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Agenda

Forum Dança - Conversa 2: Estratégias de Programação [CGPAE 2021]

Conversa 2
Ventos de Sul:
como abraçamos estas diferenças?

Debates CGPAE

Conversas Online Via Zoom
9 Dezembro 2021 | 18h30
Com Adriana Grechi e Amaury Cacciacarro (Casa da Dança de Almada)
Dori Nigro e Paulo Pinto (Tuia de Artifícios)
Mediado por Elisabete Paiva (Materiais Diversos)
Desde há muitos anos que Portugal e o Brasil se encontram ligados através das suas comunidades artísticas. Nos últimos anos, particularmente, temos assistido a uma intensa fixação em Portugal de artistas, investigadores e profissionais da cultura que vêm do Brasil e de outros países da América do Sul.
Com que expectativas chegam e que acolhimento encontram? De que modo as suas práticas e visões encontram espaço, conflituam e influenciam as daqueles “que cá estão”? Que modos de fazer e imaginar são estes? Que contributos trazem ou podem trazer ao ecossistema cultural em Portugal e na Europa?

Este debate acontece no âmbito da disciplina de Estratégias de Programação do CGPAE – Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo do Forum Dança.

 

Instruções para aceder ao debate e poder participar:

  1. Enviar um email para forumdanca@forumdanca.pt demonstrando interesse em participar nesta conversa.
  2. Recebe depois no seu email as instruções para aceder ao debate on-line (endereço e código de acesso à sessão, via aplicação Zoom).
  3. Número máximo de participantes: 40.

Biografias

ADRIANA GRECHI é coreógrafa, formadora e idealizadora de contextos para a dança em São Paulo, licenciada na School for New Dance Development de Amesterdão. Foi uma das fundadoras da Nova Dança no Brasil, tendo recebido, ao longo da sua trajectória, diversos prémios, entre eles, o APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

AMAURY CACCIACARRO é gestor cultural e produtor. Licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, é também pós-graduado em Administração de Empresas e tem uma especialização em Marketing.
Em conjunto, dirigem o Festival Contemporâneo de São Paulo desde 2008 e a Transborda — Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada, bem como assumiram a direcção da Casa da Dança em Almada desde Abril de 2021.

 

O colectivo Tuia de Artifícios nasceu em Pernambuco em 2007 das inquietações criativas de uma família de amigos, primeiro em contexto universitário e depois experimentando públicos mais amplos. O mote deste colectivo é, sobretudo, a poesia imagética traduzida pela fotografia, performance e intervenções em diversos espaços, desenhadas por exercícios de intercâmbio criativo. Em Portugal, DORI NIGRO e PAULO PINTO têm dado continuidade às acções do colectivo, partilhando-as com os membros que ainda se encontram no Brasil. A partir do Porto, desenvolvem pesquisa na área da prática artística, mais precisamente na performance art, da educação pelas artes e da arte terapia.

 

ELISABETE PAIVA, licenciada em Produção Teatral e Mestre em Estudos de Teatro. Trabalhou como produtora com Luís Castro, Teatro do Vestido e Pedro Sena Nunes. Foi responsável pelo Serviço Educativo do Centro Cultural Vila Flor (2006 a 2014), na sequência de experiências marcantes de cruzamento entre criação, educação e território no CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (2003–2005). Concebeu e programou o Serviço Educativo de Guimarães 2012 CEC e actualmente é Directora Artística do Festival Materiais Diversos.

Forum Dança / PACAP 5 - Concerto com Adriana Sá, Arnold Noid e Nuno Rebelo

CONCERTO
Adriana Sá, Arnold Noid
e Nuno Rebelo

Fábrica Braço de Prata, Lisboa
5 Dezembro 2021 | 19h00

Entrada: 5 €
Produção: Forum Dança/ PACAP 5

Adriana Sá, Arnold Noid e Nuno Rebelo encontram-se a colaborar com o Forum Dança em cada uma das três apresentações finais do Bloco I do PACAP 5: R|Existência, que acontecem dias 2, 3 e 4 de Dezembro no TBA – Teatro do Bairro Alto.

 

No dia 5, juntam-se para um concerto na Fábrica Braço de Prata, às 19h00.

 

Bilhetes disponíveis no local, 30 minutos antes do início do concerto.

Biografias

Adriana Sá é artista transdisciplinar, performer música/compositora. A suas partituras gráficas coreografam variações de textura, densidade, vocabulário e sequência, deixando outros aspectos abertos à interpretação. Desenhar e construir a instrumentação faz parte de seu processo criativo. Considera que a música envolve visão e espaço físico, além da audição. Mais informações aqui.

 

noid / aka Arnold Haberl * 1970, estudou violoncelo e matemática. O compositor, artista sonoro, violoncelista e improvisador entende o seu trabalho como uma pesquisa fundamental, levando a uma ampla gama de resultados contraditórios que vão desde violoncelo solo e fitas a composições para conjuntos, partituras de improvisação ou performances com instrumentos eletrónicos ou híbridos, de instalações sonoras a vídeos e músicas imaginárias. Leciona no departamento de Arte Multimédia da Universidade de Ciências Aplicadas de Salzburgo. Mais informações aqui.

 

Nuno Rebelo, nasceu em Torres Vedras, em 1960. Músico português, guitarrista e compositor, com background em bandas de pop-rock nos anos 80 como Mler Ife Dada, mas que desde então se tem voltado para a música improvisada e experimental. Mais informações aqui.

 

Fotografias: Adriana Sá © Vera Marmelo | Arnold Noid © Christine Schörkhuber | Nuno Rebelo © Rodrigo Amado

Actividades PACAP 5

Apoios e Parcerias

Coprodução PACAP 5: Teatro do Bairro Alto

Apoios PACAP 5: O Rumo do Fumo, Alkantara, OPART | Estúdios Victor Córdon, O Espaço do Tempo, Fundação GDA

Forum Dança | Apoios PACAP 5
Forum Dança - Conversa 1: Estratégias de Programação [CGPAE 2021]

Conversa 1
Produtores e Artistas:
de mãos dadas ou separadas?

Debates CGPAE

Conversas Online Via Zoom
2 Dezembro 2021 | 18h30
Com Maria João Garcia (Produtora)
e Tiago Cadete (Co-Pacabana)
Mediado por Elisabete Paiva (Materiais Diversos)
Quando pensamos em projetos artísticos, é frequente pensarmos, em primeiro lugar, em artistas, como a sua alavanca, rosto e protagonistas. Sabemos, no entanto, que, cada vez mais, a viabilidade e sustentabilidade da criação artística se suporta na consistência da produção e gestão de projetos ou mesmo de percursos profissionais.
Como se veem produtores e artistas? Em que momentos e circunstâncias colaboram? Com que condições? Que parcerias e cumplicidades se estabelecem? Que papéis assumem e quais desejariam assumir?

Este debate acontece no âmbito da disciplina de Estratégias de Programação do CGPAE – Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo do Forum Dança.

 

Instruções para aceder ao debate e poder participar:

  1. Enviar um email para forumdanca@forumdanca.pt demonstrando interesse em participar nesta conversa.
  2. Recebe depois no seu email as instruções para aceder ao debate on-line (endereço e código de acesso à sessão, via aplicação Zoom).
  3. Número máximo de participantes: 40.

Biografias

MARIA JOÃO GARCIA fez o Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Forum Dança e trabalhou como intérprete e criadora até meados dos anos 2000. É membro da direção do Ninho de Víboras, através do qual mantém atividade regular na REDE. Como produtora, trabalhou com O Rumo do Fumo, Companhia Caótica, casaBranca, Granular e Companhia Clara Andermatt, entre outros projetos. Foi assistente de Paulo Ribeiro na direção e produção da Casa da Dança, em Almada, continuando a colaborar com a nova direção deste projeto.

 

O trabalho de TIAGO CADETE situa-se na fronteira entre as artes performativas e visuais, com foco nas questões de identidade, memória e história. Colaborou com Francisco Camacho, Carlota Lagido, David Marques, Raquel André, entre outros artistas, e foi artista associado da EIRA entre 2010 e 2017. É licenciado em Teatro, pós graduado em dança, Mestre em artes visuais e Doutorando em artes visuais. Desde 2013 vive entre Portugal e o Brasil e, desde 2017, é diretor artístico da estrutura Co-Pacabana.

 

ELISABETE PAIVA, licenciada em Produção Teatral e Mestre em Estudos de Teatro. Trabalhou como produtora com Luís Castro, Teatro do Vestido e Pedro Sena Nunes. Foi responsável pelo Serviço Educativo do Centro Cultural Vila Flor (2006 a 2014), na sequência de experiências marcantes de cruzamento entre criação, educação e território no CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (2003–2005). Concebeu e programou o Serviço Educativo de Guimarães 2012 CEC e actualmente é Directora Artística do Festival Materiais Diversos.

Forum Dança - PACAP 5 | © Rosa Sijben

R|EXISTÊNCIA no TBA
dias 2, 3 e 4 de Dezembro

Partilhamos o texto de João Fiadeiro,
curador do PACAP 5 e director artístico de “R|EXISTÊNCIA”,
com assistência de direcção e performance de Márcia Lança e Daniel Pizamiglio

“Nesta imagem (tirada pela Rosa Sijben ) o Nazário Díaz, que está deitado na mesa amputada, não sabe que o segundo cavalete não está colocado. Mas ele sabe que não sabe. E é isso que é importante. E, não menos importante, ele sabe que o grupo não o deixará cair. Que o grupo, ao mesmo tempo que adia o fim da imagem (que prolonga o seu acontecimento), está a cuidar dele. Por isso é que ele se pode deixar ir (se pode deixar perder): porque ele confia. É dessa matéria – a confiança – que o tecido afetivo do PACAP5 é feito.

 

Trabalhar com es artistas envolvides no PACAP5 (organizado pelo Forum Dança), do qual sou curador com a colaboração cúmplice de Márcia Lança, Daniel Pizamiglio, Carolina Campos (programa geral) e Emma Bigé (seminários e trabalho com texto no primeiro bloco), corre o risco de se tornar uma das experiências mais potentes da minha já longa lista de experiências potentes. A intensidade dos encontros, a qualidade crítica das discussões, a excelência das propostas artísticas e conceptuais des participantes, o compromisso ético na construção de um quotidiano inclusivo, transversal e oblíquo, no estúdio e fora dele, tem sido uma lição de vida e algo que me marcará para sempre.

 

Não tem sido fácil, e muitas vezes pergunto-me para quê complicar a minha vida metendo-me em projetos que me colocam em perigo, me tiram o tapete, me põem em causa. E a resposta é simples: como não viver sem estar inquieto, em queda, na fronteira do colapso? Como não viver no único lugar em que posso, simultaneamente, estar dentro e fora de mim. Como não viver no único espaço em que me permito largar a capa da certeza e abraçar a pele da dúvida. Como não viver? É dessa matéria – a vida – que o tecido afetivo do R|EXISTÊNCIA é feito.

 

Dias 2, 3 e 4 de Dezembro partilhamos o nosso estudo (não é só porque saímos do estúdio, que deixamos de estudar) com quem quiser aparecer no Teatro do Bairro Alto.

 

Cada apresentação será uma variação (uma fuga) do projeto “Existência”, uma performance-investigação que criei em 2002 com cúmplices como Cláudia Dias, Rui Catalao, Gustavo Sumpta, Tiago Guedes, Ana Borralho, David Miguel, Mário Afonso, Márcia Lança, Cláudio da Silva entre outras. Por isso a partilha ganha se puderem ver pelo menos duas das três apresentações. É o modo que temos de dizer que somos múltiplos e que o real só pode ser minimamente assimilado se for visto e vivido de diferentes perspectivas. Se só forem ver uma das apresentações também terão acesso a esse múltiplo, claro, mas terão que fazer um esforço adicional, porque ele estará diluído e camuflado nas fronteiras e nas margens do visível. E se não forem ver nenhuma, não desesperem. Tenho a certeza que o eco da nossa (r)existência vos chegará, mais cedo ou mais tarde, aos ouvidos. E sei disso porque (ainda) estão a ler esta mensagem.

 

Cada performance contará com a colaboração des compositores-improvisadores Nuno Rebelo (2.12), Arnold Noid Haberl (3.12) e Adriana Sá (4.12), da colaboração nas luzes e no espaço de Walter Lauterer, Leticia Skrycky e Santiago Rodriguez Tricot e des 25 magnificxs performers (divididxs pelas 3 apresentações). Aqui podem aceder aos seus perfis.

 

Sim, é uma mega operação. Uma espécie de happening! E vai ser incrível! (just saying…)

 

Um enorme obrigado à Dora Carvalho (e à sua magnífica equipa) pela confiança que depositaram na nossa proposta e ao Francisco Frazão (e à sua magnífica equipa) por nos acolherem.

 

Os bilhetes são de graça mas têm que ser levantados no próprio dia a partir das 16h (max. dois por pessoa)”

 

João Fiadeiro

Foto © Rosa Sijben

Actividades PACAP 5

Apoios e Parcerias

Coprodução PACAP 5: Teatro do Bairro Alto

Apoios PACAP 5: O Rumo do Fumo, Alkantara, OPART | Estúdios Victor Córdon, O Espaço do Tempo, Fundação GDA

Forum Dança | Apoios PACAP 5
Forum Dança - PACAP 5 | © Rosa Sijben

R|EXISTÊNCIA

Forum Dança / PACAP 5 

2, 3 e 4 Dezembro | Quinta a Sábado | 19h30 | TBA-Teatro do Bairro Alto

ENTRADA LIVRE | Mais informações no site do Teatro do Bairro Alto, aqui

R|EXISTÊNCIA, primeira apresentação pública do PACAP 5, retoma a experiência de Existência, que Fiadeiro estreou em 2002 no Centro Georges Pompidou. Colocando os performers diante de um público sem qualquer tipo de partitura, recusava ao mesmo tempo a ideia de que se tratava de uma improvisação: era uma Composição em Tempo Real, ferramenta desenvolvida por Fiadeiro até hoje. Existência movia-se na fronteira entre processo e produto, obra e ensaio, acção e pensamento. É essa hibridez que se convoca agora com esta reprise, não para repetir o Existência, mas para voltar à sua dimensão irredutível: a experiência do desconhecido, do inacabado, do inesperado. A experiência da existência.

 

“Cada apresentação será uma variação (uma fuga) do projeto “Existência”. Por isso a partilha ganha se puderem ver pelo menos duas das três apresentações. É o modo que temos de dizer que somos múltiplos e que o real só pode ser minimamente assimilado se for visto e vivido de diferentes perspectivas. Se só forem ver uma das apresentações também terão acesso a esse múltiplo, claro, mas terão que fazer um esforço adicional, porque ele estará diluído e camuflado nas fronteiras e nas margens do visível.” – João Fiadeiro

 

FICHA TÉCNICA
Direcção artística João Fiadeiro
Assistência de direcção e Performance Márcia Lança e Daniel Pizamiglio
Composição em Tempo Real / Performance / Participantes Forum Dança / PACAP 5
Andrei Bessa (BR), Aline Belfort (BR), Bárbara Cordeiro (PT), Bartosz Ostrowski (PL), Bruno Levorin (BR), Carolina Canteli (BR), Chloé Saffores (FR), Francisco Thiago (BR), Giovanna Monteiro (BR), Herlandson Duarte (CV/PT), Jean Lesca (FR), Katarina Lanier (US), Katinka Wissing (DK), Leonardo Shamah (BR), Leonor Lopes (PT), Leonor Mendes (PT), Lucas Damiani (UY), Nazario Díaz (ES), Nicole Gomes (BR), Nirvan Navrin (PT), Piero Ramella (IT), Roberto Dagô (BR), Rosa Sijben (NL), Ves Liberta (PT), Vicente Antunes Ramos (BR). Pode consultar todas as biografias dos artistas aqui.

Direcção técnica Leticia Skrycky / Santiago Rodriguez Tricot
Espaço Walter Lauterer
Som Arnold Noid / Nuno Rebelo / Adriana Sá
Luz Leticia Skrycky / Santiago Rodriguez Tricot
Produção Forum Dança
Coprodução Teatro do Bairro Alto

 

LOCAL DE APRESENTAÇÃO
Teatro do Bairro Alto
Sala Principal | Classificação Etária: M/6
Mais info sobre o Teatro do Bairro Alto aqui

Dispositivos A/B/C

O R que antecede a palavra existência do projecto R|EXISTÊNCIA, permite que se olhe para a experiência da existência, a experiência da tecelagem dos afectos e das relações, dos atravessamentos e das colisões que criamos diariamente com o mundo (exterior e interior), à luz de conceitos como Resistência, Repetição ou Reparação. Também convoca a imagem de existência enquanto Reexistência, Reencontro e Real.
Todas estas forças co-incidem nestas apresentações que fazemos agora do projecto R|EXISTÊNCIA no TBA, uma variação (uma fuga) do projecto EXISTÊNCIA, performance-investigação criada em 2002 (estreada no Centro Pompidou em Paris e no Centro Cultural de Belém em Lisboa) por João Fiadeiro, com a cumplicidade de artistas como Cláudia Dias, Rui Catalão, Gustavo Sumpta, Tiago Guedes, Ana Borralho, David Miguel, Mário Afonso, Rita Raposo, Cláudio da Silva, Márcia Lança, entre outrxs.
O conceito de “variação” ou “fuga”, tão caro ao nosso estudo da Composição em Tempo Real, é aqui levado ainda mais longe porque cada uma das apresentações será, ela própria, uma “variação da variação” (ou uma “fuga” da “variação”), permitindo que xs espectadorxs tenham a oportunidade de aceder a diferentes ângulos e perspectivas do nosso estudo. Este é o modo que encontrámos para dizer que somos múltiplxs e que o real, para ser minimamente assimilado, tem que ser experimentado a partir de diferentes perspectivas, modos e sensibilidades.

 

Assim, no dia 2 de Dezembro apresentaremos o que temos nomeado de “R|EXISTÊNCIA / Dispostivo A”, com uma configuração frontal, mais próxima da experiência que convencionamos chamar de “black box”, que tem como referência a “versão original” da peça EXISTÊNCIA, e que coloca xs espectadorxs numa posição próxima da de uma testemunha que assiste à emergência de um colectivo em tempo real. É uma variação que tem a orientação da Márcia Lança (que foi uma das performers do projecto original) e a colaboração dxs performers Andrei Bessa, Aline Belfort, Bruno Levorin, Bárbara Cordeiro, Giovanna Monteiro, Katinka Wissing, Leonor Mendes, Roberto Dagô, Rosa Sijben, Vicente Antunes Ramos. Conta ainda com a participação do compositor Nuno Rebelo, que colaborou com João Fiadeiro nos anos 90 e que agora dá corpo ao som.

 

No dia 3 de Dezembro apresentaremos o que temos nomeado de “R|EXISTÊNCIA / Dispostivo B”, com uma configuração “open space”, mais próxima da experiência que convencionamos chamar de “white cube”, onde xs espectadorxs são convidadxs a vestir a pele de “visitantes”. É uma variação que tem a orientação de Daniel Pizamiglio e a colaboração dxs performers Bartosz Ostowski, Carolina Canteli, Jean Lesca, Leonor Lopes, Lucas Damiani, Nazário Díaz, Nicole Gomes e Ves Liberta. Conta ainda com a colaboração do compositor Arnold Noid Haberl, um dos responsáveis pela composição sonora do EXISTÊNCIA original.

 

Por fim, no dia 4 de Dezembro, apresentaremos o que temos nomeado de “R|EXISTÊNCIA / Dispostivo C”, com uma configuração próxima da experiência da visita ao estúdio (da visita ao estudo), colocando x espectadorx na posição de voyeur de uma prática que estuda a prática que estuda a prática que estuda… É uma variação que tem a orientação de João Fiadeiro e a colaboração dxs performers Chloé Saffores, Francisco Thiago, Herlandson Duarte, Katarina Lanier, Leonardo Shamah, Nirvan Navrin e Piero Ramella. Conta ainda com a composição sonora da Adriana Sá, com quem Fiadeiro colabora pela primeira vez.

 

As três apresentações têm ainda a participação de Walter Lauterer (colaborador original do EXISTÊNCIA) na criação dos espaços e composição em tempo real da luz; a colaboração de Letícia Skrycky e Santiago Rodriguez Tricot nos desenhos de luz e na direção técnica; e da filósofa, bailarina e compost-humanist Emma Bigé que, depois de ter passado dois meses com xs participantes do PACAP em trabalhos à volta de textos, tem agora, nestas apresentações finais, uma posição de observadora externa.

PACAP 5

 

2 de Dezembro
Orientação e Performance Márcia Lança
Composição em Tempo Real / Performance Andrei Bessa, Aline Belfort, Bruno Levorin, Bárbara Cordeiro, Giovanna Monteiro, Katinka Wissing, Leonor Mendes, Roberto Dagô, Rosa Sijben, Vicente Antunes Ramos (Participantes PACAP 5/Forum Dança)
Espaço e desenho de luz Walter Lauterer
Música Nuno Rebelo
Direção técnica Leticia Skrycky e Santiago Rodriguez Tricot
Produção Forum Dança
Coprodução Teatro do Bairro Alto

 

3 de Dezembro
Orientação e Performance Daniel Pizamiglio
Composição em Tempo Real / Performance Bartosz Ostrowski, Carolina Canteli, Jean Lesca, Leonor Lopes, Lucas Damiani, Nazario Díaz, Nicole Gomes, Ves Liberta (Participantes PACAP 5/Forum Dança)
Espaço Walter Lauterer
Desenho de som Arnold Noid
Desenho de luz Walter Lauterer e Leticia Skrycky
Direção técnica Leticia Skrycky e Santiago Rodriguez Tricot
Produção Forum Dança
Coprodução Teatro do Bairro Alto

 

4 de Dezembro
Orientação e Performance João Fiadeiro
Composição em Tempo Real / Performance Chloé Saffores, Francisco Thiago, Herlandson Duarte, Katarina Lanier, Leonardo Shamah, Nirvan Navrin, Piero Ramella (Participantes PACAP 5/Forum Dança)
Espaço Walter Lauterer
Música Adriana Sá
Desenho de luz Walter Lauterer e Leticia Skrycky
Direção técnica Leticia Skrycky e Santiago Rodriguez Tricot
Produção Forum Dança
Coprodução Teatro do Bairro Alto

João Fiadeiro em conversa
com o TBA – Teatro do Bairro Alto

No estúdio

Fotografias de Aline Belfort.

Fotografias artistas participantes do PACAP 5 fotografados por Aline Belfort e Rosa Sijben (foto topo).

Existência [2002]

Fotografias David-Alexandre Guéniot, com Claúdia Dias e Cláudio da Silva, Gustavo Sumpta e Rui Catalão.

Actividades PACAP 5

Apoios e Parcerias

Coprodução PACAP 5: Teatro do Bairro Alto

Apoios PACAP 5: O Rumo do Fumo, Alkantara, OPART | Estúdios Victor Córdon, O Espaço do Tempo, Fundação GDA

Forum Dança | Apoios PACAP 5
Palestra "A Minha História da Dança", por Eszter Salamon

Eszter Salamon

13 Novembro 2021, às 12h30 [Barcelona]
Auditori Meier | MACBA – Museu d’Art Contemporani de Barcelona • BARCELONA
Duração aproximada: 90 min.

Esta palestra acontece em parceria com La Poderosa – Espai per a la dansa i ele seus contaminants, inserida no ciclo HACER HISTORIA(S) VOL 4 . CICLE DE DANSA CONTEMPORÀNIA I PERFORMANCE.

 

PRESENCIAL | Entrada livre, mediante inscrição prévia.

ONLINE | Transmissão em directo para Portugal mediante inscrição para aceder ao link.

Eszter Salamon, artista, coreógrafa e intérprete. Vive e trabalha entre Paris, Berlim e Bruxelas. Desde 2001, criou trabalhos a solo e em grupo, apresentados em teatros e festivais de todo o mundo, de nomear Centre Pompidou, Centre Pompidou Metz, Festival dʼAutomne, Festival de Avignon, Ruhrtriennale, Holland Festival, The Kitchen New York, HAU Berlin , Berlin Documentary Forum, Kunstenfestivaldesarts, Kaaitheater Bruxelas, Tanzquartier Wien, Kampnagel Hamburg, steirischer herbst, Dance Triennale Tokyo, Manchester International Festival, PACT Zollverein, Nanterre-Amandiers, FTA Montreal.
Os seus trabalhos são frequentemente apresentados em museus, como MoMa, Witte de With, Fondation Cartier, Serralves, Museum der Moderne Salzburg, Akademie der Künste Berlin e Museo Reina Sofia. A exposição Eszter Salamon 1949 foi apresentada em 2015 na Jeu de Paume, no âmbito de ›Satellite‹ com curadoria de Nataša Petrešin-Bachelez.
Eszter Salamon utiliza a coreografia como agente activador e organizador de vários meios, como imagem, som, texto, voz, movimento corporal e acções.
Em 2014, iniciou uma série de trabalhos explorando tanto a noção de monumento, quanto a prática de especular sobre fazer história.
Foi vencedora Prémio Evens, em 2019.

 

Foto © Bea Borgers

Seminário PACAP 5 | Forum Dança | Rita Natálio

Fronteiras
Moles

Seminário aberto PACAP 5
com Rita Natálio e Emma Bigé

Forum Dança | Espaço da Penha

5 de Novembro | 14h-17h

Este seminário faz parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada a 15 participantes no máximo só é possível participar fazendo reserva prévia. Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

Interessa-me a diferença porosa entre pessoas e coisas, e os limites entre a linguagem como corte (fixando normas e identidades) e a linguagem como fluxo, não-comparativo. É possível pressupor na “abstração” da linguagem do corte a sua força de “extração”, assim como é desejável pensar a linguagem como corrente ou fluxo, isto é, uma língua da travessia. Nesta sessão, irei partilhar elementos do processo que levaram à escrita de Fóssil (2020), que incide sobre as relações entre linguagem e geologia, e Spillovers (em processo), um texto háptico também apresentado como manual sexual ou ensaio tranfeminista que propõe uma releitura de “Borrador para un diccionario de las amantes” de Monique Wittig e Sande Zeig (1976).

 

Rita Natálio. Artista e pesquisador. Lésbica não-binárie. Os seus espaços de prática relacionam poesia, escrita eNsaística e performance. Doutorando em Estudos Artísticos na FCSH-UNL e Antropologia na USP, com bolsa FCT, pesquisa o recente debate sobre o conceito de Antropoceno e o seu impacto sobre a redefinição disciplinar e estética das relações entre arte, política e ecologia.

A partir da sua pesquisa doutoral, realizou uma série de conferências-performance, entre elas “Antropocenas” (2017) com João dos Santos Martins,  “Geofagia” (2018) e “Fóssil” (2020). Publicou também dois livros de poesia (“Artesanato”, 2015 e “Plantas humanas”, 2017). Em 2019, participou de um grupo curatorial fomentado por Ailton Krenak que organizou “Ameríndia: percursos do cinema indígena no Brasil” na Fundação Calouste Gulbenkian, uma mostra que trouxe 5 cineastas indígenas a Portugal e apresentou mais de 30 filmes de produção indígena. Em 2020, Rita Natálio co-organizou o seminário “Re-politizar o Antropoceno” dentro do projeto internacional Anthropocene Campus Lisboa junto com Davide Scarso e Elisabeth Johnson, projeto originado no HKW em Berlim e atualmente disseminado em diversas instituições culturais.

 

Reservas Enviar email para forumdanca@forumdanca.pt

 

© Imagem: Rita Natálio. Coleção Museu Marítimo de Ílhavo

Seminário PACAP 5 | Forum Dança | Carla Bottiglieri

The idea of the split,
the eye of the needle

Seminário aberto PACAP 5
com Carla Bottiglieri e Emma Bigé

Forum Dança | Espaço da Penha

12 de Novembro | 14h-17h

[Seminário em francês e inglês]

Este seminário faz parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada, só é possível participar fazendo reserva prévia. Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

Estas palavras encerram a primeira metade de “Private Parts” de Robert Ashley, uma peça para voz, piano e tablas em dois episódios, “The Park” e “The Backyard”.

Antes de se tornar na sua primeira “ópera para a televisão”, “Perfect Lives”, a composição de Ashley foi parceira musical da peça improvisada PA RT de Lisa Nelson e Steve Paxton, que interpretaram entre 1978 e 2002.

Com base na imagem evocativa de Ashley e seguindo o “laboratório de visão” de Lisa Nelson, vou tecer um caminho através da interrupção e reparo, corte e costura, desaparecimento e restos: de fantasmas, textos e gestos.

 

Carla Bottiglieri é uma pesquisadora independente em teorias e pedagogias somáticas, treinada como professora e praticante de Body-Mind Centering e praticante de Rolfing/Structural Integration. Enquanto treinava e actuava em dança, estudou Classics and Aesthetics na Universidade de Salerno e Performing Arts na Universidade de Paris 8. Como membro da equipa de pesquisa “Soma & Po” no departamento de dança de Paris 8 (2010-2014), investigou as dimensões estéticas, clínicas e políticas da somática no seu encontro com os paradigmas de cuidado em instituições sociais de saúde. De 2008 a 2012 colaborou com grupos de pessoas com HIV ou com AIDS na experimentação de práticas de consciência corporal como recurso complementar em contextos terapêuticos. Actualmente vive em Faenza, Itália, onde faz parte da minima somatica.

 

Reservas Enviar email para forumdanca@forumdanca.pt

 

© Imagem: Cléo Tabakian, a venir puis y retourne (Gravura em cobre sobre papel, 2014 – 10×10 cm)

Seminário PACAP 5 | Forum Dança

How to make
a mantic dance

Seminário aberto PACAP 5
com Mathieu Bouvier e Emma Bigé

Forum Dança | Espaço da Penha

29 de Outubro | 10h-13h

[Seminário em francês e inglês]

Este seminário faz parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada a 15 participantes no máximo só é possível participar fazendo reserva prévia.
Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

Mathieu Bouvier é um artista visual, cineasta e pesquisador (PhD em Estética da Dança, Paris 8 University).

Faz pequenos vídeos, procurando um “déjà-vu” (saber mais aqui).

Frequenta regularmente a área da dança contemporânea como colaborador artístico.

Em colaboração com o coreógrafo francês Loïc Touzé, dirige actualmente um programa de workshops artísticos e um projecto de investigação denominado “For an atlas of figures” (saber mais aqui).

 

Reservas Enviar email para forumdanca@forumdanca.pt

 

© Imagem: “Animal Locomotion: Plate 169 (Leapfrog)” por Eadweard Muybridge.

Forum Dança - João Fiadeiro | PACAP 5

João Fiadeiro

4 Novembro 2021, às 18h30
ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON • LISBOA
Duração aproximada: 2 horas

Entrada livre, mediante inscrição prévia.

 

Nascido em 1965, João Fiadeiro pertence à geração de coreógrafos que surgiu no final da década de 1980 e que deu origem à Nova Dança Portuguesa.
O seu percurso, quer enquanto coreógrafo ou performer, como enquanto investigador ou curador, centrou-se na criação de condições para a experimentação, a prática laboratorial e o cruzamento interdisciplinar. Esta actividade foi realizada tanto no quadro da direcção de projectos de programação e investigação artística, que passaram pelo Centro Cultural da Malaposta (1990-95), pelo Espaço Ginjal (1995-1998), pelo Lugar Comum (1999-2000), pelo Espaço A Capital (2000-2002) e pelo Atelier Real (2004-2019), como no quadro da sua prática artística, através das criações e dos ateliers de investigação organizados em torno da Composição em Tempo Real.
Em todas estas diferentes plataformas de encontro, João Fiadeiro foi sempre acompanhado por artistas que participaram activamente enquanto criadores, performers, investigadores e programadores, contribuindo de maneira decisiva para a existência deste projecto durante 30 anos de actividade ininterrupta.

 

Foto © Ana Viotti

Lisa Nelson

10.º ANIVERSÁRIO CICLO DE PALESTRAS “A MINHA HISTÓRIA DA DANÇA”

27 Outubro 2021, às 18h30
BIBLIOTECA PALÁCIO GALVEIAS • LISBOA
Duração aproximada: 2 horas

Entrada livre, mediante inscrição prévia.

 

10.º ANIVERSÁRIO CICLO DE PALESTRAS “A MINHA HISTÓRIA DA DANÇA”
Comemoração do 10º aniversário do ciclo de palestras “A Minha História da Dança”, criado a partir do seminário de Lisa Nelson para o curso PEPCC do Forum Dança, em 2009.

Lisa Nelson é praticante de Tuning Scores e exploradora do papel dos sentidos na performance e na observação de movimento. Interessa-se pelo comportamento dançado, por sistemas de transmissão e tradução, por padrões de sobrevivência face à cultura, e pelo sentido da imaginação. Em paralelo com a dança tem dedicado a sua vida à edição em vários suportes, incluindo o vídeo e o jornal “Contact Quaterly”, desde 1976. A sua produção escrita está disponível on-line no site www.movementresearch.org e também no site www.oralsite.be. Vive em Vermont, nos Estados Unidos da América.

 

Foto © Mandoline Whittlesey

Cláudia Dias

20 de Outubro 2021, às 18h30,
BIBLIOTECA PALÁCIO GALVEIAS • LISBOA
Duração aproximada: 2 horas

Entrada livre, mediante inscrição prévia.

Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972. É coreógrafa, intérprete e professora. Iniciou a sua formação em dança na Academia Almadense, foi bolseira na Companhia de Dança de Lisboa, concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea no Forum Dança, e frequentou o Mestrado em Artes Cénicas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o colectivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real. Criou as peças Feedback, E.U. (entrevistem-me urgentemente), Juntem-se 2 a 2, As águias não geram pombas, Per Ti, Histo, One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade de ter Vontade, 23 + 1 e Nem tudo o que dizemos tem de ser feito nem tudo o que fazemos tem de ser dito. Foi artista associada da Re.Al e do Espaço do Tempo e artista residente no Alkantara. Publicou textos nas revistas Boa União e Woman On Scene e nos livros Correspondencias.Bad e Escenas do Cambio. Premiada pelo Clube Português de Artes e Ideias no concurso Jovens Criadores, 1998. Nomeada para o Prémio Melhor Coreografia de 2013 e de 2017 pela Sociedade Portuguesa de Autores. Desde 2016 desenvolve o projecto Sete Anos Sete Peças acumulando funções de direcção, criação, interpretação e formação. Criou a associação Sete Anos.

 

Fotografia  © Alípio Padilha

Aulas de Stretch and Placing- Klein Technique™ - Forum Dança

Stretch and Placement
– Klein Technique™

Com Gisela Dória

Membro do Programa de Formação Klein Technique™

Quinta-feira | 18h00-19h20

4 de Novembro a 16 de Dezembro

 

“Klein Technique™ é um processo de descoberta contínuo. Requer uma articulação constante de informações teóricas e prática experiencial. Como a natureza, é ordenada e infinita em sua descoberta. O objetivo da Klein Technique™ é a educação em um nível profundo de compreensão do uso total do corpo para maximizar o potencial de movimento único de cada indivíduo. É uma técnica que honra o indivíduo. Tem como objetivo ensinar o movimento a partir da perspectiva individual de conhecimento e compreensão internos. Os alunos de todos os níveis de prática da Klein Technique™ irão obter uma visão sobre seus padrões de movimento e hábitos e obter uma maior compreensão interna de seus corpos.

 

É uma prática orientada para o processo, de grande valor para pessoas de todos os níveis de proficiência, dançarinos e não dançarinos.

 

Nesta oficina trabalharemos a partir de exercícios simples e alongamentos lentos que buscam o alinhamento da nossa arquitetura óssea para podermos encontrar conexão com a nossa musculatura de suporte postural mais profunda. Por estarem intimamente conectados aos ossos, esses músculos também estão intimamente relacionados ao movimento. Klein Technique™ é uma investigação profunda e contínua com o intuito de trazer aprendizagem, bom posicionamento, alongamento, fortalecimento e cura para o corpo de modo conectado e integrado.”

Gisela Dória

Bio

Gisela Dória (BR) é coreógrafa, pesquisadora, professora e bailarina. Formada em Londres pelo College da Royal Academy of Dance, tem especialização em Pilates pelo CGPA/ SP e pela Kane School em Nova Iorque. Possui formação em GYROKINESIS®, é membro do programa de Certificação da Klein Technique®.  Tem pós-doutorado pelo Centro de Estudos de Teatro, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutora em Artes da Cena pelo Instituto de Artes da Unicamp.

 

Gisela Doria © Gustavo Vicente
Gisela Doria © Gustavo Vicente

Pré-inscrição

A inscrição é efectuada através de formulário disponível no nosso site e será validada após recepção do comprovativo de pagamento, que deverá enviar para o nosso email.

Destinatários: Para pessoas de todos os níveis de proficiência, amadores e profissionais.

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Número máximo de participantes: 20 pessoas

 

Processo de inscrição

  1. Faça a sua pré-inscrição on-line no formulário indicado para o efeito;
  2. Aguarde o nosso email com as instruções de pagamento;
  3. Proceda ao pagamento da sua inscrição, conforme indicado no email enviado;
  4. Envie-nos o respectivo comprovativo de pagamento para o nosso email;
  5. A sua inscrição só é validada após a recepção do seu comprovativo.

Taxa de Participação

7 aulas: 65,00 € (de 4 de Novembro a 16 de dezembro)

Aulas avulso: 12,00 €/cada

Desconto: 10% alunos e ex-alunos de cursos do Forum Dança.

Formulário de pré-inscrição

Seminário PACAP 5 | Forum Dança

Cosmopoética do Refúgio

Seminário aberto PACAP 5
com Dénètem Touam Bona e Emma Bigé

Forum Dança | Espaço da Penha

8 de Outubro | 14h-16h

[Seminário em francês e inglês]

Este seminário faz parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada a 15 participantes no máximo só é possível participar fazendo reserva prévia. Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

“Nesses tempos sombrios em que proliferam os dispositivos de controle, as resistências devem ser furtivas, mais do que frontais. Atacar em terreno aberto é se oferecer como carne de canhão aos múltiplos poderes que tendem a nos sujeitar, expor-se a ser capturado, desacreditado, criminalizado. Trata- se então de resistir em modo menor, pois colocar-se como maior, maduro, responsável, significa obrigatoriamente ter de se render quando a polícia, os serviços secretos, as agências de segurança nos convocam para prestar contas de nossas vidas furtivas.

A marronagem, portanto, é menos uma forma de conquista do que de subtração ao poder. As táticas furtivas são táticas de des-captura: a qualquer tentativa de captura, opõem o vazio. É essa potência corrosiva da marronagem diante dos aparelhos de captura e dos simulacros produzidos que chamo de fuga.”

Cosmopoética do Refúgio, Cultura e Barbárie, 2020.

 

Dénètem Touam Bona é um filósofo e escritor, colaborador do Instituto Tout-Monde (centro dedicado à obra de Edouard Glissant). Autor de “Fugitif où cours-tu?” (Puf, 2014), “Cosmopoética do Refúgio (Cultura e Barbárie, 2020) e “La sagesse des lianes” (post éditions, 2021), livros que procuram investigar e celebrar as artes fugitivas da marronagem e as promessas metafísicas de uma filosofia centrada na espessura da folhagem e o entrelaçamento de lianas. Dénètem Touam Bona teve muitas experiências: oficinas de formação e redação na prisão, documentalista numa rede internacional de solidariedade, professor de literatura e filosofia na Guiana e Mayotte, etc.

 

Reservas Enviar email para forumdanca@forumdanca.pt

 

© Imagem: “La Sagesse des lianes” organizado no Centre international d’art du paysage Île de Vassivière, a partir de 18 de Setembro de 2021.

Seminários Abertos - PACAP5

RE-PARAR

Seminários Abertos PACAP 5

Forum Dança | Espaço da Penha

De 1 de Outubro a 12 de Novembro  | 14h-16h

Estes seminários fazem parte da programação do PACAP 5

SÓ POR RESERVA!
A participação é gratuita mas porque a lotação é limitada a 15 participantes no máximo só é possível participar fazendo reserva prévia.
Para reservar basta enviar o seu pedido para o nosso email.

“Dizem que os golfinhos de rio não saltam tanto quanto os golfinhos do oceano. Por causa dos fluxos turvos da água corrente eles não confiam nos seus olhos. Os seus olhos encolhem. A sua escuta torna-se mais matizada. Tornam-se especialistas em forma e moldam-se para se tornarem estreitos, esticando-se como o rio.” – Alexis Pauline Gumbs, Undrowned

 

No meio de águas turvas, é muitas vezes urgente desenvolverem-se técnicas de escuta e de atendimento para com o nosso entorno. Antropoceno, Capitaloceno, Plantaçãonoceno, Coronoceno: o nosso presente desconhece o seu nome, mas aponta invariavelmente para uma perigosa extinção de muitas espécies, práticas ou modos de relação passados, presentes e futuros: um desaparecimento perigoso de formas de sentir e de estarmos uns com os outros. Em Mushroom at the End of the World. On the Possibility of Life in the Ruins of Capitalism, Anna L. Tsing sugeriu um antídoto para esta extinção: o desenvolvimento de novas “artes da atenção” — isto é: a insistência em celebrar velhos e novos modos de viver e de morrer, de perceber o nosso entorno, de se estar disponível para o outro.

 

De setembro a novembro de 2021 o primeiro bloco do PACAP5 (https://www.forumdanca.pt/pacap5en/) receberá 24 bailarinos, intérpretes e investigadores para um treino na Composição em Tempo Real de João Fiadeiro, uma técnica entre muitas outras para praticar descentramentos radicais e assistir aquilo que excede a experiência humana. Fernanda Eugénio, colaboradora de Fiadeiro há longo tempo, sugeriu a ferramenta conceptual reparar para descrever esses novos modos de atenção que pareciam ser exigidos pelo nosso presente conturbado e preocupante. Em português, reparar pode ser entendido tanto como “perceber, assistir”, quanto como “restaurar, reparar”. Também significa “parar duas vezes” (re-parar). Existe poder no emaranhado desses três significados. Eles convidam todas as pessoas, de uma vez, a parar e observar como se fosse uma forma de compromisso para com o presente e uma vontade de restaurar o que foi ferido. Numa série de conversas à lareira que acompanharão os nossos três meses juntos, a “trabalhadora do texto” e pensadora Emma Bigé convida escritores, poetas, criadores & activistas a pensar connosco qual a poética da atenção que é necessária agora. O que percebemos? O que ignoramos? O que é que precisa de ser visto e sentido para que as mudanças ocorram? Quem somos e em que colectivos nos poderemos nós tornar para ouvirmos as vozes inéditas das nossas experiências? Às vezes os nossos convidados estarão connosco apenas uma noite, às vezes irão demorar-se mais e ficar connosco no estúdio por alguns dias. Todos os nossos encontros de quarta-feira serão abertos ao público, como uma série de ofertas às comunidades de Lisboa que são nossas vizinhas.

 

Lista de pessoas convidadas:

OUTUBRO 1 Dani d’Emilia
OUTUBRO 8 Dénètem Touam Bona
OUTUBRO 15 Valentina Desideri – Cancelado
OUTUBRO 22 Lisa Nelson – Cancelado
OUTUBRO 29 Mathieu Bouvier – Alteração de Horário: 10h00 – 13h00
NOVEMBRO 5 Rita Natálio – Alteração de Horário: 14h00 – 17h00
NOVEMBRO 12 Carla Bottiglieri

 

Respondedora: Emma Bigé

Emma Bigé escava, escreve sobre, traduz, faz curadoria e improvisa com danças experimentais contemporâneas e filosofias queer & trans*feministas. Vive e ensina e pesquisa como nómada dentro e fora de Larret (Périgord), Aix-en-Provence (sul de França) e noutros destinos acessíveis por comboio. Entrou na dança na América do Norte e na Europa Ocidental com Steve Paxton, Lisa Nelson, Nancy Stark Smith, Matthieu Gaudeau e, mais recentemente, A. Livingstone, João Fiadeiro e muitos outros. Editou vários livros e realizou exposições dedicadas à dança e à improvisação (Gestes du Contact Improvisation, Steve Paxton: Drafting Interior Techniques, La perspective de la pomme. Histoire, politiques et pratiques du Contact Improvisation). Através de livros e de práticas textuais Emma Bigé atualmente investiga o potencial somatopolítico da dança na celebração de formas estranhas e raras de ternura entre os seres humanos e as outras criaturas da Terra.

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