéria, luz e som para invocar acções performativas que procuram “dar voz” a materiais “pobres” e “marginais” colocando-se eles próprios, enquanto artistas, ao serviço do seu agenciamento. Por fim teremos o colectivo catalão Orquestina de Pigmeos, que se movimenta na fronteira da performance, do som e do cinema, trabalhando sobretudo em ambientes site-specific e em estreita cooperação com as comunidades e moradores locais. Neste bloco teremos ainda a participação, de modo transversal, de David-Alexandre Guéniot, director da editora GHOST, que desenvolverá um projecto de edição com os intervenientes, que culminará na criação de um livro de artista(s) produzido de forma colectiva.

Bloco III. Processos de investigação individual de cada participante

Chegados a esta fase do curso, agora com 8 participantes, o foco passará a ser a investigação individual de cada interveniente. João Fiadeiro, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio colocar-se-ão nesta fase “ao serviço” dos projectos de cada artista, numa postura de acompanhamento e facilitação. O objectivo será utilizar as ferramentas entretanto trabalhadas e experimentadas nos primeiros dois tempos do curso e canalizá-las agora para uma investigação individual, com o intuito de se conseguir activar o processo de tradução que vai desde o afecto inicial, passando pela formulação do seu enunciado, até à manifestação do acontecimento em si.  Essa manifestação – que voltará a ter lugar no Teatro do Bairro Alto – poderá ter lugar na forma de esquisso, de maquete ou até de “obra” desde que o foco, em qualquer destas escalas, não esteja no produto mas no processo. O que nos interessa perguntar e identificar são os modos mais apropriados (para aquele/a artista e aquele material em particular) para que a potência contida na pergunta inicial (que o/a faz mover e, no limite, querer criar), possa ser traduzido de maneira a que haja uma correspondência entre o afeto inicial e o gesto entretanto tornado público.

 

Esta dimensão pública da partilha é fundamental para que o “outro” deixe de ser idealizado e para que se entenda que um gesto só é realmente concluído quando recebido por um terceiro. É muitas vezes neste momento de “colisão” com o outro, que nos apercebemos com clareza se aquilo que dissemos-fizemos era exatamente aquilo que queríamos dizer-fazer. Raramente é. Mas o que importa, sobretudo num contexto de formação-investigação, é a identificação dessa dificuldade para que, a partir daí, se possa voltar a falhar. “Falhar melhor”, como nos diz Beckett.

 

Durante o decorrer do bloco seremos visitados por cinco artistas – La Ribot, Gustavo Sumpta, Mette Edvardesen, Eleonora Fabião e a dupla Luara Learth/Acauã Elbandido – que irão partilhar com o grupo o modo como “falharam” para chegar ao lugar de investigação em que se encontram. São artistas que partilham premissas semelhantes na relação que desenvolvem com o gesto artístico, sobretudo ao nível das suas éticas de trabalho e compromisso radical com o tempo presente. Têm ainda em comum um posicionamento crítico em relação às suas disciplinas, não se deixando capturar por qualquer tipo de catalogação artificial e manipuladora. Mas fizemos questão que fossem artistas bastante díspares entre si, tanto ao nível formal como ao nível geográfico e geracional.

 

A nossa expectativa é que o acesso aos seus modos de operar informe os intervenientes desta simples equação:  os caminhos para se chegar à construção de uma obra (gesto, acção) serão sempre múltiplos, mas será sempre a partir da colisão (e relação) entre as nossas forças e as nossas vulnerabilidades  (entre a poesia e a selvajaria), que algo vital e urgente poderá emergir.

Curadoria

João Fiadeiro

Forum Dança | PACAP 5 - João Fiadeiro
João Fiadeiro © Ana Viotti

João Fiadeiro

Nascido em 1965, João Fiadeiro pertence à geração de coreógrafos que surgiu no final da década de 1980 e que deu origem à Nova Dança Portuguesa.

O seu percurso, quer enquanto coreógrafo ou performer, como enquanto investigador ou curador, centrou-se na criação de condições para a experimentação, a prática laboratorial e o cruzamento interdisciplinar. Esta actividade foi realizada tanto no quadro da direcção de projectos de programação e investigação artística, que passaram pelo Centro Cultural da Malaposta (1990-95), pelo Espaço Ginjal (1995-1998), pelo Lugar Comum (1999-2000), pelo Espaço A Capital (2000-2002) e pelo Atelier Real (2004-2019), como no quadro da sua prática artística, através das criações e dos ateliers de investigação organizados em torno da Composição em Tempo Real.

Em todas estas diferentes plataformas de encontro, João Fiadeiro foi sempre acompanhado por artistas que participaram activamente enquanto criadores, performers, investigadores e programadores, contribuindo de maneira decisiva para a existência deste projecto durante 30 anos de actividade ininterrupta.

O grupo actual – a que se está a chamar de Coletivo Atelier RE.AL – tem uma composição variada, mas para este PACAP foram convidados Márcia Lança, Carolina Campos, Daniel Pizamiglio e Ivan Haidar que têm tido um papel preponderante na actividade do colectivo nos últimos 5 anos, desde a co-criação de obras colectivas (O que fazer daqui para trás/2015 e From Afar it was an island, de perto uma pedra/2018), passando pelo processamento e sistematização da Composição em Tempo Real, até à programação do Atelier Real.

Márcia Lança

Forum Dança | PACAP 5 - Márcia Lança
Márcia Lança

Márcia Lança

Márcia Lança iniciou a sua formação em Artes do Espectáculo no Chapitô (1999/02). Da formação em dança destaca ex.e.r.ce 05 no CCN de Montpellier, o curso básico de Análise do Movimento, pelo IAM (2004), o Curso de Dança Contemporânea e Pesquisa de Movimento na SNDO de Amesterdão (2003), o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica no Fórum-Dança (2002) e a formação contínua no C.E.M. (2001/04).

Criou Dentro do Coração, NOME, Por esse Mundo Fora, Evidências Suficientes para a Não Coerência do Mundo, Happiness and Misery, 9 Possible Portraits, O Desejo Ignorante, Trompe le Monde, Morning Sun, Dos joelhos para baixo.

Colaborou com João Fiadeiro, Cláudia Dias, Sónia Baptista, Alex Cassal, Carolina Campos, Miguel Castro Caldas, Olga Mesa, Nuno Lucas, Jørgen Knudsen, Aniol Busquets e Thomas Forneau.

Carolina Campos

Forum Dança | PACAP 5 - Carolina Campos
Carolina Campos

Carolina Campos

Carolina Campos é brasileira e vive entre Lisboa e Barcelona.

Realizou o Programa de Estudos Independentes do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona.

No Brasil trabalhou com a Lia Rodrigues Cia de Danças, entre 2008 e 2011.

Colabora intensamente desde 2013 com João Fiadeiro na formação, criação e investigação da Composição em Tempo Real.

Em Barcelona está associada ao Centro de Criação Escocesa.

Daniel Pizamiglio

Forum Dança | PACAP 5 - Daniel Pizamiglio
Daniel Pizamiglio © Matheus Martins

Daniel Pizamiglio

Daniel Pizamiglio é performer e criador brasileiro.

De 2008 a 2010 fez o Curso Técnico em Dança de Fortaleza (2008-2010). Durante este período encontrou o coreógrafo João Fiadeiro e a partir deste encontro mudou-se para Lisboa em 2012, onde actualmente vive e trabalha.

Desde então estuda e pratica a Composição em Tempo Real; participou no Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança (2015-2016); tem colaborado como intérprete, co-criador e assistente de direcção com diferentes artistas.

No seu trabalho autoral, procura um encontro entre a poesia e o corpo (“Dança Concreta”) e como activar a corporalidade dos afectos e da relação (“Preste Atenção Em Tudo A Partir de Agora”).

Participantes

Aline Belfort (BR), Andrei Bessa (BR), Bárbara Cordeiro (PT), Bartosz Ostrowski (PL), Bruno Levorin (BR), Carolina Canteli (BR), Chloé Saffores (FR), Francisco Thiago (BR), Giovanna Monteiro (BR), Herlandson Duarte (CV/PT), Jean Lesca (FR), Katarina Lanier (US), Katinka Wissing (DK), Leonardo Shamah (BR), Leonor Lopes (PT), Leonor Mendes (PT), Lucas Damiani (UY), Nazario Díaz (ES), Nicole Gomes (BR), Nirvan Navrin (PT), Piero Ramella (IT), Roberto Dagô (BR), Rosa Sijben (NL), Ves Liberta (PT), Vicente Antunes Ramos (BR).

Formulário de candidaturas

Actividades PACAP 5

Apoios e Parcerias

Coprodução PACAP 5: Teatro do Bairro Alto

Apoios PACAP 5: O Rumo do Fumo, Alkantara, OPART | Estúdios Victor Córdon, O Espaço do Tempo, Fundação GDA, Piscina.

Forum Dança | Apoios PACAP 5
Forum Dança - CGPAE - 28.ª Edição Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo 2021

Candidaturas CGPAE 28

Estão abertas as candidaturas para a 28.ª Edição do CGPAE – Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo, do Forum Dança.

Para candidatar-se à 28.ª edição do CGPAE deve submeter a sua candidatura online.

Candidaturas abertas até dia 10 de Janeiro de 2021.

Mais informações aqui.

Candidatura online aqui.

Forum Dança - Ciclo de Apresentações PACAP 4

Ciclo de Apresentações PACAP 4

Espaço da Penha e Espaço Alkantara

Curadoria de João dos Santos Martins
20 e 21 / 26 e 27 de Junho – Espaço da Penha
1 e 2 de Julho – Espaço Alkantara

ESGOTADO

Todas as sessões estão esgotadas, não estamos a aceitar mais reservas.

Nada para ensinar, tudo para aprender*

 

Pensar um plano de estudos é sempre um conflito entre o ideal e o possível, entre uma certa imposição de uma forma de ver e estar no mundo, e a criação de condições para originar outros mundos. Fui convidado a pensar um programa de estudos para artistas que se relacionam com a dança e a performance. Este programa não foi tão experimental quanto poderia. Rejeitou-se sobretudo a secular divisão entre disciplinas técnicas para colocar ênfase na troca de práticas entre artistas.
Assolados por um vírus que não julgávamos chegar próximo, experimentámos novos formatos e modelos de partilha, de endereçamento e de atenção, nos quais colocámos ao teste a capacidade e a permanência de fazer arte no momento menos propício ao seu desenvolvimento e, talvez por isso, o mais urgente quanto às questões que levanta ser artista hoje.
O programa de apresentações que agora partilhamos não é necessariamente resultado dos últimos seis meses de trabalho colectivo senão uma mostra de processos heterogéneos iniciados por um grupo de artistas dos continentes europeu e americano que isolada ou conjuntamente se sintonizaram, integraram, participaram, ativaram, divergiram ou rejeitaram este programa de estudos. As suas preocupações rangem questões contemporâneas igualmente díspares de contextos geo-políticos diversos que aqui se assemelham sem nunca se assimilar: entre o típico questionar da eficiência social da arte, a propostas de ressonância entre mundo orgânico e inorgânico, do corpo humano e não humano, do ser e do outro, da medida exacta de veneno a administrar para curar, da vida rural e urbana aos restos da noite e do chorume, do espaço que está entre, ao espaço entre o nudismo e o nadismo.

 

“Ainda há quem diga que tudo perde quando não pode sair; que não têm nada para fazer – como se fazer e não fazer não fossem a mesma coisa.” (*Lourdes de Castro, Cartas à Lourdes: das 4 às 5, ed. Ricardo Nicolau)”

 

João dos Santos Martins

 

Agradecimento especial a todos os convidados que participaram neste programa
Ana Jotta (PT), Ana Pi (BR), Ana Rita Teodoro (PT), Bojana Cvejić (RS), Christine de Smedt (BE), Christophe Wavelet (FR), Chrysa Parkinson (US/SE), Eszter Salamon (HU), Joana Sá (PT), João Fiadeiro (PT), Jürgen Bock (DE), Miguel Wandschneider (PT), Moriah Evans (US), Paula Caspão (PT), Pedro Barateiro (PT), Rita Natálio (PT), Ricardo Valentim (PT), Scarlet Yu (HK), Vera Mantero (PT), Xavier le Roy (FR).

Informações e Reservas
Todas as sessões já se encontram esgotadas!

  • Devido à situação actual e seguindo as directivas da DGS, a lotação para estas apresentações é reduzida e limitada a 1/3 da capacidade habitual dos nossos espaços;
  • Pode reservar isoladamente para cada apresentação, ou reservar o programa inteiro em cada dia;
  • O pedido de reserva é feito para o email forumdanca@forumdanca.pt;
  • Terá de indicar nesse email quais os dias e espectáculos que pretende assistir;
  • Faça a sua reserva até 72 horas antes do início de cada apresentação (24h no caso do primeiro ciclo que acontece já este fim-de-semana);
  • A reserva poderá considerar duas pessoas unicamente no caso em que sejam coabitantes;
  • No dia das apresentações deverão trazer a sua própria máscara e/ou viseira;
  • Deverão cumprir com as normas do distanciamento social, assim como a etiqueta respiratória;
  • Agradecemos que compareça porque, dada a lotação reduzida dos espaços, ao não comparecer estará a tirar o lugar a outra pessoa que gostaria de estar igualmente presente.

Agradecemos a compreensão!

Programação Completa

CICLO #01 | Espaço da Penha | 20 e 21 de Junho

 

18h00Eu só tinha o título, agora não tenho nada, Suiá Burger Ferlauto (BR), 30 min.

18h40Loose loop, Leire Aranberri (ES), 30 min.

19h20Como regar plantas falsas, Maria Abrantes (PT), Ca. 40 min.

19h50Would you hire me?, Aline Combe (FR), 20 min.

20h15Apocalipse entre amigos ou simplesmente o dia, Julián Pacomio (ES), 60 min.

A partir das 18h00 – Masa (vídeo em loop), Laura Ríos (CU), 27 min.

Pode consultar o programa completo deste ciclo, em formato digital, AQUI

 

CICLO #02 | Espaço da Penha | 26 e 27 de Junho

 

19h00Carta a uma quantidade emergente, Marina Dubia (BR), 50 min.

19h50Ruído rosa, Alina Ruiz Folini (AR), 30 min.

20h45Mas onde está a espada?, Isadora Alves (PT), 40 min.

21h30Chorume, Natália Mendonça (BR), 40 min

A partir das 19h00 – Heat is life (vídeo em loop), Bianca Zueneli (IT), 25 min.

Pode consultar o programa completo deste ciclo, em formato digital, AQUI

 

 

CICLO #03 | Espaço Alkantara | 1 e 2 de Julho

 

19h00Aurora, Sara Vieira Marques (PT), 40 min.

19h50Heat is life, Bianca Zueneli (IT), 20 min.

20h20Porte, Laure Fleitz (FR), 20 min.

21h00Verde abismo ou eu nunca mais sonhei com isso, Isis Andreatta (BR), 35 min.

A partir das 19h00How do we continue together (vídeo em loop), Emily Barasch (US), 30 min.

*Vulture Realness Invocation or I just can’t be like this with you anymore, (vídeo), randy reyes (US/GT), 7 min.

*a definir

Pode consultar o programa completo deste ciclo, em formato digital, AQUI

Apresentações PACAP 4

Sobre o PACAP

O PACAP – Programa Avançado de Criação em Artes Performativas é um programa de formação/criação para profissionais e estudantes de áreas artísticas que pretendem investir num período de experimentação avançada conciliando-o com uma investigação teórica e o exercício de práticas de corpo e movimento.

Sobre o PACAP 4

De Janeiro a Julho de 2020
Programa Avançado de Criação em Artes Performativas
Curadoria de João dos Santos Martins
Apoio Financeiro: Fundação Calouste Gulbenkian
Apoios: O Rumo Do Fumo, Alkantara, O Espaço Do Tempo e Estúdios Victor Córdon
Parceria: Maumaus

Direcção: Dora Carvalho
Produção: Carolina Martins
Acompanhamento e Direcção Técnica: Zeca Iglésias
Assistente de Produção: Catarina Sobral
Comunicação e Imagem: Eduardo Quinhones Hall

Cartaz

Forum Dança - Cartaz Ciclo de Apresentações PACAP 4
Forum Dança - Cartaz Ciclo de Apresentações PACAP 4

Apoios e Parcerias

Apoio Financeiro: Fundação Calouste Gulbenkian | Apoios: O Rumo do Fumo | ALKANTARA | O Espaço do Tempo | Estúdios Victor Córdon

Forum Dança - Apoios PACAP 4
Forum Dança - Conversa 2: Estratégias de Programação [CGPAE]

Conversa 2: Novos formatos de relação com os públicos em tempos de pandemia Covid-19

Debates CGPAE

Conversas Online Via Aplicação Zoom
15 Junho 2020 | 18h30
!!! DATA ALTERADA DEVIDO À MANIFESTAÇÃO DO CENA-STE NO DIA 4 DE JUNHO ENTRE AS 18H00 E AS 20H00 !!!
Moderação de Elisabete Paiva (Materiais Diversos)
Com Cristina Planas Leitão (coreógrafa)
e Jesse James & Sofia Carolina Botelho (Festival Walk & Talk) – a confirmar

Este debate acontece no âmbito da disciplina de Estratégias de Programação do CGPAE – Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo do Forum Dança.

 

Instruções para aceder ao debate e poder participar:

  1. Enviar um email para forumdanca@forumdanca.pt demonstrando interesse em participar nesta conversa.
  2. Recebe depois no seu email as instruções para aceder ao debate on-line (endereço e código de acesso à sessão, via aplicação Zoom).
  3. Número máximo de participantes: 40.

Biografias

CRISTINA PLANAS LEITÃO
Porto, 1983. Licenciada em Dance Performance pela ArtEZ – Hogeschool voor de Kunsten em Arnhem (Holanda), em 2006. De 2007 a 2012, colabora com a coreógrafa Gabriella Maiorino da Dansmakers Amsterdam. Desde então foi intérprete de Isabelle Schad (Alemanha), Flávio Rodrigues no Ballet Contemporâneo do Norte (BNC), Vloeistof (Holanda), Catarina Miranda e Marco da Silva Ferreira.
Como ensaiadora, trabalhou com Hofesh Shechter (2012-2014) e Gregory Maqoma (2015) para a Companhia Instável. Em 2015, é uma das artistas convidadas para The Porto Sessions – um projeto desenvolvido por Meg Stuart / Damaged Goods e Mezzanine.
No Porto, foi uma das iniciadoras dos Encontros desNORTE (2011-2017) e criou o projeto Conquering the studio: a time for research, para o BCN e Companhia Instável. Desde 2016, coordena o Aquecimento Paralelo para o Teatro Municipal do Porto e em 2017 integra a equipa de mediação
de públicos no contexto do Festival DDD. Em 2010, é uma das 50 artistas escolhidas por David Zambrano para os 50 Days of Flying Low and Passing Through in Costa Rica, fazendo parte do único grupo certificado para ensinar e desenvolver essas técnicas. Desde então, tem lecionado internacionalmente – uma atividade pedagógica que mantém em paralelo com a coreográfica. Em 2012, em cocriação com Jasmina Krizaj criam The Very Delicious Piece – uma peça produzida no contexto da rede europeia Modul Dance. Seguidamente cocriam The Very Boring Piece em coprodução com o Hellerau, Dresden. Em 2014, desenvolvendo a sua própria autoria, estreia o solo bear me e em 2016 cria a peça FM [ featuring mortuum]. No mesmo ano, com uma versão XL da The Very Delicious Piece, é finalista, junta- mente com Jasmina Krizaj e um elenco de oito intérpretes, no Danse Élargie 2016 – Théâtre de la Ville (Paris). O seu trabalho tem sido apresentado interna- cionalmente em locais como: Hellerau – Europäisches Zentrum der Künsten (Dresden), The Place (Londres), Théâtre de la Ville, Triskelion Arts (Nova Iorque), I like to watch Too no Julidans Festival (Amesterdão), Malta Festival (Polónia), Plesni Teater e Stara Mestna Elektrarna (Ljubljana), Maribor 2012 Capital Europeia da Cultura (Eslovénia), No_Body Festival (Chipre), Teatro Municipal do Porto, GUIdance Festival (Guimarães), BoxNova / CCB, Festival Cumplicidades, Centro de Arte de Ovar, Cine-Teatro Louletanto e Teatro Municipal de Faro.
É diretora artística da Bactéria Associação Cultural desde 2015. O seu corpo de trabalho está documentado na série Portugal que Dança (2017), criada para a RTP2.

 

JESSE JAMES
Vancouver, 1987, vive e trabalha entre Lisboa e Ponta Delgada como programador cultural e curador independente, combinando projetos curatoriais, assessoria de comunicação e gestão estratégica para projetos e estruturas culturais. É cofundador e diretor executivo da Anda&Fala – Associação Cultural, estrutura de criação contemporânea e multidisciplinar. Assume, desde 2011, a direção artística do Walk&Talk – Festival de Artes, nos Açores. É licenciado em Turismo e Lazer pela ESTH/IPG e frequentou a pós-graduação em Curadoria de Arte na FCSH, da Universidade Nova em Lisboa.

 

SOFIA CAROLINA BOTELHO
S.Miguel, 1986, fez licenciatura em Escultura e Mestrado em Museologia e Museografia na FBAUL. Trabalha em S.Miguel, na área da Gestão e Programação Cultural e desenvolve projetos pessoais na área da Preservação do Património, Memória e Arte.
Assume, desde 2013, a direção artística e a coordenação do Programa de Conhecimento do Walk&Talk – Festival de Artes, nos Açores.
Desde 2016 é coordenadora do Serviço Educativo do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.

 

ELISABETE PAIVA
Licenciada em Produção Teatral e Mestre em Estudos de Teatro. Trabalhou como produtora com Luís Castro, Teatro do Vestido e Pedro Sena Nunes. Foi responsável pelo Serviço Educativo do Centro Cultural Vila Flor (2006 a 2014), na sequência de experiências marcantes de cruzamento entre criação, educação e território no CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (2003–2005). Concebeu e programou o Serviço Educativo de Guimarães 2012 CEC e actualmente é Directora Artística do Festival Materiais Diversos.

Forum Dança - Conversa 1: Estratégias de Programação [CGPAE]

Conversa 1: Princípios e práticas no cancelamento e reagendamento de atividades

Debates CGPAE

Conversas Online Via Aplicação Zoom
28 Maio 2020 | 18h30
Moderação de Elisabete Paiva (Materiais Diversos)
Com Luís Ferreira (23 Milhas)
Tânia Guerreiro (PI – Produções Independentes)

Este debate acontece no âmbito da disciplina de Estratégias de Programação do CGPAE – Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo do Forum Dança.

 

Instruções para aceder ao debate e poder participar:

  1. Enviar um email para forumdanca@forumdanca.pt demonstrando interesse em participar nesta conversa.
  2. Recebe depois no seu email as instruções para aceder ao debate on-line (endereço e código de acesso à sessão, via aplicação Zoom).
  3. Número máximo de participantes: 40.

Biografias

LUÍS SOUSA FERREIRA
Director do 23 Milhas, projecto que agrega os quatro espaços culturais do Município de Ílhavo e restantes eventos culturais. Fundador e director artístico do BONS SONS, festival comunitário de música portuguesa, entre 2006 e 2019. Foi comissário cultural na Comunidade Interurbana do Médio Tejo, com destaque para o projecto intermunicipal “Caminhos” (2017-2019). Assumiu a coordenação de produção e desenvolvimento da experimentadesign (2013-2015) e colaborou com esta entidade tanto na área de produção e desenvolvimento da Bienal EXD, como na programação regular do Palácio Quintela e do Convento da Trindade (2009-2013). Foi produtor cultural no Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (CENTA – 2006-2008), tendo sido ainda responsável pela coordenação e produção do projecto “Experimenta o Campo 06/09”. Em 2018, foi membro do Grupo de Trabalho de Aperfeiçoamento do Modelo de Apoio às Artes. Desde 2019, é Membro do Conselho Consultivo Portugal Expo 2020 Dubai. É ainda cronista na Revista Gerador.

 

TÂNIA GUERREIRO
Licenciada em Cenografia pela Escola Superior de Teatro e Cinema (2007), tendo terminado o curso em Barcelona no Institut del Teatre. Completou a sua formação com o curso de Gestão e Produção das Artes do Espetáculo do Forum Dança (1999). Trabalhou em várias áreas da produção de espectáculos, cinema, artes plásticas, festivais – como o Festival Atlântico, Festival Temps d’Images e Alkantara – e em estruturas como a Casa d’os Dias da Água, ZDB, Transforma, Jangada de Pedra, onde desempenhou funções de produção, gestão, angariação de financiamentos e comunicação. De Janeiro de 2009 a Outubro de 2010, desempenhou funções de coordenação executiva na Rede – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea. Em Agosto de 2009, juntamente com outros profissionais da produção, cria uma plataforma de trabalho para produtores independentes – Produções Independentes – onde desenvolve colaborações com artistas independentes e estruturas de criação e programação. Entre 2012 e 2013 estabeleceu uma colaboração com a Transforma, em Torres Vedras, como programadora das atividades e apoiou o desenvolvimento de projetos europeus. Desde 2014, dedica-se à direção das Produções Independentes dando continuação ao trabalho com o criador Rui Catalão (que iniciou em 2010) a par do acompanhamento ao trabalho de outros artistas e projectos mais pontuais. Entre 2016 e 2017 foi presidente da Direção da Rede. Em 2017 criou a associação Orgia – Organização, Investigação e Artes – para dar apoio a artistas emergentes e organizar programas de criação. Nesse mesmo ano ganhou o prémio Natércia Campos de Melhor Produtor Cultural. Em 2018 foi júri das Curtas de Dança para o festival DDD e iniciou a sua colaboração com o FIAR/CAR no apoio à programação e à gestão.

 

ELISABETE PAIVA
Licenciada em Produção Teatral e Mestre em Estudos de Teatro. Trabalhou como produtora com Luís Castro, Teatro do Vestido e Pedro Sena Nunes. Foi responsável pelo Serviço Educativo do Centro Cultural Vila Flor (2006 a 2014), na sequência de experiências marcantes de cruzamento entre criação, educação e território no CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (2003–2005). Concebeu e programou o Serviço Educativo de Guimarães 2012 CEC e actualmente é Directora Artística do Festival Materiais Diversos.

Forum Dança - CGPAE - 27.ª Edição Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo

CGPAE 27

27.ª Edição do Curso de Gestão/Produção
das Artes do Espectáculo / 2020

O Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo conta já com mais de vinte e cinco edições, sendo responsável pela formação e integração de vários profissionais das artes do espectáculo em Portugal. Com um currículo pedagógico que cobre os parâmetros práticos e teóricos da profissionalização na área artística, é composto por um corpo docente que se encontra no ativo dentro do sector cultural. Esta característica confere-lhe uma constante actualização e aproximação à realidade do meio e das das estruturas artísticas que o compõem.
Este curso ocorre uma vez por ano.

 

Regulamento

Pode consultar o regulamento aqui neste documento.

 

Objectivos Gerais

Profissionalizar agentes culturais através da aquisição de competências como: planear e delinear estratégias de gestão, produção, programação e financiamento no âmbito das Artes do Espectáculo.
Integração e profissionalização dos formandos ao longo do curso, sendo a estrutura do mesmo pedagogicamente orientada a aplicação de conhecimentos no sector das artes performativas.
O Espaço da Penha será o lugar fixo de aulas, sendo as saídas e visitas de estudo uma constante durante o curso.
Consulte aqui alguns Testemunhos de alunos de anteriores edições.

 

Destinatários

Agentes culturais que pretendam desenvolver o seu trabalho/projecto na área de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo.
Público em geral com o objectivo de profissionalização.

 

Direcção/coordenação pedagógica

Dora Carvalho

 

Corpo Docente

O corpo docente do curso desenvolve a sua actividade profissional nas disciplinas que lecciona, proporcionando aos alunos uma aprendizagem do que se faz aqui e agora e uma ligação facilitada ao mercado de trabalho: Carlos Ramos, Elisabete Paiva, Ezequiel Santos, Giacomo Scalisi, João Pinto, Jonas Omberg, José Maria Vieira Mendes, Madalena Zenha, Paula Varanda, Rita Guerreiro, Rita Tomás, Rui Campos Leitão e convidados.

 

Estrutura Curricular

• História Da Dança (18h), com Ezequiel Santos
• Música (21h), com Rui Campos Leitão
• Teatro (21h), com José Maria Vieira Mendes
• Comunicação Cultural (28h), com Rita Tomás
• Gestão Financeira (28h), com Rita Guerreiro
• Políticas Culturais (21h), com Paula Varanda
• Direito na Cultura (21h), com Madalena Zenha
• Direcção de Cena / Espaços Culturais (49h), com Jonas Omberg
• Estratégias de Programação (21h), com Elisabete Paiva
• Arte e Sociedade (14h), com Giacomo Scalisi
• Som (7h), com Rui Campos Leitão
• Vídeo (7h), com João Pinto
• Luz (7h), com Carlos Ramos
• Projecto (14h)

 

Programa completo do curso

Pode consultar o programa de todas as disciplinas neste documento.

 

Horários

Sextas das 18h30 às 22h e Sábados das 10h30 às 14h00.
Alguns sábados poderão ter horário até às 17h00. Interrupção para férias em Agosto.

Forum Dança - João dos Santos Martins | PACAP 4

PACAP 4
2020

Curadoria de João dos Santos Martins

De Janeiro a Julho de 2020

Pensar um plano de estudos é sempre um conflito entre o ideal e o possível, entre uma certa imposição de uma forma de ver e estar no mundo, e a criação de condições para originar outros mundos. Nas palavras de Rabindranath Tagore, a educação não serve senão para dar resposta e nos livrarmos da “agressividade suicida do egoísmo colectivo”. Este programa não é mais do que isso. Focado na experimentação, procurará desafiar os paradigmas da dança e da coreografia contemporâneas através da activação de um posicionamento crítico e discursivo, ainda que sempre comprometido, para com essas práticas. Mas é sobretudo pensado como um tempo e um lugar protegidos para encorajar todxs xs participantes a desenvolver e analisar a sua prática artística num ambiente colectivo, intelectual e artisticamente estimulante.

 

Neste programa não há distinção entre aulas ‘técnicas’, de ‘pesquisa’ ou outras que tais. Partimos do princípio de que não pode haver distinção entre conhecimento prático e teórico e que é essa mesma divisão que induz uma alienação no próprio trabalho. O programa baseia-se unicamente nas propostas dxs artistas e intervenientes que passarão tempo com xs participantes potenciando experiências comuns de questionamento e transformação. Xs intervenientes convidadxs partilham a necessidade de desmistificar as dicotomias corpo/cabeça, acção/pensamento, prática/teoria, procurando articular o discurso e a prática como partes integrais e integrantes de modos de fazer e pensar, e não como pólos opostos.

 

Acreditamos na prática da dança como um suporte para a prática artística que está em permanente diálogo com outros suportes e com as genealogias da história da arte em geral. Procuraremos um diálogo com esses vários ‘suportes’ e xs agentes que os praticam através de visitas a estúdios de artistas locais e parcerias com estruturas e instituições circundantes que estabeleçam a ponte com o contexto das artes local. E como o fazer da arte está sempre em diálogo com os seus modos de apreensão, o programa é continuamente reforçado com visitas a exposições, visionamento de filmes, ida a espectáculos e conferências de agentes de vários domínios.

 

Acreditamos que parte do labor artístico é necessariamente autodidacta. Nesse sentido, privilegiaremos o cultivo de um espaço de partilha, de colaboração e trabalho em grupo de forma a construir conhecimentos e experiências comuns que incitem xs participantes a aprofundar as suas práticas, individual ou colectivamente. Durante o período do programa serão disponibilizados estúdios para que xs participantes possam desenvolver os seus trabalhos cujos processos serão partilhados ao longo de seis meses. No final do ciclo todxs xs participantes deverão apresentar publicamente esse trabalho, articulando assim, como refere Rancière, “os modos de fazer, as suas formas de visibilidade correspondentes e as formas possíveis de pensar as suas relações”. / João dos Santos Martins 

Biografia

João dos Santos Martins (Santarém, 1989) é um artista que trabalha a partir e através da dança e do suporte coreográfico. Começou por estudar na Escola Superior de Dança, em Lisboa, e na P.A.R.T.S., em Bruxelas, e concluiu os seus estudos coreográficos entre o exerce, em Montpellier, e o Instituto de Estudos de Teatro, em Giessen.

 

Desde 2008, tem articulado a sua prática entre a produção de peças e a colaboração como bailarino com outros autores como Ana Rita Teodoro, Eszter Salamon, Moriah Evans e Xavier Le Roy. O seu trabalho é caracterizado por uma diversidade de formatos e dispositivos que investem na produção de conflitos entre o sujeito que dança e o objecto dançado. As suas peças são geralmente desenvolvidas em colaboração com outros artistas como em Antropocenas (2017), com Rita Natálio e Pedro Neves Marques, e Onde Está o Casaco? (2018), com Cyriaque Villemaux e Ana Jotta.

 

Desde 2017 tem expandido a sua prática a outros formatos paralelos. Organizou o ciclo Nova—Velha Dança em Santarém, com espectáculos, workshops, conversas e exposições; criou, com Ana Bigotte Vieira, um dispositivo para a historização colectiva da dança em Portugal — Para Uma Timeline a Haver — e fundou um jornal — Coreia — dedicado a produzir discursos sobre as artes e os artistas em especial relação com a dança.

Professores e Artistas Convidados

Ana Jotta (PT), Ana Pi (BR), Ana Rita Teodoro (PT), Antonia Baehr (DE), Christine de Smedt (BE), Christophe Wavelet (FR), Chrysa Parkinson (US/SE), Eszter Salamon (HU), Fred Moten (US), Joana Sá (PT), João Fiadeiro (PT), Latifa Laâbissi (FR), Moriah Evans (US), Paula Caspão (PT), Pedro Barateiro (PT), Rita Natálio (PT), Scarlet Yu (HK), Vera Mantero (PT), Xavier le Roy (FR).

Participantes

Alina Ruiz Folini (AR), Aline Combe (FR), Bianca Zueneli (IT), Emily Barasch (US), Isadora Alves (PT), Isis Andreatta (BR), Julián Pacomio (ES), Laura Ríos (CU), Laure Fleitz (FR), Leire Aranberri (ES), Maria Abrantes (PT), Marina Silva / Dubia (BR), Natália Mendonça (BR), Randy Reyes (US/GT), Sara Vieira Marques (PT), Suiá Ferlauto (BR).

Apresentações

  • Ciclo de apresentações em Lisboa, previstas acontecer em Julho de 2020, inicialmente pensadas num ciclo de programação na Fundação Calouste Gulbenkian, mas apresentadas no Espaço da Penha e no Espaço Alkantara.

Actividades PACAP4

Apoios e Parcerias

Apoio Financeiro: Fundação Calouste Gulbenkian | Apoios: O Rumo do Fumo | ALKANTARA | O Espaço do Tempo | Estúdios Victor Córdon

Forum Dança - Apoios PACAP 4

CGPAE 26

26.ª Edição do Curso de Gestão/Produção
das Artes do Espectáculo / 2019

O Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo conta já com mais de vinte e cinco edições, sendo responsável pela formação e integração de vários profissionais das artes do espectáculo em Portugal. Com um currículo pedagógico que cobre os parâmetros práticos e teóricos da profissionalização na área artística, é composto por um corpo docente que se encontra no ativo dentro do sector cultural. Esta característica confere-lhe uma constante actualização e aproximação à realidade do meio e das das estruturas artísticas que o compõem.
Este curso ocorre uma vez por ano.

 

Objectivos Gerais

Profissionalizar agentes culturais através da aquisição de competências como: planear e delinear estratégias de gestão, produção, programação e financiamento no âmbito das Artes do Espectáculo.
Integração e profissionalização dos formandos ao longo do curso, sendo a estrutura do mesmo pedagogicamente orientada a aplicação de conhecimentos no sector das artes performativas.
O Espaço da Penha será o lugar fixo de aulas, sendo as saídas e visitas de estudo uma constante durante o curso.
Consulte aqui alguns Testemunhos de alunos de anteriores edições.

 

Destinatários

Agentes culturais que pretendam desenvolver o seu trabalho/projecto na área de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo.
Público em geral com o objectivo de profissionalização.

 

Direcção/coordenação pedagógica

Dora Carvalho

 

Corpo Docente

O corpo docente do curso desenvolve a sua actividade profissional nas disciplinas que lecciona, proporcionando aos alunos uma aprendizagem do que se faz aqui e agora e uma ligação facilitada ao mercado de trabalho: Carlos Ramos, Elisabete Paiva, Ezequiel Santos, Giacomo Scalisi, João Pinto, Jonas Omberg, Francisco Frazão, Madalena Zenha, Paula Varanda, Rita Guerreiro, Rita Tomás, Rui Campos Leitão e convidados.

 

Estrutura Curricular

• História Da Dança (18h), com Ezequiel Santos
• Música (21h), com Rui Campos Leitão
• Teatro (21h), com Francisco Frazão
• Comunicação Cultural (28h), com Rita Tomás
• Gestão Financeira (28h), com Rita Guerreiro
• Políticas Culturais (21h), com Paula Varanda
• Direito na Cultura (21h), com Madalena Zenha
• Direcção de Cena / Espaços Culturais (49h), com Jonas Omberg
• Estratégias de Programação (21h), com Elisabete Paiva
• Arte e Sociedade (14h), com Giacomo Scalisi
• Som (7h), com Rui Campos Leitão
• Vídeo (7h), com João Pinto
• Luz (7h), com Carlos Ramos
• Projecto (14h)

 

Horários

Sextas das 18h30 às 22h e Sábados das 10h30 às 14h00.
Alguns sábados poderão ter horário até às 17h00. Interrupção para férias em Agosto.

Loading new posts...
No more posts