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Palestra "A Minha História da Dança", por Jonathan Burrows

Jonathan Burrows

11 April 2024, at 18h30
Camões Library – Lisbon
Approximate duration: 2 hours

Free entry, subject to capacity.

 

United Kingdom, 1960. Choreographer Jonathan Burrows has created a number of pieces in collaboration with composer Matteo Fargion, with whom he has performed all over the world.

He is the author of Writing Dance, published by Varamo Press in 2022, and also of A Choreographer’s Handbook, published by Routledge in 2010.

He is currently Associate Professor at the Centre for Dance Research at Coventry University.

PREMIERE - Dias Abertos em Madrid

PREMiERE
Open Days em Madrid

Práticas performativas entre arte e ciência

21 e 22 de março de 2024

Durante os Dias Abertos em Madrid, do projeto PREMiERE, terão lugar dois eventos dedicados aos últimos resultados do projeto e à investigação em curso – a performance Re-Embodied Machine, pelo Instituto Stocos, e a apresentação do projeto PREMiERE, pelos investigadores envolvidos. Os eventos dirigem-se a criadores artísticos ligados ao setor digital, profissionais das artes performativas e investigadores de Madrid para se juntarem e participarem na discussão.

 

  • Como é que as artes do espetáculo se relacionam com as tecnologias de ponta?
  • O que se espera que dêem e o que desejam receber?
  • Qual é a forma e as qualidades de um palco que integra práticas digitais?

 

Estas questões desenvolvem-se no decurso do exercício interdisciplinar que o projeto PREMiERE está a realizar com centros de investigação, salas de espetáculos e centros de ensino. O objetivo comum é a transferência de conhecimentos e ferramentas da tecnologia para as artes através de quatro casos de utilização que tocam o núcleo do ciclo de vida das artes do espetáculo: produção, curadoria, entrega e distribuição. Ao mesmo tempo, a transferência de conhecimentos também está a ocorrer no sentido inverso, uma vez que as artes enriquecem o contexto epistemológico da ciência e fornecem esquemas e ferramentas analíticos.

 

Por isso, entre arte e ciência, no âmbito deste projeto, refere-se ao processo de quebrar as fronteiras disciplinares através da interação dinâmica e da transformação mútua das artes performativas e da tecnologia. Os dois eventos de Madrid apresentarão os resultados mais recentes em termos da obra artística que integra a tecnologia digital e a investigação desenvolvida através da prática das artes performativas.

 

Toda a informação em inglês no site do projeto PREMiERE, aqui.

“Re-Embodied Machine” pelo Instituto Stocos

La Casa Encendida | 21 de março, 20h00 (CET)
Evento gratuito | Reserva prévia aqui.

Re-Embodied Machine é um trabalho de palco transdisciplinar centrado na tradução da dança em música e luz. A peça utiliza várias abordagens que incluem a sonificação do movimento e o controlo algorítmico ou interativo de luz robótica e laser. Um espetáculo onde o corpo se relaciona em palco com avatares de som e luz, presenças que se comportam de forma autónoma e com as quais é possível interagir num diálogo multissensorial. Re-Embodied Machine parte de uma experimentação baseada na tradução, captação e transformação da energia e criatividade que emana da experiência corporal noutras formas estéticas, que podem ser a base para a criação artística noutras disciplinas. Este espetáculo faz parte do projeto PREMiERE.

Direção artística: Pablo Palacio e Muriel Romero | Coreografia e interpretação: Muriel Romero | Música: Pablo Palacio | Simulação visual interactiva: Daniel Bisig | Iluminação e laser: Pablo Palacio, Daniel Bisig e Maxi Gilbert | Figurinos: Raquel Buj – Buj Studio | Espaço cénico: Maxi Gilbert | Software, programação e tecnologia interactiva: Daniel Bisig, Pablo Palacio | Som interativo: Pablo Palacio | Maquilhagem: Anna Cartes | Direção técnica: Maxi Gilbert | Mocap Master: Pedro Ribot | Residência técnica e criativa: XLR Estudio | Produção: Mayda Álvarez Islas | Apoio: Programa Horizonte UE e La Casa Encendida.

Apresentação do projeto PREMiERE

UC3M Campus Puerta de Toledo | 22 de março, 19h00 (CET)
Evento gratuito | Reserva prévia aqui.

No segundo dia destes encontros será feita a apresentação do projeto PREMiERE, pelos investigadores tecnológicos envolvidos no projeto. O projeto PREMIERE utiliza práticas interdisciplinares em quatro áreas: na pesquisa e navegação em arquivo, em espetáculos ao vivo, em ensaios, e também na criação artística digitalmente melhorada. Os membros deste consórcio de I&D vão apresentar os resultados mais recentes da investigação em curso, num piloto onde se irá demonstrar algumas das tecnologias que estão a ser testadas:

 

  • Resultados da investigação sobre a tecnologia de IA na prática das artes do espetáculo;
  • Demos pelos parceiros tecnológicos;
  •  Espetáculo de sonificação, numa batalha entre Danças de Rua (com Arnau Pérez) e Flamenco (com Christian Rubio).
PREMiERE logo
Financiamento pela EU

Financiado pela União Europeia. Os pontos de vista e opiniões expressos são, no entanto, da exclusiva responsabilidade do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia ou da Agência Executiva Europeia de Investigação (REA). Nem a União Europeia nem a autoridade que concedeu o financiamento podem ser responsabilizadas pelos mesmos.

Tempo Real LAB - Laboratório de estudo, transmissão e aplicação da ferramenta Composição em Tempo Real.

Tempo Real LAB

Laboratório de estudo, transmissão e aplicação

da ferramenta Composição em Tempo Real

De 30 de setembro a 20 de dezembro de 2024

Um curso organizado no quadro do projeto TECER, uma iniciativa de João Fiadeiro enquanto Artista-Investigador Residente do Forum Dança.

Candidaturas encerradas

“Talvez o tempo presente e o tempo passado
Estejam ambos presentes no tempo futuro
E o tempo futuro contido no tempo passado.
Se todo o tempo está eternamente presente
Todo o tempo é irredimível.”
T. S. Eliot, in Quatro Quartetos

 

“A Composição em Tempo Real é uma ferramenta que põe em prática um descentramento radical para abordar aquilo que ultrapassa a experiência humana.”
Emma Bigé, filósofa, bailarina, curadora

Premissa

A Composição em Tempo Real é uma ferramenta que “corre o risco” de ser bem-sucedida na resolução de problemas de decisão e seleção em processos de improvisação ou composição. É uma das suas forças. Mas não é só isso que nos move. Move-nos o desejo de encontrar estratégias de suspensão da certeza. Modos de pensar a ação e de fazer agir o pensamento. Maneiras de não saber em conjunto.

 

TEMPO REAL LAB nasce do desejo em dar corpo a este enunciado.

Proposta

Desde que a Composição em Tempo Real (CTR) começou a ser sistematizada, no fim dos anos 90, que João Fiadeiro desenvolve estratégias para partilhar esta ferramenta de forma avançada e imersiva, para lá do workshop pontual e esporádico.

 

Um curso que possibilite aceder às múltiplas camadas desta prática na duração, a partir dos diferentes ângulos e escalas que a compõem, e com doses equilibradas e interconetadas de pensamento, experimentação e ação.

 

Um curso onde a CTR seja entendida enquanto “campo de estudo”, e que consiga reduzir a distância de territórios normalmente cindidos entre a teoria e a prática; o ficcional e o documental; ou a observação e a ação.

 

Um curso onde a apropriação das suas ferramentas e conceitos aconteça de forma intuitiva e empírica, e onde a sua aplicação responda às necessidades de cada situação, circunstância e utilização.

 

Tivemos exemplos potentes e intensos desta partilha no passado – desde os “Case Studies” nos anos 2000; o AND_Lab no início dos anos 2010 e, mais recentemente, o PACAP 5 aqui no Forum Dança, em 2021. Mas estes cursos tiveram sempre uma “agenda” paralela – a criação artística, a investigação de cariz científico ou a disciplina da improvisação sensu lato – onde a CTR era sempre estudada na relação com outros fins e nunca na sua condição de “meio”, de “entre”, de “processo”.

 

E não é por acaso que isso acontecia. Não é fácil colocar de pé uma plataforma de transmissão para ensinar/partilhar uma prática que, para todos os efeitos, “não serve para nada”. Ou melhor dizendo, serve “o nada”, a ideia de “nada”, aqui entendido não enquanto “ausência” ou “vazio”, mas como algo ainda em aberto, em potência, sem ter sido contaminado e condicionado por um sentido fechado ou uma etiqueta.

 

Mas desta vez, aproveitando o enquadramento de um Centro de Estudo da CTR como a TECER, a perspetiva de continuidade que o Forum Dança proporciona, e o facto dos meus pares mais diretos – Márcia Lança, Carolina Campos, Daniel Pizamiglio ou Cláudia Dias – já terem um corpo de trabalho próprio na investigação, transmissão e aplicação da CTR, sentimo-nos prontos para mergulhar neste vazio.

Programação e Calendarização

TEMPO REAL LAB terá a duração de 12 semanas (de 30 de setembro a 20 de dezembro de 2024), será composto por 4 módulos de 3 semanas cada, onde cada módulo é composto por uma semana dedicada à experiência de um dos dispositivos performáticos síntese da Composição em Tempo Real e duas semanas dedicadas ao estudo da espinha dorsal da ferramenta (a partir dos seus eixos cardinais, premissas e princípios) e de uma “experiência foco” da Composição em Tempo Real.

 

O simples desejo de se desenhar uma calendarização e uma espécie de “currículo” fere, à primeira vista, a natureza da prática da Composição em Tempo Real, que não se quer domesticada e que, no seu modus operandi nuclear, habita o imponderável e o indeterminado. Por outro lado, também sabemos que os rituais e os protocolos resultantes de enquadramentos tipo “curso”, “laboratório” ou mesmo “escola”, não são mais do que referentes genéricos que atraem pessoas a um lugar. Uma vez juntas, são as pessoas que decidem o que é que estão de facto ali a fazer. Se tudo correr bem, as estruturas de poder associadas a estes termos serão desativadas, passando à condição de meros pretextos que nos mobilizaram na direção de um ponto de encontro. Este encontro é a condição necessária para a troca e para a partilha, fim último de um projeto de transmissão e investigação.

 

Dispositivos-Síntese

Os dispositivos-síntese que iremos explorar resultam de práticas desenvolvidas ao longo dos anos de investigação da CTR e refletem preocupações como: a relação entre performatividade e presença do espetador, a restrição e a tarefa como potencializadoras de ambientes de liberdade performativa, a relação entre palavra e ação, o trânsito entre afetos, enunciados e as suas manifestações. Correspondem a preocupações que sintetizam princípios e premissas que sustentam a sua prática, sobretudo aquelas onde se dá um deslocamento da perceção espácio-temporal do acontecimento, do tipo sinestésico, onde os sentidos se cruzam, colidem e sobrepõem. Mais próximo do curso serão partilhados com os participantes detalhes sobre cada um dos dispositivos a serem explorados.

 

Na primeira semana de cada módulo, através dos dispositivos-síntese, teremos a possibilidade de habitar a experiência da CTR mesmo antes de se começar a descascar as diversas camadas que a compõem. Este gesto parece-nos absolutamente necessário para destabilizar a tendência do “pensar primeiro e fazer depois” tão presente nos nossos hábitos cartesianos de acesso ao saber. Queremos assim “protegermo-nos de nós próprios” invertendo a ordem dos fatores, colocando-nos primeiro no interior da experiência para, num segundo tempo, estudar os seus ecos e as suas réplicas. À medida que o curso avança, mesmo esta inversão será subvertida e o acesso à experiência dar-se-á sem distinção clara entre prática e teoria, numa tentativa de diluir e desierarquizar as fronteiras entre o fazer e o pensar.

 

No fim de cada semana, o estudo destes dispositivos terá uma apresentação pública (quatro no total). Esse gesto permitirá estudar um aspeto central desta prática: a influência da observação externa no modo como nos apresentamos (e representamos). Estas apresentações funcionarão ainda como modos de “publicar” a experiência (no sentido de deixar uma marca pública), produzindo assim discurso e arquivo, um dos eixos programáticos da TECER.

 

Espinha dorsal

Durante as manhãs o ponto de encontro será com João Fiadeiro e colaboradores, de forma a estudar e experimentar a Composição em Tempo Real a partir dos seus eixos cardinais, e das suas premissas e princípios estruturantes, quer do ponto de vista dos seus conceitos, como das ferramentas que a sustentam. Neste período dar-se-á mais atenção ao funcionamento da “máquina” e menos à sua aplicabilidade. Se pensarmos numa analogia biológica, a CTR será aqui estudada como se tratasse de uma “célula estaminal”, ainda indiferenciada, que se pode tornar a qualquer momento, numa célula “especializada” (muscular, sanguínea ou cerebral).

 

Experiência foco
Da parte da tarde, o foco transitará para diferentes formas de experimentação e aplicação desta ferramenta, a partir da apropriação feita ao longo dos anos por artistas como Márcia Lança, Carolina Campos, Daniel Pizamiglio e Cláudia Dias, que trabalharam/trabalham intensamente com João Fiadeiro e que desenvolveram abordagens próprias em relação a esta ferramenta. Estas sessões permitirão aos participantes acederem a diferentes vozes no interior da Composição em Tempo Real, reforçando a ideia de que, ao mesmo tempo de que se trata de uma metodologia rigorosa, com princípios e premissas precisas, é também aberta e permeável à sensibilidade singular de quem a incorpora (tanto de quem a transmite como de quem a recebe).

 

Por isso, as “área de estudo” desenhadas para estas sessões será uma consequência direta dos interesses, imaginários e experiências de cada artista que irá orientar as sessões. Dependendo de quem a partilha, e do ângulo em que é abordada, estar-se-á simultaneamente perante a repetição (da técnica) e a diferença (da abordagem). Esta qualidade diagonal e oblíqua faz parte da estrutura desta proposta e transmiti-la a partir de uma experiência múltipla é a consequência lógica do seu modo de operar.

 

Um programa de intenções individual mais detalhado, por parte de cada artista que facilita as sessões, será partilhado mais próximo do curso.

Público-alvo

Procuramos artistas profissionais experientes, ligados à performance e à dança contemporânea, que se identifiquem com uma postura transversal, híbrida e oblíqua do fazer-pensar artístico. É importante que já tenham um corpo de trabalho de reflexão e experimentação consistentes, mesmo que ainda em início de carreira, de forma a se constituírem enquanto coletivo de pares, disponíveis para uma troca desierarquizada, generosa e recíproca.

 

Mesmo que se crie um lugar de investigação seguro, sustentado numa ética de trabalho apoiada em princípios de cuidado e de respeito mútuo, a prática da improvisação e da performance, por definição, pode levar performers para lugares de partilha intensa, muitas vezes vulneráveis, onde a dúvida e o erro têm um lugar de relevo. Procuramos por isso perfis de participantes com maturidade emocional suficiente para fazer face a situações de experimentação que abalem, mesmo que provisoriamente, as suas zonas de conforto. A idade mínima de participação é de 23 anos.

Informações

Selecione cada uma das secções abaixo para tomar conhecimento de todas as especificações do curso e do processo de candidaturas.

Língua

O curso será orientado em inglês e português.

 

Importante!
As candidaturas podem ser enviadas em português e/ou em inglês.

Datas

Após receção do dossier, as candidaturas pré-selecionadas serão convidadas até ao dia 19 de julho de 2024 para uma entrevista online (via zoom) com João Fiadeiro e a equipa curatorial. As candidaturas serão informadas da decisão final até 5 de agosto de 2024.

 

  • Pré-seleção 15.07.2024 – 18.07.2024
  • Resultados da pré-seleção 19.07.2024
  • Entrevistas 25.07.2024 – 26.07.2024
  • Respostas Finais: até 05.08.2024
  • Datas do programa 30.09.2024 – 20.12. 2024

Horários

A organização diária deste curso será dividida por uma sessão matinal e uma sessão durante a tarde.

O curso terá lugar de terça-feira a quinta-feira, sendo as sextas-feiras dedicadas a atividades auto-organizadas pelo grupo.

 

  • 10h00 – 12h30 – sessão da manhã
  • 13h30 – 17h15 – sessão da tarde

Local

Forum Dança / Espaço da Penha
Travessa do Calado, 26B
1170-070 Lisboa

Candidaturas

Elementos a enviar:

 

  • Carta de motivação com as razões pelas quais se candidata (max. 1 pág. A4 .pdf)
  • CV com fotografia e nota biográfica incluída (max. 2 pág. A4 .pdf)
  • Portfólio em pdf ou site onde se possa aceder ao histórico de criações, textos publicados ou colaborações realizadas, com links para registos de vídeo.

 

  • Um texto que responda à seguinte pergunta (max. 1/2 pág. A4 .pdf): Para onde vai a luz quando se apaga?
  • Uma imagem que traduza a seguinte frase: “Todas as coisas estão delicadamente interligadas”
  • Uma frase que traduza a seguinte imagem:
FORM

! NOTA IMPORTANTE !

Não aceitamos links para download de vídeos.

Os links enviados devem dar acesso direto à visualização online dos ficheiros (Youtube, Vimeo, etc.).

Taxa de participação

  • Inscrição 120 €
  • Pagamento integral do curso 800 €
  • Pagamento em 2 prestações 420 € x 2

Bolsas

Será atribuída uma bolsa de redução de 50% do valor da propina, após a seleção.

Formulário

Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

As candidaturas já estão encerradas.

Biografias

João Fiadeiro

Forum Dança | PACAP 5 - João Fiadeiro
João Fiadeiro © Ana Viotti

João Fiadeiro (1965) é um performer, coreógrafo, investigador, professor e curador português.
Pertence à geração de artistas que surgiu no final dos anos oitenta em Portugal e deu origem ao movimento da Nova Dança Portuguesa.
Nos anos 90 estudou e praticou intensamente o Contacto-Improvisação o que o levou a prosseguir e sistematizar a sua própria investigação sobre improvisação sob a designação de Composição em Tempo Real. Esta pesquisa levou-o a coordenar workshops em programas de mestrado e doutorado em várias escolas e universidades em todo o mundo.
Tem feito extensas digressões pela Europa, América do Norte e América do Sul com os seus trabalhos a solo e em grupo.
O seu percurso, quer enquanto coreógrafo ou performer, como enquanto investigador ou curador, centrou-se na criação de condições para a experimentação, a prática laboratorial e o cruzamento interdisciplinar.
Esta actividade foi realizada tanto no quadro da direcção de projectos de programação e investigação artística, que passaram pelo Centro Cultural da Malaposta (1990-95), pelo Espaço Ginjal (1995-1998), pelo Lugar Comum (1999-2000), pelo Espaço A Capital (2000-2002) e pelo Atelier Re.AL (2004-2019), como no quadro da sua prática artística, através das criações e dos ateliers de investigação organizados em torno da Composição em Tempo Real.
O Atelier Re.AL foi uma estrutura que desempenhou um papel preponderante no desenvolvimento da dança contemporânea e de iniciativas transdisciplinares em Portugal.
Em todas estas diferentes plataformas de encontro, João Fiadeiro foi sempre acompanhado por artistas que participaram ativamente enquanto criadores, performers, investigadores e programadores, contribuindo de maneira decisiva para a existência deste projeto durante 30 anos de atividade ininterrupta.

Márcia Lança

Forum Dança | PACAP 5 - Márcia Lança
Márcia Lança

Márcia Lança nasceu em Beja e vive em Lisboa. Em 2008 fundou a VAGAR da qual é diretora artística. Tem trabalhado como coreógrafa e performer em diversas configurações colaborativas.
Move-se em territórios onde as fronteiras entre o ficcional e o real são ténues e difusas. O seu interesse pela materialidade poética de ações e tarefas concretas está no centro dos seus processos de criação.
É apaixonada por composições coletivas emergentes, pelo pensamento enquanto ação e por construções situadas.

Carolina Campos

Forum Dança | PACAP 5 - Carolina Campos
Carolina Campos

Carolina Campos é brasileira e vive entre Lisboa e Barcelona.
Realizou o Programa de Estudos Independentes do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona.
No Brasil trabalhou com a Lia Rodrigues Cia de Danças, entre 2008 e 2011.
Colabora intensamente desde 2013 com João Fiadeiro na formação, criação e investigação da Composição em Tempo Real.

Daniel Pizamiglio

Forum Dança | PACAP 5 - Daniel Pizamiglio
Daniel Pizamiglio © Matheus Martins

Daniel Pizamiglio é performer e criador brasileiro.
De 2008 a 2010 fez o Curso Técnico em Dança de Fortaleza (2008-2010). Durante este período encontrou o coreógrafo João Fiadeiro e a partir deste encontro mudou-se para Lisboa em 2012, onde actualmente vive e trabalha.
Desde então estuda e pratica a Composição em Tempo Real; participou no Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança (2015-2016); tem colaborado como intérprete, cocriador e assistente de direcção com diferentes artistas.
No seu trabalho autoral, procura um encontro entre a poesia e o corpo (“Dança Concreta”) e como ativar a corporalidade dos afectos e da relação (“Preste Atenção Em Tudo A Partir de Agora”).

Cláudia Dias

Cláudia Dias 
© Adriano Miranda
Cláudia Dias © Adriano Miranda

Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972. É coreógrafa, intérprete e professora. Iniciou a sua formação em dança na Academia Almadense, foi bolseira na Companhia de Dança de Lisboa, concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea no Forum Dança, e frequentou o Mestrado em Artes Cénicas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o colectivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real. Criou as peças Feedback, E.U. (entrevistem-me urgentemente), Juntem-se 2 a 2, As águias não geram pombas, Per Ti, Histo, One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade de ter Vontade, 23 + 1 e Nem tudo o que dizemos tem de ser feito nem tudo o que fazemos tem de ser dito. Foi artista associada da Re.Al e do Espaço do Tempo e artista residente no Alkantara. Publicou textos nas revistas Boa União e Woman On Scene e nos livros Correspondencias.Bad e Escenas do Cambio. Premiada pelo Clube Português de Artes e Ideias no concurso Jovens Criadores, 1998. Nomeada para o Prémio Melhor Coreografia de 2013 e de 2017 pela Sociedade Portuguesa de Autores. Desde 2016 desenvolve o projecto Sete Anos Sete Peças acumulando funções de direcção, criação, interpretação e formação. Criou a associação Sete Anos.

Nota Geral

Para quem pretenda participar em qualquer das nossas propostas de transmissão e prática da CTR

 

Mesmo que estejamos comprometidos a criar um lugar de prática seguro, sustentado numa ética de trabalho apoiada em princípios de cuidado e de respeito mútuo, a experiência da improvisação e da performance, por definição, pode levar os/as/es performers para lugares de partilha intensa, muitas vezes vulneráveis e emocionalmente carregados, onde a dúvida e o erro têm um lugar de relevo. Ao inscreverem-se tenham em consideração que nesta prática podem encontrar-se em situações de experimentação que abalam, mesmo que provisoriamente, as vossas zonas de conforto.

Atividades TECER

Workshop CTR
O corpo enquanto espaço

De 26 a 30 de agosto de 2024, das 14h00 às 18h00

Sensibilidade às condições iniciais II
Uma introdução à Composição em Tempo Real: o corpo enquanto espaço

 

Neste workshop João Fiadeiro contará com a colaboração da performer e artista Márcia Lança de forma a criar e estudar o modo como se estabelecem as condições iniciais para a prática da Composição em Tempo Real. O jogo começará sempre, como protocolo inicial, a partir das posições e relações geradas pela Márcia e pelo João, que funcionarão enquanto referente inicial de exploração e experimentação da Composição em Tempo Real. Essas posições-relações iniciais funcionarão enquanto obstruções que condicionarão a experiência da improvisação. Encontrar a experiência de liberdade no interior de um ambiente-partitura composto por restrições, ao mesmo tempo que se desenvolve relações autónomos e inter-dependentes com quem joga (humanos e não-humanos), será o “objeto de estudo” deste workshop.

Informações

Selecione cada uma das secções abaixo para tomar conhecimento de todas as especificações do workshop e do processo de inscrição.

A quem se destina

Este ciclo de workshops é direcionado a artistas-investigadores com experiência em improvisação (em dança, performance ou teatro).

Número máximo de participantes: 16 pessoas.

Horários

Workshop de verão: De 26 a 30 de agosto de 2024, das 14h00 às 18h00.

Local

Forum Dança / Espaço da Penha
Travessa do Calado, 26B
1170-070 Lisboa

Taxa de participação

    • Inscrição: 100 € (cem euros);
    • Desconto de 10%: para pessoas que frequentam, ou que já frequentaram cursos de longa duração do Forum Dança (CGPAE/PEPCC/etc.);
    • Desconto de 10%: para pessoas que frequentam, ou que já frequentaram o PACAP.

Pré-Inscrição

A pré-inscrição é efetuada através de formulário disponível no nosso site e será validada após receção do comprovativo de pagamento, que deverá enviar para o nosso email.

Processo de inscrição

  1. Faça a sua pré-inscrição on-line no formulário indicado para o efeito;
  2. Aguarde o nosso email com as instruções de pagamento;
  3. Proceda ao pagamento da sua inscrição, conforme indicado no email enviado;
  4. Envie-nos o respetivo comprovativo de pagamento para o nosso email;
  5. A sua inscrição só é validada após a receção do seu comprovativo.

Formulário

Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

As inscrições estão encerradas.

Biografias

Selecione cada uma das secções abaixo para saber mais.

João Fiadeiro

Forum Dança | PACAP 5 - João Fiadeiro
João Fiadeiro © Ana Viotti

João Fiadeiro (1965) pertence à geração de artistas que surgiu no final dos anos oitenta em Portugal e deu origem à Nova Dança Portuguesa, movimento fortemente influenciado pelo Judson Dance Theatre na América e pela cena New Dance na Europa.

 

Entre 1990 e 2019 foi diretor artístico do Atelier RE.AL, espaço que teve um papel preponderante no desenvolvimento da dança contemporânea e de iniciativas transdisciplinares em Portugal, tanto no âmbito da arte como entre arte, ciência e sociedade. Entre os projetos organizados por esta associação, destacam-se o LAB/Moving Projects (1992-2006), uma plataforma de work in progress de artistas emergentes; “Restos, rastos e traços” e “G.host” (2009-2011), dois programas de residência com foco em práticas de documentação para a arte contemporânea; e o projeto AND_Lab (2011-2014), um laboratório de pesquisa que trabalha a relação entre ética, estética e política, estão entre as iniciativas de maior impacto na comunidade.

 

João Fiadeiro tem feito extensas digressões pela Europa, América do Norte e América do Sul com os seus trabalhos a solo e em grupo. As suas peças navegam entre disciplinas (performance, dança e teatro), contextos (teatros, museus ou site-specific) e formatos (coreografias, happenings ou palestras-performances), numa tentativa de manter uma “sensibilidade radical” face ao presente e manter-se vigilante contra qualquer forma de estagnação ou perda do discurso crítico.

 

Entre 1995 e 2003 colaborou com os Artistas Unidos, companhia de teatro sediada em Lisboa, onde foi responsável pela movimentação dos atores em peças de Silva Melo, Shakespeare, Brecht, Goethe, etc. encenou peças de Samuel Beckett (Waiting for Godot), Sarah Kane (Psychosis 4’48’‘) e Jon Fosse (Nightsongs).

 

Paralelamente ao seu trabalho como coreógrafo, encenador e curador, João Fiadeiro estudou e praticou de forma intensa o Contacto-Improvisação nos anos 90, o que o levou a prosseguir e sistematizar a sua própria investigação sobre improvisação sob a designação de Composição em Tempo Real. Esta investigação, que começou por ser uma ferramenta de apoio às suas próprias práticas criativas, tem desde então sido utilizada por investigadores das áreas das artes e das ciências (provenientes de áreas tão diversas como a antropologia, as ciências dos sistemas complexos ou a economia), como plataforma teórico-prática para o estudo de decision-making, representação e colaboração. Este trabalho levou-o a lecionar em diferentes espaços independentes na Europa e América do Sul (Brasil, Uruguai, Argentina e Chile) e a conduzir workshops nos mais importantes programas de mestrado e escolas da Europa relacionados à dança contemporânea como PACAP/Forum Dança; EXERCE Master, Mestrado em Prática Artística e Cultura Visual no Museu Rainha Sofia; Programa SoDA MA; Estudos Performativos na Universidade de Hamburgo; Mestrado em Coreografia de Amsterdão; Mestrado em Teatro DasArts; a.pass_estudos avançados de performance e cenografia; MA Theatre Academy da University of the Arts Helsinki; Villa Arson; Centre National de la Danse, etc.

 

A ferramenta Composição em Tempo Real tem desde então alargado a sua aplicação fora do campo artístico com iniciativas como “Soft Skills for Hard Decisions”, concebida em colaboração com o economista António Alvarenga e aplicada em departamentos de recursos humanos de fundações; ou a disciplina “Estigmergia Social” concebida para o programa de doutoramento da Universidade ISCTE em Lisboa com o cientista de sistemas complexos Jorge Louçã.

 

Em 2018 João Fiadeiro publicou o livro “Anatomia de uma Decisão” onde sintetizou a sua pesquisa ao longo da vida sobre Composição em Tempo Real e em 2019 co-coordenou (com Romain Bigé) a exposição Drafting Interior Techniques na Culturgest, a primeira retrospetiva realizada sobre o trabalho e legado de Steve Paxton.

Márcia Lança

Forum Dança | PACAP 5 - Márcia Lança
Márcia Lança

Márcia Lança nasceu em Beja e vive em Lisboa. Em 2008 fundou a VAGAR da qual é diretora artística. Tem trabalhado como coreógrafa e performer em diversas configurações colaborativas.

 

Move-se em territórios onde as fronteiras entre o ficcional e o real são ténues e difusas. O seu interesse pela materialidade poética de ações e tarefas concretas está no centro dos seus processos de criação.

 

É apaixonada por composições coletivas emergentes, pelo pensamento enquanto ação e por construções situadas.

 

Mais informações aqui

Nota Geral

Para quem pretenda participar em qualquer das nossas propostas de transmissão e prática da CTR

 

Mesmo que estejamos comprometidos a criar um lugar de prática seguro, sustentado numa ética de trabalho apoiada em princípios de cuidado e de respeito mútuo, a experiência da improvisação e da performance, por definição, pode levar os/as/es performers para lugares de partilha intensa, muitas vezes vulneráveis e emocionalmente carregados, onde a dúvida e o erro têm um lugar de relevo. Ao inscreverem-se tenham em consideração que nesta prática podem encontrar-se em situações de experimentação que abalam, mesmo que provisoriamente, as vossas zonas de conforto.

Atividades TECER

Workshop CTR
O espaço enquanto corpo

De 1 a 5 de abril, das 14h00 às 18h00

Sensibilidade às condições iniciais I
Uma introdução à Composição em Tempo Real: o espaço enquanto corpo

 

Neste workshop João Fiadeiro contará com a colaboração do arquiteto e artista João Gonçalo Lopes de forma a criar as condições iniciais para a prática da Composição em Tempo Real. O jogo começará sempre, como protocolo inicial, a partir de um “espaço preparado” (um pouco à imagem do “piano preparado” de John Cage), que funcionará enquanto território de exploração e experimentação da Composição em Tempo Real. Esta preparação criará uma topografia espacial que, através das obstruções e das restrições criadas, condicionará a experiência da improvisação. Encontrar a experiência de liberdade no interior de um ambiente-partitura composto por restrições, ao mesmo tempo que se desenvolve relações autónomos e inter-dependentes com quem joga (humanos e não-humanos), será o “objeto de estudo” deste workshop.

Informações

Selecione cada uma das secções abaixo para tomar conhecimento de todas as especificações do workshop e do processo de inscrição.

A quem se destina

Este ciclo de workshops é direcionado a artistas-investigadores com experiência em improvisação (em dança, performance ou teatro).

Número máximo de participantes: 16 pessoas.

Horários

Workshop da Páscoa: De 1 a 5 de abril de 2024, das 14h00 às 18h00.

Local

Forum Dança / Espaço da Penha
Travessa do Calado, 26B
1170-070 Lisboa

Taxa de participação

    • Inscrição: 100 € (cem euros);
    • Desconto de 10%: para pessoas que frequentam, ou que já frequentaram cursos de longa duração do Forum Dança (CGPAE/PEPCC/etc.);
    • Desconto de 25%: para pessoas que frequentam, ou que já frequentaram o PACAP.

Pré-Inscrição

A pré-inscrição é efetuada através de formulário disponível no nosso site e será validada após receção do comprovativo de pagamento, que deverá enviar para o nosso email.

Processo de inscrição

  1. Faça a sua pré-inscrição on-line no formulário indicado para o efeito;
  2. Aguarde o nosso email com as instruções de pagamento;
  3. Proceda ao pagamento da sua inscrição, conforme indicado no email enviado;
  4. Envie-nos o respetivo comprovativo de pagamento para o nosso email;
  5. A sua inscrição só é validada após a receção do seu comprovativo.

Formulário

Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

As inscrições estão encerradas.

Biografias

Selecione cada uma das secções abaixo para saber mais.

João Fiadeiro

Forum Dança | PACAP 5 - João Fiadeiro
João Fiadeiro © Ana Viotti

João Fiadeiro (1965) pertence à geração de artistas que surgiu no final dos anos oitenta em Portugal e deu origem à Nova Dança Portuguesa, movimento fortemente influenciado pelo Judson Dance Theatre na América e pela cena New Dance na Europa.

 

Entre 1990 e 2019 foi diretor artístico do Atelier RE.AL, espaço que teve um papel preponderante no desenvolvimento da dança contemporânea e de iniciativas transdisciplinares em Portugal, tanto no âmbito da arte como entre arte, ciência e sociedade. Entre os projetos organizados por esta associação, destacam-se o LAB/Moving Projects (1992-2006), uma plataforma de work in progress de artistas emergentes; “Restos, rastos e traços” e “G.host” (2009-2011), dois programas de residência com foco em práticas de documentação para a arte contemporânea; e o projeto AND_Lab (2011-2014), um laboratório de pesquisa que trabalha a relação entre ética, estética e política, estão entre as iniciativas de maior impacto na comunidade.

 

João Fiadeiro tem feito extensas digressões pela Europa, América do Norte e América do Sul com os seus trabalhos a solo e em grupo. As suas peças navegam entre disciplinas (performance, dança e teatro), contextos (teatros, museus ou site-specific) e formatos (coreografias, happenings ou palestras-performances), numa tentativa de manter uma “sensibilidade radical” face ao presente e manter-se vigilante contra qualquer forma de estagnação ou perda do discurso crítico.

 

Entre 1995 e 2003 colaborou com os Artistas Unidos, companhia de teatro sediada em Lisboa, onde foi responsável pela movimentação dos atores em peças de Silva Melo, Shakespeare, Brecht, Goethe, etc. encenou peças de Samuel Beckett (Waiting for Godot), Sarah Kane (Psychosis 4’48’‘) e Jon Fosse (Nightsongs).

 

Paralelamente ao seu trabalho como coreógrafo, encenador e curador, João Fiadeiro estudou e praticou de forma intensa o Contacto-Improvisação nos anos 90, o que o levou a prosseguir e sistematizar a sua própria investigação sobre improvisação sob a designação de Composição em Tempo Real. Esta investigação, que começou por ser uma ferramenta de apoio às suas próprias práticas criativas, tem desde então sido utilizada por investigadores das áreas das artes e das ciências (provenientes de áreas tão diversas como a antropologia, as ciências dos sistemas complexos ou a economia), como plataforma teórico-prática para o estudo de decision-making, representação e colaboração. Este trabalho levou-o a lecionar em diferentes espaços independentes na Europa e América do Sul (Brasil, Uruguai, Argentina e Chile) e a conduzir workshops nos mais importantes programas de mestrado e escolas da Europa relacionados à dança contemporânea como PACAP/Forum Dança; EXERCE Master, Mestrado em Prática Artística e Cultura Visual no Museu Rainha Sofia; Programa SoDA MA; Estudos Performativos na Universidade de Hamburgo; Mestrado em Coreografia de Amsterdão; Mestrado em Teatro DasArts; a.pass_estudos avançados de performance e cenografia; MA Theatre Academy da University of the Arts Helsinki; Villa Arson; Centre National de la Danse, etc.

 

A ferramenta Composição em Tempo Real tem desde então alargado a sua aplicação fora do campo artístico com iniciativas como “Soft Skills for Hard Decisions”, concebida em colaboração com o economista António Alvarenga e aplicada em departamentos de recursos humanos de fundações; ou a disciplina “Estigmergia Social” concebida para o programa de doutoramento da Universidade ISCTE em Lisboa com o cientista de sistemas complexos Jorge Louçã.

 

Em 2018 João Fiadeiro publicou o livro “Anatomia de uma Decisão” onde sintetizou a sua pesquisa ao longo da vida sobre Composição em Tempo Real e em 2019 co-coordenou (com Romain Bigé) a exposição Drafting Interior Techniques na Culturgest, a primeira retrospetiva realizada sobre o trabalho e legado de Steve Paxton.

João Gonçalo Lopes

João Gonçalo Lopes
João Gonçalo Lopes © Gustavo Ciríaco

João Gonçalo Lopes é um arquiteto que trabalha em várias disciplinas entre a arte, o design e a educação. Tendo tido uma experiência diversificada em diferentes partes do globo, trabalha atualmente com uma abordagem prática em escalas que vão desde o design urbano, a instalações artísticas ou design de mobiliário.

 

Com uma atitude baseada no contexto, o seu trabalho está enraizado em processos de colaboração e de construção de comunidades, centrando-se na ecologia dos materiais como meio de alcançar realidades conscientes e complexas.

 

Valoriza espaços e objectos que existem como facilitadores da experiência. Para tal, utiliza um conjunto alargado de ferramentas que provêm de diferentes disciplinas, sejam elas sociais, políticas, artísticas, construtivas ou espaciais.

 

Mais informação, aqui.

Nota Geral

Para quem pretenda participar em qualquer das nossas propostas de transmissão e prática da CTR

 

Mesmo que estejamos comprometidos a criar um lugar de prática seguro, sustentado numa ética de trabalho apoiada em princípios de cuidado e de respeito mútuo, a experiência da improvisação e da performance, por definição, pode levar os/as/es performers para lugares de partilha intensa, muitas vezes vulneráveis e emocionalmente carregados, onde a dúvida e o erro têm um lugar de relevo. Ao inscreverem-se tenham em consideração que nesta prática podem encontrar-se em situações de experimentação que abalam, mesmo que provisoriamente, as vossas zonas de conforto.

Atividades TECER

TECER | CTR 2024

As sessões semanais, os workshops pontuais ou os cursos anuais organizados pela TECER | CTR no Forum Dança, visam multiplicar as plataformas de acesso à Composição em Tempo Real, tando do ponto de vista da intensidade, como ao nível dos conteúdos propostos.

 

Em 2024 propomos dois workshops – na Páscoa e no verão – com o título de “Sensibilidade às Condições Iniciais: uma introdução à Composição em Tempo Real”. São workshops práticos, onde os corpos são convidados a agir e a entrar em relação, por isso, embora seja aberto a performers, investigadores e artistas de qualquer disciplina artística ou área do pensamento (desde que nutram curiosidade pelos conceitos apresentados nesta apresentação), deve haver uma disponibilidade física para a participação. A língua principal será o português. Havendo participantes que não falem português, tentaremos organizar no interior do grupo formas de tradução partilhada. As inscrições serão aceites por ordem de chegada.

Workshop da Páscoa

De 1 a 5 de abril 2024, das 14h00 às 18h00

Sensibilidade às condições iniciais I
Uma introdução à Composição em Tempo Real: o espaço enquanto corpo

Workshop de verão

De 26 a 30 de agosto 2024, das 14h00 às 18h00

Sensibilidade às condições iniciais II
Uma introdução à Composição em Tempo Real: o corpo enquanto espaço

Composição em Tempo Real, João Fiadeiro / Forum Dança

Sessões abertas de CTR

Todas as segundas-feiras, das 18h00 às 20h00

Sessões abertas à comunidade
Com a facilitação de João Fiadeiro, Márcia Lança, Cláudia Dias, Carolina Campos e/ou Daniel Pizamiglio.

Tempo Real LAB - Laboratório de estudo, transmissão e aplicação da ferramenta Composição em Tempo Real.

Programa Intensivo de CTR

De 30 de setembro a 20 de dezembro de 2024

 

Programa intensivo de investigação e experimentação da Composição em Tempo Real com a duração de 12 semanas.

Nota Geral

Para quem pretenda participar em qualquer das nossas propostas de transmissão e prática da CTR

 

Mesmo que estejamos comprometidos a criar um lugar de prática seguro, sustentado numa ética de trabalho apoiada em princípios de cuidado e de respeito mútuo, a experiência da improvisação e da performance, por definição, pode levar os/as/es performers para lugares de partilha intensa, muitas vezes vulneráveis e emocionalmente carregados, onde a dúvida e o erro têm um lugar de relevo. Ao inscreverem-se tenham em consideração que nesta prática podem encontrar-se em situações de experimentação que abalam, mesmo que provisoriamente, as vossas zonas de conforto.

Atividades TECER

Palestra "A Minha História da Dança", por Mark Tompkins

Mark Tompkins

28 março 2024, às 18h30
Espaço da Penha • Lisboa
Duração aproximada: 2 horas

Entrada livre, mediante lotação do espaço.

 

Bailarino, coreógrafo, cantor e professor americano, fundou a Companhia I.D.A. em 1983. A sua forma de fabricar objetos performativos não identificados, misturando dança, música, canção, texto e vídeo, tornou-se a sua assinatura. Solos, peças de grupo, concertos e performances improvisadas são elementos deste percurso iniciado nos anos 70, e com a cumplicidade do cenógrafo e figurinista Jean-Louis Badet desde 1988. A sua paixão pela Composição em Tempo Real leva-o a colaborar com bailarinos, músicos, desenhadores de luz e videomakers. Reconhecido pelo seu ensino, viaja por todo o mundo. Em 2008, recebe o Prémio de Coreografia SACD pelo conjunto da sua obra (Society of Dramatic Authors Composers).

 

Fascinado pelas fricções e ressonâncias entre o alto e o baixo entretenimento, os seus espetáculos inspiram-se em formas populares como o cabaré, o music-hall, o musical e o burlesco, bem como em temas de ambiguidade e ambivalência. Canta e dança nos concertos de Sarah Murcia & músicos, NEVER MIND THE FUTURE e MY MOTHER IS A FISH, colabora com a coreógrafa Mariana Tengner Barros em A POWER BALLAD e RESURRECTION. Publicou recentemente ONE SHOT dialogues on real time composition, com Meg Stuart e as imagens de Gilles Toutevoix nas Editions L’œil d’or. As suas performances mais recentes: um solo STAYIN ALIVE (2018) e um trio CELEBRATION (2021).

 

Fotografia © Denise Luccioni

10 Anos
Espaço da Penha

Venham celebrar connosco!

16 de março, sábado das 16h às 24h
Espaço da Penha, Travessa do Calado 26B, Lisboa
Entrada livre

Um espaço de trabalho também pode ser uma casa. Casa no sentido de acolhimento, calor, bem-estar. O Espaço da Penha é a nossa casa. Uma casa que completa 10 anos de existência. E todos os que por aqui passam compreendem a importância desta designação. O Espaço da Penha é uma casa para a dança, para quem faz a dança. Pese os problemas e dificuldades que uma casa sempre acarreta, recebemos sempre da melhor forma quem nos procura.

 

Atualmente, o Espaço da Penha é a casa d’O Rumo do Fumo, do Forum Dança, do Theory-Fiction e do grupo de artistas da Piscina. Mas por aqui já passaram várias estruturas e artistas, nomeadamente Teatro do Vestido, Teatro do Eléctrico, Causas Comuns, casaBranca, Frame Colectivo, Stró, Carta Branca, Miguel Loureiro e João Tuna.

 

Queremos que este continue a ser um lugar de encontros e partilhas – e nada como uma festa para anunciar o nosso desejo de continuação deste projeto – por isso convidamos todas as pessoas a celebrar connosco no próximo dia 16 de Março, a partir das 16h, no Espaço da Penha. Preparámos diversas surpresas nos vários espaços do Espaço. Há performances para assistir, bolo para cantar os parabéns, espumante para brindar, música para dançar. E uma casa de portas abertas para vos receber, hoje e, esperamos, por muitos mais anos.

 

 

Propostas artísticas de:

  • Teresa Silva & Mestre André
  • Márcia Lança, Andrei Bessa, Barbara Cordeiro e Nicole Gomes
  • PACAP 7 / Forum Dança
  • Vera Mantero, Mark Tompkins, Mariana Tengner, Miguel Pereira & Nuno Rebelo
  • Djset Os Grilos
Composição em Tempo Real, João Fiadeiro / Forum Dança

TECER | CTR

Tempo | Estudo | Composição | Experimentação | Real

“Se observarmos a aranha a agir, o que ela eventualmente trama primeiro (…) não é a teia; o que eventualmente ocorre é que a pérola de visgo por ela tecida, suspensa na ponta do fio levado pelo vento, encontra um galho [um muro, um canto]. Esse primeiro fio estendido transversalmente esboçará o alinhamento indispensável à tecelagem. (…) Será possível dizer que a aranha tem o projeto de tecer sua teia? Não creio. Melhor dizer que a teia tem o projeto de ser tecida.”

 

Fernand Deligny, O Aracniano

Apresentação

TECER | CTR é um projeto dirigido por João Fiadeiro no quadro da sua posição de Artista Investigador Residente do Forum Dança. Através desta plataforma, João Fiadeiro pretende transmitir o estudo (e estudar a transmissão) da Composição em Tempo Real (CTR)*, uma prática (teórica) e uma teoria (prática) que se oferece enquanto “campo”, um lugar-território que tem como objetivo acolher e hospedar as forças que estão em jogo naquilo a que convencionamos chamar de presente. No interior desse presente e na perspetiva da CTR, movimenta-se um tempo expandido, simultaneamente “não mais” e “ainda não”. Um tempo não-linear, vivido como uma banda de Möbius, sem interior nem exterior, sem antes nem depois. Um tempo onde a sombra, a margem e o fragmento têm o mesmo protagonismo daquilo que está na luz, ao centro e no todo. Um tempo onde as posições se tomam, para que as com-posições se deem.

 

Transmitir a Composição em Tempo Real a partir da força que o “não-saber” transporta e não do poder que o “saber” carrega. Partilhar a Composição em Tempo Real, reduzindo a distância e a cisão entre teoria e prática, processo e produto, ação e observação, ação e procrastinação, memória e esquecimento, ensino e aprendizagem.

 

Eis a ambição de TECER | CTR enquanto centro de estudo e experimentação da Composição em Tempo Real.

Contextualização

Selecione cada uma das secções abaixo para saber mais.

Sensibilidade às Condições Iniciais

Em Composição em Tempo Real, as regras do jogo são definidas à medida que o jogo é jogado e não, como na maioria dos jogos (incluindo o jogo da vida), antes do jogo começar. Antes de se dar início à prática da Composição em Tempo Real, aquilo que se estabelece como chão comum são as premissas e os princípios que regem o jogo, numa espécie de compromisso ético coletivo onde se circunscreve a sua singularidade, se define os seus eixos cardinais e se estabelece o enquadramento conceptual desta prática. Em linhas gerais, as três premissas que guiam este compromisso podem ser sintetizadas a partir de coordenadas simples:

  1. Não se explicam as jogadas;
  2. Não se joga duas vezes seguidas;
  3. Não se corrige a jogada precedente.

Na sequência (e em consequência) destas restrições iniciais, o jogo desdobra-se numa gestão fina e minuciosa entre doses de repetição e diferença que vão, a cada jogada, sendo introduzidas no sistema.

 

Outro conceito chave desta prática é o princípio da “não linearidade”. Em Composição em Tempo Real é sempre a ação posterior que estabelece, retroativamente, as regras do jogo (daquele jogo em particular, porque mal o jogo em questão termine, as regras ficam imediatamente obsoletas). É por isso que só se pode falar verdadeiramente em jogo, quando o jogo já vai a meio. Ou seja, a maior parte do tempo da experiência em Composição em Tempo Real não se utiliza para jogar o jogo, mas para encontrar o jogo. Esse encontro dá-se a) quando, a partir de uma posição, se cria uma relação; e b) quando, a partir dessa relação, se estabelece uma operação. Esse processo dá-se em três tempos:

  1. O tempo onde se dá uma “posição”;
  2. O tempo onde se dá um “com” (criando uma relação do tipo “posição-com”);
  3. O tempo onde se dá uma “posição-com” (criando uma operação do tipo “posição-com-posição”).

A operação “posição-com-posição” resultante, funciona como uma equação, um fractal que se expande para o interior daquilo a que chamamos de instante, momento ou presente. Desenvolver uma sensibilidade a esta tríade – posição-com-posição – é a condição necessária para se jogar o jogo da Composição em Tempo Real.

*Composição em Tempo Real

Composição em Tempo Real é uma designação utilizada em inúmeras interações e contextos artísticos, sendo mais usual a sua utilização no campo da música eletrónica e na sua relação com a ciência da computação. No campo da dança contemporânea é utilizada por diversos artistas, como sinónimo da prática da “improvisação” (um termo de certa forma “sequestrado” pelo senso comum, como uma experiência arbitrária, desorganizada ou caótica), de forma a enfatizar a complexidade e o rigor envolvidos no ato de improvisar, sobretudo quando apresentada de forma pública.

 

Quando, nos anos noventa, João Fiadeiro deu início à sua investigação em torno da improvisação, a expressão mais utilizada para reivindicar esse rigor era a expressão “composição instantânea”. De forma meio intuitiva, João Fiadeiro decidiu adotar a noção de “composição em tempo real” para designar a sua investigação, porque era o termo que correspondia melhor à experiência de tempo expandido, distendido e plástico que ele experimentava quando “colidia” com o desconhecido, seja quando improvisava, seja quando compunha. Mais tarde conseguiu formular melhor essa resistência ao termo “instantâneo”, quando percebeu que uma parte importante da hipótese que colocava enquanto investigador, sobre a experiência do performer na sua relação com o tempo, sustentava-se na premissa de que a ideia de “instante” é uma construção artificial do ser humano, que decidiu, a partir do seu interesse (e proveito) próprio, que um instante é a fatia mais fina do tempo e que os momentos sucessivos substituem o anterior.

 

Mais recentemente, ao aceder ao pensamento de autores que estudam o conceito de tempo, essa convicção ganhou ainda mais corpo. Nomeadamente através da formulação de “tempo operativo” que Giorgio Agamben utiliza em “O tempo que resta”. Agamben apoia-se no linguista Gustave Guillaume (1883-1960) que afirma (no seu livro Temps et verbe) que “toda a experiência mental, por mais rápida [que seja], necessita de um certo tempo, que pode ser brevíssimo, mas nem por isso menos real”. Aquilo a que Guillaume define como “tempo operativo” (e João Fiadeiro como “tempo real”) é exatamente “o tempo que a mente emprega para realizar uma imagem-tempo”. Agamben complementa este raciocínio quando diz que “um exame atento dos fenómenos da linguagem mostra que as línguas organizam os seus sistemas verbais, não segundo o esquema linear precedente (…) mas através da referência da imagem construída no tempo operativo da sua construção.”. O tempo operativo (ou, como diria Fiadeiro, “tempo real”) “não é nem a linha – representável mas impensável – do tempo cronológico, nem o instante – igualmente impensável – do seu fim, e muito menos um segmento extraído do tempo cronológico (…). É antes o tempo operativo que urge no tempo cronológico e o trabalha e transforma a partir do interior, tempo do qual precisamos para fazer findar o tempo – nesse sentido: o tempo que nos resta.”.

 

Percebe-se, pelo que foi dito, que ao se debater sobre o termo de “instante” ou de “tempo real” para designar o tipo de “composição” que está aqui em jogo, João Fiadeiro não tem como referência o tempo partilhado entre improvisador e espetador, mas o tempo interno do performer, na gestão da experiência que medeia a identificação, a circunscrição e o processamento dos estímulos; a seleção e escolha das possibilidades de relação; e a sua consequente manifestação em forma de gesto e ação.

 

A utilização da expressão “Composição em Tempo Real” utilizada por João Fiadeiro para designar a sua investigação e prática, tem que ser entendida à luz desta reflexão.

João Fiadeiro

Forum Dança | PACAP 5 - João Fiadeiro
João Fiadeiro © Ana Viotti

João Fiadeiro (1965) pertence à geração de artistas que surgiu no final dos anos oitenta em Portugal e deu origem à Nova Dança Portuguesa, movimento fortemente influenciado pelo Judson Dance Theatre na América e pela cena New Dance na Europa.

 

Entre 1990 e 2019 foi diretor artístico do Atelier RE.AL, espaço que teve um papel preponderante no desenvolvimento da dança contemporânea e de iniciativas transdisciplinares em Portugal, tanto no âmbito da arte como entre arte, ciência e sociedade. Entre os projetos organizados por esta associação, destacam-se o LAB/Moving Projects (1992-2006), uma plataforma de work in progress de artistas emergentes; “Restos, rastos e traços” e “G.host” (2009-2011), dois programas de residência com foco em práticas de documentação para a arte contemporânea; e o projeto AND_Lab (2011-2014), um laboratório de pesquisa que trabalha a relação entre ética, estética e política, estão entre as iniciativas de maior impacto na comunidade.

 

João Fiadeiro tem feito extensas digressões pela Europa, América do Norte e América do Sul com os seus trabalhos a solo e em grupo. As suas peças navegam entre disciplinas (performance, dança e teatro), contextos (teatros, museus ou site-specific) e formatos (coreografias, happenings ou palestras-performances), numa tentativa de manter uma “sensibilidade radical” face ao presente e manter-se vigilante contra qualquer forma de estagnação ou perda do discurso crítico.

 

Entre 1995 e 2003 colaborou com os Artistas Unidos, companhia de teatro sediada em Lisboa, onde foi responsável pela movimentação dos atores em peças de Silva Melo, Shakespeare, Brecht, Goethe, etc. encenou peças de Samuel Beckett (Waiting for Godot), Sarah Kane (Psychosis 4’48’‘) e Jon Fosse (Nightsongs).

 

Paralelamente ao seu trabalho como coreógrafo, encenador e curador, João Fiadeiro estudou e praticou de forma intensa o Contacto-Improvisação nos anos 90, o que o levou a prosseguir e sistematizar a sua própria investigação sobre improvisação sob a designação de Composição em Tempo Real. Esta investigação, que começou por ser uma ferramenta de apoio às suas próprias práticas criativas, tem desde então sido utilizada por investigadores das áreas das artes e das ciências (provenientes de áreas tão diversas como a antropologia, as ciências dos sistemas complexos ou a economia), como plataforma teórico-prática para o estudo de decision-making, representação e colaboração. Este trabalho levou-o a lecionar em diferentes espaços independentes na Europa e América do Sul (Brasil, Uruguai, Argentina e Chile) e a conduzir workshops nos mais importantes programas de mestrado e escolas da Europa relacionados à dança contemporânea como PACAP/Forum Dança; EXERCE Master, Mestrado em Prática Artística e Cultura Visual no Museu Rainha Sofia; Programa SoDA MA; Estudos Performativos na Universidade de Hamburgo; Mestrado em Coreografia de Amsterdão; Mestrado em Teatro DasArts; a.pass_estudos avançados de performance e cenografia; MA Theatre Academy da University of the Arts Helsinki; Villa Arson; Centre National de la Danse, etc.

 

A ferramenta Composição em Tempo Real tem desde então alargado a sua aplicação fora do campo artístico com iniciativas como “Soft Skills for Hard Decisions”, concebida em colaboração com o economista António Alvarenga e aplicada em departamentos de recursos humanos de fundações; ou a disciplina “Estigmergia Social” concebida para o programa de doutoramento da Universidade ISCTE em Lisboa com o cientista de sistemas complexos Jorge Louçã.

 

Em 2018 João Fiadeiro publicou o livro “Anatomia de uma Decisão” onde sintetizou a sua pesquisa ao longo da vida sobre Composição em Tempo Real e em 2019 co-coordenou (com Romain Bigé) a exposição Drafting Interior Techniques na Culturgest, a primeira retrospetiva realizada sobre o trabalho e legado de Steve Paxton.

Nota Geral

Para quem pretenda participar em qualquer das nossas propostas de transmissão e prática da CTR

 

Mesmo que estejamos comprometidos a criar um lugar de prática seguro, sustentado numa ética de trabalho apoiada em princípios de cuidado e de respeito mútuo, a experiência da improvisação e da performance, por definição, pode levar os/as/es performers para lugares de partilha intensa, muitas vezes vulneráveis e emocionalmente carregados, onde a dúvida e o erro têm um lugar de relevo. Ao inscreverem-se tenham em consideração que nesta prática podem encontrar-se em situações de experimentação que abalam, mesmo que provisoriamente, as vossas zonas de conforto.

Atividades TECER

Estamos a recrutar!

Estamos a recrutar!

O Forum Dança procura uma pessoa para integrar a sua equipa a partir de abril de 2024.

Candidaturas até dia 10 de março de 2024, mediante envio de curriculum vitae, exposição sobre os interesses profissionais e expectativas em relação ao trabalho que virá a desenvolver (1 pág. A4).

Será feita uma pré-selecção por análise curricular, a seleção decorrerá por entrevista em data a definir.

 

Pré-requisitos:

  • Elegível para estágio profissional do IEFP – Programa ATIVAR.PT (mais informações aqui);
  • Formação de nível superior;
  • Bons conhecimentos de informática na óptica do utilizador;
  • Boas capacidades de relacionamento interpessoal;
  • Gosto e capacidade de trabalhar em equipa;
  • Bom nível de português e inglês falado e escrito;
  • Interesse pela área cultural, designadamente pelas artes do espetáculo, preferencialmente pela dança contemporânea.

 

Para desempenhar funções nas áreas de:

  • Atendimento ao público
  • Secretariado de cursos, aulas, workshops, seminários
  • Assistência de produção
  • Apoio na organização do Centro de Documentação

 

O estágio será remunerado de acordo com a tabela do programa ATIVAR.PT do IEFP (mais informações aqui).

 

Horário de estágio:

De segunda a sexta-feira das 12h às 20h.

 

Enviar candidatura para forumdanca@forumdanca.pt até dia 10 de março de 2024.

T R A M A
Eleonora Fabião

29.fevereiro.2024 | das 18h às 20h

T R A M A – arte de abrir caminho

Eleonora Fabião, performer e teórica da performance, irá apresentar a palestra “T R A M A – arte de abrir caminho, no Espaço da Penha.

A palestra terá início às 18h e tem a duração de 2 horas. A participação é livre, não é necessário fazer reserva, estando a disponibilidade sujeita apenas à lotação do espaço.

 

Neste encontro compartilharei uma série de “notas para pensar e fazer performance” e apresentarei o projeto T R A M A, fruto de uma residência artística no setor público realizada ao longo de 2023 com servidoras e servidores de diversos setores da prefeitura do Rio de Janeiro (transporte, saúde, meio ambiente, educação, limpeza urbana, planejamento, segurança, etc.). Mesas, plantas e tijolos são elementos fundamentais nesta ação que busca reverter a lógica da “repartição” por meio de encontros realizados nas moradas de alguns dos movimentos estético-sociais mais importantes da cidade (Estação Primeira de Mangueira, Casa do Jongo da Serrinha, Museu de Arte do Rio, Casa da Tia Ciata, Galpão Aplauso, Renascença Clube, Centro de Artes da Maré e Galpão Bela Maré). Nos reunimos para imaginar coletivamente projetos e políticas públicas para a cidade e criar condições de implementação. Nos juntamos, humanes e outres-que-humanes, carne cotidiana e osso histórico, ancestrais do passado e do futuro, para tramar arte de abrir caminho. – Eleonora Fabião

Eleonora Fabião

Eleonora Fabião
Eleonora Fabião

Eleonora Fabião é performer e teórica da performance. Realiza ações, exposições, palestras, leciona e publica internacionalmente. Trabalha em contextos diversos: exposições, bienais, festivais de dança, teatro e, sobretudo, nas ruas. Coisas que precisam ser feitas (Performa Biennial, Nova York 2015) é o título de um trabalho e, também, um modo de referir-se à prática. Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadora CNPq.

Informação geral

Local
Forum Dança – Espaço da Penha
Travessa do Calado, 26B, 1170-070 Lisboa

 

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

Foto: T R A M A na Casa do Jongo da Serrinha, Rio de Janeiro, 2023 © João Orban.

Núcleo - Programa de Residências Artísticas do Forum Dança

Núcleo 2024

O Núcleo surge como um projeto que cumpre um dos objetivos do Forum Dança: acolher residências artísticas e apresentações informais decorrentes, sob o cuidado de uma linha programática específica.

Tem um impulso auto-reflexivo da história do Forum Dança, referenciando-se com o Núcleo de Apoio Coreográfico (NAC) que na década de 1990 foi uma importante plataforma de apoio à criação e internacionalização da dança portuguesa.

Trata-se de um lugar de experimentação, no qual se cuida do ofício de criar, mostrar, refletir, criar circularidade com a comunidade artística e na sua vertente pública na criação e mediação de públicos.

Residências Artísticas 2024

Candidaturas encerradas.

A presente edição do Programa apoiará dois projetos na área da dança contemporânea ou performance. Privilegiaremos projetos que se encontrem em fase inicial de conceção e desenvolvimento.
O Programa oferece espaço de ensaio, acompanhamento artístico por parte do artista-investigador associado do Forum Dança, João Fiadeiro, e uma bolsa de apoio no valor de 750 € (setecentos e cinquenta euros).

Períodos

  • Residência 1: 7 a 18 de outubro;
  • Residência 2: 28 de outubro a 8 de novembro;
  • Residência 3: 18 a 29 de novembro.

Condições

  1. Apoio a 3 projetos selecionados pela direção do Forum Dança;
  2. Bolsa no valor de 750 € (setecentos e cinquenta euros) por residência, mediante envio de recibo-verde ou equivalente (no caso de artistas não residentes em Portugal, deverão apresentar obrigatoriamente certificado de residência fiscal emitido pelas autoridades do país de residência.);
  3. Apoio à divulgação do projeto nos meios de comunicação do Forum Dança;
  4. Partilha pública final, no espaço da residência, no formato de mostra informal, conversa ou similar, com mediação de João Fiadeiro;
  5. Menção obrigatória “Apoio à Criação – Forum Dança” e inserção do logótipo em todo o material de promoção do projeto;
  6. Disponibilização do registo da apresentação do projeto apoiado, quando aplicável, para arquivo no Centro de Documentação do Forum Dança;
  7. A organização das viagens, alojamento, alimentação e assistência médica durante o período das residências é da inteira responsabilidade de quem participa.

Acompanhamento

Estas residências artísticas terão o acompanhamento de João Fiadeiro.

Forum Dança | PACAP 5 - João Fiadeiro
João Fiadeiro © Ana Viotti

João Fiadeiro

Nascido em 1965, João Fiadeiro pertence à geração de coreógrafos que surgiu no final da década de 1980 e que deu origem à Nova Dança Portuguesa.

O seu percurso, quer enquanto coreógrafo ou performer, como enquanto investigador ou curador, centrou-se na criação de condições para a experimentação, a prática laboratorial e o cruzamento interdisciplinar. Esta actividade foi realizada tanto no quadro da direcção de projectos de programação e investigação artística, que passaram pelo Centro Cultural da Malaposta (1990-95), pelo Espaço Ginjal (1995-1998), pelo Lugar Comum (1999-2000), pelo Espaço A Capital (2000-2002) e pelo Atelier Real (2004-2019), como no quadro da sua prática artística, através das criações e dos ateliers de investigação organizados em torno da Composição em Tempo Real.

Em todas estas diferentes plataformas de encontro, João Fiadeiro foi sempre acompanhado por artistas que participaram activamente enquanto criadores, performers, investigadores e programadores, contribuindo de maneira decisiva para a existência deste projecto durante 30 anos de actividade ininterrupta.

Processo

As candidaturas deverão ser submetidas até dia 4 de fevereiro de 2024.

Os resultados serão anunciados por email até dia 1 de abril de 2024.

Formulário

Todos os campos são de preenchimento obrigatório. Candidaturas encerradas.

Resultados

Foram apoiados os seguintes projetos:

 

  • Residência I – 28 de outubro a 8 de novembro: Clarissa Rêgo Teixeira
  • Residência II – 18 a 29 de novembro: Herlandson Duarte
  • Residência III – 9 a 20 de dezembro: Inés Sybille Vooduness

 

As residências terão sempre mostra informal no último dia (sextas-feiras).

Adicionalmente ao preenchimento do formulário no final desta página, deve fazer-nos chegar a ficha de projeto, preenchida e em formato pdf (até 2 MB). A ficha de projeto está disponível neste link:

 

Ficha de Projeto | Candidaturas Núcleo 2024

Foram apoiados os seguintes projetos:

 

  • Residência 1 (7-18 Agosto): Ana Renata Polónia com o projecto VERBAL IMAGES
  • Residência 2 (21 Agosto-1 Setembro): Inês Cartaxo com o projecto SUPERADAPTATION
  • Residência 3 (21 Agosto-1 Setembro): Sara Manubens e Ves Liberta com o projecto NOSFERATU: A SYMPHONY OF HORROR
  • Residência 4 (16 – 27 Outubro): Djam Neguin com o projecto Tx@bet_a
  • Residência 5 (30 Outubro – 10 Novembro): Sara Bernardo com o projecto Efemérida
  • Residência 6 (13 – 24 Novembro): Andrei Bessa e Acauã El Bandide Shereya com o projecto URRO – Parte 3 – Para não caber no mundo
Helena Dawin | Vestígios de Azul | Mostra Informal | Forum Dança

Helena Dawin

Vestígios de Azul

Mostra Informal

Espaço da Penha | 18 dezembro | 18h30

Partilha de processo de residência

Mostra informal da residência artística de Helena Dawin.

ENTRADA GRATUITA

“Vestígios da memória, vestígios de azul. Como criamos vestígios com a dança, a arte mais efémera? Como incorporar a história de uma cor? Como é possível o azul estar ligado tanto ao esquecimento como à memória e às saudades? Quais os vestígios que a cor azul deixou na história? Vamos mergulhar, pesquisando o entrelaçamento de vestígios e memória. Vai ser uma viagem para o azul.” – Helena Dawin

 

Mostra informal da residência artística de Helena Dawin, no âmbito do programa “SPRING! 2023-2024” – acompanhamento de projetos de criação em desenvolvimento, da Rede More, com o apoio do Forum Dança. “Vestígios de azul” vai integrar a programação do (Re)union – Encontro Bienal de Artes Performativas, em 2024.

 

Direção artística e interpretação Helena Dawin

Som Helena Dawin

Apoio artístico Vitória Teles Grilo e Sezen Tonguz

Figurinos Pia Stoepper

 

Helena Dawin formou-se na Tanzfabrik Berlim, no Forum Dança e na Companhia Olga Roriz, Lisboa. Participou no Projeto do Estudo em Dança com Francisco Camacho e foi bolseira no Festival Impulstanz, em Viena. Em conjunto com Vitória Grilo e Lucía Nacht criou “Now-here-land”, e lançou o projeto Dança e Língua com Beatrice Cordier. Em colaboração, criou “Contratempo” e o work em progress “Vestígios invisíveis: azul”. Estudou e trabalhou com a Cia João Garcia Miguel, Jolika Sudermann, Stella Zannou, Jennifer Lacey, Jonathan Burrows, Jassem Hindi, Gustavo Ciríaco, Sofia Dias, Shai Faran, Britta Pudelko, Mark Tompkins, Lia Rodrigues e Vera Mantero.

 

Agradecimentos

Quero agradecer muito à associação Rede More – à Sezen Tonguz e à Vitória Teles Grilo.

Muito obrigada à Mariana Tengner Barros.

Muito obrigada ao Forum Dança – à Dora Carvalho, à Carolina Martins, à Mafalda Sustelo e ao Eduardo Quinhones Hall.

Muito obrigada à Claudia Gromann, pelo azul.

 

Local
Espaço da Penha / Forum Dança

Entrada Gratuita

 

Fotografia © Joana Linda (2023)

Forum Dança - Workshop Butoh 2023 - Yael Karavan

Workshop Butoh
Yael Karavan

9 e 10 de dezembro 2023 | 11h00 – 17h00

Butoh fu – Composição com imagens, a linguagem misteriosa do Ankoku Butoh

 

Butoh é uma dança de vanguarda, uma filosofia e um método que foi criado no Japão, no final dos anos 50, por Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno. Não se trata de uma técnica, mas de um método e uma abordagem da dança que nasce dentro de nós e nos conecta à nossa essência, natureza, universo e aos ciclos da vida e da morte. Tatsumi Hijikata, o principal fundador do Ankoku Butoh Dance (Ankoku Butoh – dança das trevas) usava imagens para coreografar os seus bailarinos. O Butoh-Fu é algo que Yukio Waguri, um dos seus bailarinos de longa data, reuniu a partir das suas próprias notas das palavras usadas por Hijikata quando coreografava os seus bailarinos no Asbestos-kan, o estúdio que dirigia em Tóquio.

Neste workshop, Karavan apresenta, explora e dá experiência de numerosos Butoh-Fu originais, levando-nos numa viagem através das origens, pesquisando novas formas de escrever partituras de dança/movimento. O Butoh-Fu permite-nos encontrar os reinos absurdos, dadaístas e obscuros de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Ankoku Butoh.

Este workshop trabalhará os elementos da metamorfose, presença, prontidão, contraste, a dança através de imagens e tensão entre opostos. O objectivo é libertar o corpo do seu conjunto preconcebido mundano de gestos e movimentos e, assim, permitir-nos aceder a uma essência mais profunda e autêntica de movimento e expressão arquetípica. Questionando como o Butoh pode ser traduzido para um corpo europeu e o porquê de o Butoh não ser apenas relevante, mas extremamente vital nos dias de hoje.

Yael Karavan tem mais de 25 anos de experiência em Butoh, durante os quais teve a oportunidade de trabalhar com os fundadores do Butoh no Japão: Kazuo Ohno e Motofuji San – esposa de Tatsumi Hijikata – bem como com Tadashi Endo e o MAMU dance theatre, Yumiko Yoshioka e Ten-Pen-Chi, Sankai Juku, Atsushi Takenuchi, Minako Seki, Carlota Ikeda, Yuko Kawamoto, Akira Kasai, Natsu Nakajuma entre outros.

 

Foto © Raul Bartolome

Informação Geral

Datas: 9 e 10 de dezembro (sábado e domingo) de 2023
Horário: Das 11h00 às 17h00
Local: Forum Dança – Espaço da Penha, Lisboa
Destinatários: Profissionais, estudantes e pessoas com experiência prévia em movimento, dança e/ou teatro.
Número máximo de participantes: 20 pessoas

Pré-inscrição

A inscrição é efectuada através de formulário disponível no nosso site e será validada após recepção do comprovativo de pagamento, que deverá enviar para o nosso email.

Processo de inscrição

  1. Faça a sua pré-inscrição on-line no formulário indicado para o efeito;
  2. Aguarde o nosso email com as instruções de pagamento;
  3. Proceda ao pagamento da sua inscrição, conforme indicado no email enviado;
  4. Envie-nos o respectivo comprovativo de pagamento para o nosso email;
  5. A sua inscrição só é validada após a recepção do seu comprovativo.

Taxa de Participação

  • Até 2 de dezembro: 75,00 €
  • A partir de 3 de dezembro: 85,00 €
  • Desconto de 10%: para pessoas que frequentam, ou que já frequentaram cursos de longa duração do Forum Dança (PACAP/CGPAE/PEPCC/etc.);

Biografia

Yael Karavan
Yael Karavan

Premiada performer, dançarina e diretora artística da Karavan Ensemble, Yael Karavan nasceu em Israel e cresceu em Florença, em Paris e em Londres. Pesquisando a Dança, atravessou a Europa, a Rússia, o Brasil e o Japão buscando por uma linguagem de expressão física que ligasse o Oriente e o Ocidente, a Dança e o Teatro. Estudou e trabalhou com mestres do Butoh, como Kazuo Ohno, Tadashi Endo, Carlotta Ikeda, Yumiko Yoshioka, Akiko Motofuji, Ko Morobushi, Katsura Kan, Yuko Kaseki, Yuko Kawamoto, entre outros. Foi membro da MaMu Dance Theatre de Tadashi Endo durante 8 anos e da Ten-Pen-Chi, da Yumiko Yoshioka durante 3 anos.

 

Mais informações: www.yaelkaravan.com

Formulário de pré-inscrição

As inscrições estão encerradas.

Palestra "A Minha História da Dança", por Cristina Planas Leitão

Cristina
Planas Leitão

18 janeiro 2024, às 18h30
Biblioteca Camões • Lisboa
Duração aproximada: 2 horas

Entrada livre, mediante inscrição.

 

Coreógrafa, programadora de artes performativas e professora. É codiretora artística do Departamento de Artes Performativas da Ágora (Teatro Municipal do Porto, DDD – Festival Dias da Dança, CAMPUS Paulo Cunha e Silva), após ter assumido a direção artística interina em julho de 2022, e a programação de artes performativas, sob direção artística de Tiago Guedes, desde 2019. Em 2011, foi uma das iniciadoras dos encontros desNORTE (2011-2017) e integrou o grupo de consultoria de Braga’27.

A sua prática curatorial agregadora foca-se no desenvolvimento de formatos de criação sustentáveis, novas narrativas e relações de cuidado nas artes performativas. Aborda o seu trabalho coreográfico como um ato de resistência e afeto, pesquisando temas conectados com movimentos sociais e políticos, e a sua relação com o corpo performativo na intimidade do teatro. Criou The very delicious piece e The Very Boring Piece, com Jasmina Krizaj, bear me, FM [featuring mortuum] e UM [unimal], escolhida com uma das melhores peças em 2018 pelo JN e Expresso. Em 2023 estreia [O SISTEMA] em co-produção com o 23 Milhas, TM Faro e TAGV.

O seu trabalho está documentado na série da RTP2, Portugal que Dança. Licenciada em dança contemporânea pela ArtEZ, onde é mentora e professora regular. Leciona internacionalmente, partindo de uma abordagem somática e não convencional.

 

Fotografia © José Caldeira

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