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Laboratório Coreográfico 26/27

Laboratório Coreográfico 26/27

Laboratório Coreográfico 2026/2027

Com Maria Ramos

Quarta-Feira | 19h30-21h30

Trabalhamos a relação entre corpo e espaço. 
Vemos os nossos coreógrafos preferidos e lemos os nossos autores de eleição para pensar movimento, composição, as suas paisagens e geografias. 
Traçamos mapas, percorremos trilhos e descobrimos ‘acontecimentos’. Umas vezes mapeamos a dança, outras vezes a dança sai do mapa.
Compomos danças em que todos somos, simultaneamente, autores/as, intérpretes e observadores.

Aulas regulares de pesquisa de movimento e de improvisação-composição em Dança, organizadas em três ciclos de trabalho, com momentos de encontro e partilha ao longo do ano letivo.

A partir de diferentes práticas e metodologias de improvisação-composição, começaremos por formar corpo (individual e coletivo), pesquisando diferentes possibilidades e qualidades de movimento e de presença. Ao longo do percurso iremos trabalhar as relações entre corpo, espaço, som, objetos, textos e narrativas, afinando progressivamente a nossa atenção e expandindo esse campo de trabalho ao espaço público – paisagem, geografia, horizonte, relevo.

 

Nota prática

Cada sessão começa com um aquecimento físico que mobiliza a respiração, o corpo e o movimento, preparando a prática e introduzindo as propostas de trabalho que irão orientar a sessão. Este momento inicial cria um ponto de partida individual e coletivo, fundamental para o desenvolvimento do trabalho ao longo da aula. Para que possamos começar a aula em conjunto, pedimos que os participantes cheguem alguns minutos antes do início da sessão, para terem esse momento pessoal de alongar e ir chegando ao espaço.

 

 

Como se organiza o Laboratório

As sessões são orientadas por mim e, ao longo do ano, gosto de convidar artistas – bailarinas/os, coreógrafas/os e músicas/os – para partilharem práticas e perspetivas que dialogam com o trabalho que vamos desenvolvendo. Estas sessões integram-se no percurso do Laboratório e contribuem para aprofundar as práticas de improvisação, composição e o jogo coletivo! 

 

 

Plano trimestral

As sessões são orientadas por mim e, ao longo do ano, gosto de convidar artistas — bailarinas/os, coreógrafas/os e músicas/os — para partilharem práticas e perspetivas que dialogam com o trabalho que vamos desenvolvendo. Estas sessões integram-se no percurso do Laboratório, aprofundando as práticas de improvisação e composição e enriquecendo o jogo coletivo.

 

Outono  (Setembro – Dezembro)

Sintonização e exploração dos princípios técnicos e composicionais que irão sustentar o trabalho ao longo do ano. Práticas de movimento e improvisação em dança. JAM no final do trimestre.

 

Inverno  (Janeiro – Março)

Desenvolvimento das práticas de improvisação-composição, afinando a atenção, a presença e o jogo. Encontro e JAM no final do trimestre.

 

Primavera  (Abril – Junho)

Expansão do trabalho desenvolvido ao longo do ano. Exploração de diferentes contextos de criação, incluindo sessões no exterior e em estúdios parceiros, culminando em momentos de partilha e encontro.

 

*A participação ativa, o compromisso, a entrega pessoal são fundamentais para a continuidade do trabalho individual e coletivo.
*Os momentos de partilha e o respetivo formato serão definidos ao longo do ano letivo, de acordo com o desenvolvimento do trabalho e do grupo.

 

 

Público alvo

Profissionais, não profissionais, estudantes de dança, teatro e outras áreas performativas e artísticas, bem como pessoas provenientes de diferentes percursos e interesses que pretendam aprofundar a sua prática em dança contemporânea através da improvisação, composição e pesquisa de movimento.

Quem inicia agora a prática da dança beneficiará de começar o percurso no início do ano letivo, acompanhando a evolução do grupo desde o primeiro ciclo de trabalho.

 

 

Roupa / Material
Recomenda-se roupa confortável que proteja também o corpo quando trabalhamos no chão (calças e t-shirt de manga comprida). Trazer garrafa de água, caderno e caneta. Algumas propostas poderão decorrer fora do estúdio – nesse caso, é recomendável trazer uma camada de roupa quente e calçado confortável.

 

 

Artistas convidadas de anos anteriores
Joana Pupo (atriz/criadora), Jaime Mears (atriz/criadora, AU-PT), Ana Mira (bailarina/docente), Sara Anjo (bailarina/criadora), Teresa Silva (bailarina/criadora), Angus Balbernie (coreógrafo/diretor, UK), Christy Funsch (bailarina/criadora, USA), Inês Zinho Pinheiro (bailarina/criadora), moss kissing (músico), Miguel Sobral Curado (músico), Noeli Kikuchi (bailarina/criadora).

 

 

Territórios de investigação

Palavras-chave 

  • Espaço · Corpo
  • Relação · Atenção
  • Paisagem · Travessia
  • Coreografia como paisagem-em-ação*
  • Prática como investigação

 

*Coreografia como paisagem-em-ação – título da investigação em dança que desenvolvo no âmbito da minha prática coreográfica e pedagógica.

Biografia

Maria Ramos

Entre 1996 e 2009 viveu nos Países Baixos, onde estudou e desenvolveu a sua carreira como bailarina, colaborando com diversos coreógrafos independentes na Europa e nos Estados Unidos. Destacam-se as colaborações com o coreógrafo/diretor Angus Balbernie (UK), as coreógrafas Olga Pona (RU), Katja F. M. Wolf (DE) e Janis Claxton (UK-AU). Concluiu a formação em Dança na Hogeschool voor de Kunsten / ArtEZ (1996-2000) e o mestrado em Coreografia – Master of Choreography (2006–2008) – no ArtEZ Institute of the Arts, em Arnhem.

De regresso a Portugal, frequentou o curso Pesquisa e Criação do Forum Dança, em Lisboa, onde iniciou a criação do seu primeiro solo, 7pm/Rumour. Esta peça marca o início do ciclo Um Certo Grau de Imobilidade, apoiado pela DGArtes e pela Fundação Calouste Gulbenkian. Esse ciclo também inclui as peças Nerves e Something Still Uncaptured, apresentadas nos Países Baixos, Portugal e Argentina. Posteriormente, coreografou a peça Árida, projecto apoiado pela DGArtes.

Atualmente desenvolve a sua actividade entre a criação artística, a docência e a colaboração com diferentes estruturas e criadores. Lecciona na Escola Superior de Dança (desde 2017), na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (desde 2016) e no Forum Dança (desde 2012). Tem colaborado, entre outros, com Madalena Victorino, Lavrar o Mar, Joana Pupo, Mente de Cão e o CITAC (Coimbra).

A sua prática artística e pedagógica investiga a coreografia como paisagem-em-acção, articulando criação, docência e investigação.

 

“Quando me perguntam que técnica de dança leciono e com quem estudei improvisação, composição e coreografia, acabo sempre por ter de falar sobre o meu percurso e práticas de dança. Nas minhas aulas, faço uma abordagem própria que inclui técnicas de dança contemporânea que têm como base a técnica Release (aprendidas com Amélia Bentes e Sofia Neuparth e, mais tarde, durante o curso na EDDC/ArtEZ com os professores Eva Karczag, Mary O’Donnell Fulkerson, Gill Clarke e João da Silva); contact-improvisation (Karen Nelson, Steve Paxton); floor work; partner work (David Zambrano, Iñaki Azpillaga/Ultima Vez); fall and recovery; movimento vertical e através do espaço; improvisação e composição. Desenvolvidas ao longo do meu percurso em dança com professores e coreógrafos da chamada Nova Dança Portuguesa, como Sofia Neuparth, Amélia Bentes, Peter Michael Dietz, Clara Andermatt e Francisco Camacho, especialmente no contexto do Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica de cinco meses no Forum Dança, assim como nos Países Baixos e na Inglaterra, com criadores e professores como Steve Paxton, Deborah Hay, Yvonne Rainer (com quem aprendi o icónico solo “Trio A”) e Karen Nelson/Lisa Nelson, e com bailarinos e professores das companhias Trisha Brown e Siobhan Davies, Eva Karczag (que me transmitiu noções de ‘full-body movement and the practice of being in the moment’ e com quem também pratiquei a arte marcial T’ai Chi Ch’uan que, por sua vez, Karczag aprendeu com a professora Gerda Geddes), Lisa Kraus e Gill Clarke.

Também marcante para mim a nível do trabalho performativo do intérprete, da composição e da improvisação foi o trabalho que desenvolvi enquanto bailarina com o coreógrafo/diretor Angus Balbernie, entre 2000-2009, e os workshops com o colectivo Goat Island Performance Group, Matthew Goulish e Lin Hixson, Deborah Hay, Peter Pleyer e Jonathan Burrows.”

 

Mais info: Trabalho Coreográfico | Caderno de Laboratório | Aulas e Práticas de Dança, Hoje

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