Forum Dança - João Fiadeiro | PACAP 5

Candidaturas PACAP 5

Não saber juntos

Com curadoria de João Fiadeiro em colaboração com Márcia Lança, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio.

Já estão abertas as candidaturas para a próxima edição do PACAP – Programa Avançado de Criação em Artes Performativas.

 

A quinta edição do Programa Avançado de Criação em Artes Performativas conta com curadoria de João Fiadeiro, em colaboração com Márcia Lança, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio.

 

Este curso de formação avançada decorrerá de 6 de Setembro de 2021 a 30 de Julho de 2022 e destina-se a bailarinos, coreógrafos, performers e outros artistas com práticas ligadas à performance, ao corpo e ao movimento.

 

Toda a informação aqui.

 

Formulário de candidaturas on-line aqui.

Forum Dança | PACAP 5 - João Fiadeiro
João Fiadeiro © Ana Viotti
Forum Dança - João Fiadeiro | PACAP 5

PACAP 5 – 2021/2022

Curadoria de João Fiadeiro

em colaboração com Márcia Lança, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio.

De 6 de Setembro de 2021 a 30 de Julho de 2022

Introdução

A programação do PACAP 5 terá como ambição proporcionar diferentes tempos de relação com a investigação artística, tendo como referência o estudo e a experimentação da improvisação através da Composição em Tempo Real (bloco I); processos de colaboração a partir de uma pergunta partilhada (bloco II); e processos de investigação individual de cada participante (bloco III). Dependendo dos seus interesses e disponibilidades, os participantes poderão escolher fazer 3, 6 ou 9 meses de curso. Os blocos não podem ser feitos isoladamente (a não ser o primeiro), estando imaginados de forma cumulativa. O número de participantes decrescerá à medida que o curso avança: 24 no primeiro bloco, 16 no segundo e 8 no terceiro, produzindo assim diferentes intensidades e modos de envolvimento com a investigação da decisão, da colaboração e da criação que este curso propõe.

Alguns membros do Coletivo Atelier RE.AL (Márcia Lança, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio) irão estar presentes durante toda a duração do curso na qualidade de investigadores residentes, co-orientadores e facilitadores e com o intuito de replicar a prática laboratorial que sempre caracterizou a nossa actividade. O objectivo é produzir uma sensação de continuidade entre os blocos e criar as condições para se ir mais fundo na investigação, experiência difícil de implementar se o curso fosse estruturado à volta de uma participação mais fragmentada e pontual de convidados externos. De qualquer forma, paralelamente a essa relação mais constante com o Coletivo Atelier RE.AL, convidaremos artistas e investigadores para orientar workshops pontuais, directamente associados às questões a serem exploradas em cada bloco. Pretendemos com esses convites proporcionar uma distância crítica em relação à nossa prática, aceder a outros modos de fazer-pensar a investigação artística e, ao mesmo tempo, criar um tempo de respiração entre os ciclos de experimentação.

Proposta

Diante da crise global que estamos a viver, tanto pela rapidez estonteante com que o mundo hegemónico tenta voltar à “normalidade”, como pela monumental incerteza que continuamos a experimentar, é urgente termos mais cuidado com o entorno, estarmos mais atentos aos detalhes e sermos mais sensíveis às diferenças. Fica muito claro que nos tempos que correm, a sustentabilidade e a resiliência dos sistemas não vêm da nossa habilidade em responder, mas da nossa capacidade em perguntar. E mais: da nossa capacidade em formular a pergunta. Por isso uma pergunta “como não-saber juntos?” é tão importante. Ela reconhece que não é sobre saber ou consumir. É sobre saborear, questionar e imaginar mundos. Juntos.

Durante toda a extensão do curso queremos manter a pressão “na ferida” dessa pergunta, resistindo à tentação de respondê-la e repetindo-a a partir de diferentes ângulos, em diferentes escalas, com diferentes intensidades. Para que diferentes formulações emerjam, diferentes modos de estar se apresentem, diferentes posições se ofereçam. Será algures entre todas essas diferenças que o comum aparecerá. E quando isso acontecer temos que lá estar, disponíveis para o receber. Talvez seja essa a nossa única responsabilidade: comparecer quando o presente nos convocar.

Perceber os acontecimentos desta perspectiva (encarar o não-saber como a única coisa que temos) é aquilo que nos motiva ao desenhar esta formação como prática duracional de estar no presente. Estamos convictos que se situa aqui, nesta brecha que se abre no tempo ao nos depararmos com a impossibilidade de continuar, a real potência da acção. Porque se é verdade que essa interrupção nos pode imobilizar (por vermos as nossas expectativas suspensas), ela é também uma oportunidade única para desactivar o hábito que temos em nos deixar levar pela frenética economia da atenção a que os regimes de organização e controle do desejo nos submetem. A experiência pessoal e colectiva que resulta da suspensão do saber é, nesta perspectiva, um património absolutamente chave para nos posicionarmos política, ética e artisticamente.

É nesse intervalo – entre o momento em que colidimos com aquilo que nos afecta e o momento em que nos relacionamos com as suas possíveis manifestações – que o gesto de imaginar, desorganizar e reorganizar os nossos padrões de percepção pode ter lugar. Essa exploração não pretende cessar o movimento nem tão pouco focar a atenção a ponto de objectivá-la. Explorar o intervalo não significa propor uma experiência de contemplação ou de passividade, e muito menos do privilégio de habitar o tédio profundo como lugar de criação. O que esta abordagem propõe é exercitar a nossa capacidade em deslocar a percepção na direcção da periferia do acontecimento, na direcção das relações infinitesimais que nos atravessam e que podem, inclusive, se contradizer entre si. O que esta abordagem propõe é encontrar o movimento dentro da pausa. O tempo dentro do tempo. A experiência do reparar.

Reparar no triplo sentido da palavra: parar de novo, reparação e observação. Esse gesto (de pausa, de cuidado e de atenção) não é mais do que um exercício de implicação no presente que, por sua vez, cria as condições para desenvolver um sentido de responsabilidade perante o nosso entorno e perante o outro. / Equipa Curatorial 

Informações

Seleccione cada uma das secções abaixo para tomar conhecimento de todas as especificações do programa e dos processos de candidatura e selecção de candidatos.

Locais onde decorrerá o programa

Público-alvo

Curso aberto a bailarinos, coreógrafos, performers e outros artistas com práticas ligadas à performance, ao corpo e ao movimento. Os candidatos devem posicionar-se enquanto pares e não enquanto alunos e entender a criação artística como um espaço de investigação através da arte, ou seja, enquanto plataforma para explorar e experimentar processos de relação, de colaboração e de decisão num ambiente que não faz diferença entre teoria e prática, que promove a permeabilidade entre disciplinas e que olha para a obra de arte enquanto consequência de um processo e não como o seu fim.

Notas

  1. A língua do curso será inglesa e portuguesa, dependendo de quem está a orientar a sessão e das necessidades de cada momento.
  2. Serão atribuídas bolsas a 3 participantes, após a aceitação no programa, que possam assegurar a tradução simultânea para pequenos grupos. A bolsa consiste na redução de 50% da propina total.

Cronologia do programa

Bloco I

Estudo, experimentação e prática da Composição em Tempo Real
6 de Setembro a 4 de Dezembro 2021

Bloco II

Processos de colaboração a partir de uma pergunta partilhada
17 de Janeiro a 16 de Abril 2022

Bloco III

Processos de investigação individual de cada participante
26 de Abril a 30 de Julho 2022

Artistas e intervenientes convidados

Bloco I

Lisa Nelson (USA), Romain Emma-Rose Bigé (FR).

Bloco II

Coletivo Hormigonera (UY), David-Alexandre Guéniot / GHOST (PT), Orquestina de Pigmeos (ES), Projeto Companhia – João dos Santos Martins (PT).

Bloco III

Eleonora Fabião (BR), Gustavo Sumpta (PT), La Ribot (ES), Luara Learth/Acauã Elbandido (BR), Mette Edvardsen (NO).

Processo de candidaturas

A submissão de candidaturas processa-se única e exclusivamente através de formulário disponível mais abaixo. As candidaturas serão aceites em português ou inglês e deverão incluir:

 

  • Carta ou vídeo de motivação onde o/a candidato/a expressa as razões pelas quais se candidata (max. 1 pág. A4, em formato .pdf ou um vídeo com máx. de 3m – no caso de enviar vídeo, deve submeter link onde o mesmo possa ser visualizado)
  • CV com fotografia e nota biográfica incluída (max. 2 pág. A4, em formato .pdf – não exceder 1MB)
  • Link para Portfólio documentando trabalhos do/a candidato/a com textos, imagens e links para registos vídeo (max. 10 pág. A4, em formato .pdf)
  • Indicação do contacto de 2 figuras com quem o/a candidato/a se tenha relacionado (professor/a, colaborador/a, curador/a/programador/a, etc.) que poderão ser contactados para que possamos ter uma perspectiva externa do perfil do/a candidato/a.
  • Indicação expressa dos blocos que tenciona frequentar (I, I+II ou I+II+III). Só é possível frequentar o segundo e terceiro blocos tendo frequentado os blocos anteriores.

 

! NOTA IMPORTANTE !

Pedimos que não enviem, com as vossas candidaturas, links dos vossos trabalhos em forma de download de ficheiros. Os links devem estar apenas disponíveis para visualização dos ficheiros online. Apenas aceitamos como ficheiro para download o vosso CV e a vossa carta de apresentação, tudo o resto deve ser de acesso livre e on-line.

Processo de selecção

Bloco I+II+III (9 meses)

  • Duração: 6 Setembro 2021 a 30 Julho 2022
  • Data limite candidatura: 29.01.2021
  • Datas das fases de selecção:
    • 12.02.2021 ›› Comunicação aos candidatos pré-seleccionados
    • 15 a 19.02.2021 ›› Workshop on-line
    • 22 a 26.02.2021 ›› Entrevistas individuais com equipa curatorial
    • 01.03.2021 ›› Comunicação de resultados

Bloco I+II (6 meses)

  • Duração: 6 Setembro 2021 a 16 Abril 2022
  • Data limite candidatura: 12.03.2021
  • Datas das fases de selecção:
    • 19.03.2021 ›› Comunicação aos candidatos pré-seleccionados
    • 22 a 26.03.2021 ›› Workshop on-line
    • 29.03.2021 ›› Comunicação de resultados

Bloco I (3 meses)

  • Duração: 6 Setembro a 4 Dezembro 2021
  • Data limite candidatura: 16.04.2021
  • Datas das fases de selecção:
    • 23.04.2021 ›› Comunicação aos candidatos pré-seleccionados
    • 26 a 30.04.2021 ›› Workshop on-line
    • 03.05.2021 ›› Comunicação de resultados

Nota

  1. Serão agendadas entrevistas individuais on-line com a direcção do Forum Dança em data a definir.

Propinas

Bloco I (3 meses)

  • Taxa de Inscrição: 100 € até 1 semana após a admissão no curso.
  • Mensalidades: 300 € x 3 meses

Bloco I+II (6 meses)

  • Taxa de Inscrição: 100 € até 1 semana após a admissão no curso.
  • Mensalidades: 290 € x 6 meses

Bloco I+II+III (9 meses)

  • Taxa de Inscrição: 100 € até 1 semana após a admissão no curso.
  • Mensalidades: 270 € x 9 meses

Notas

  1. As mensalidades deverão ser pagas até dia 30 do mês anterior, sendo o primeiro pagamento feito até 30 de Agosto.
  2. Se o curso for pago na sua totalidade, até dia 30 de Agosto de 2021, terá um desconto de 10%.
  3. Serão atribuídas bolsas a 3 participantes, após a aceitação no programa, que possam assegurar a tradução simultânea para pequenos grupos. A bolsa consiste na redução de 50% da propina total.

Horários

De Segunda a Sexta-feira das 10h00 às 17h00.

Sinopses

Seleccione cada uma das secções abaixo para tomar conhecimento das diferentes sinopses para cada um dos blocos que compõem este programa.

Bloco I. Estudo, experimentação e prática da Composição em Tempo Real

A proposta neste bloco será mergulhar, de forma intensa (e extensa), na investigação, experimentação e aplicação da ferramenta Composição em Tempo Real (CTR), uma prática (teórica) e uma teoria (prática) que se oferece enquanto “campo” (lugar, território), que tem como única razão de existir, acolher e hospedar as forças que estão em jogo a cada instante, naquilo a que convencionamos chamar de “presente”. No interior desse presente e na perspectiva da Composição em Tempo Real, movimenta-se um tempo expandido, simultaneamente “não mais” e “ainda não”. Um tempo não-linear, vivido como uma fita de Möbius, onde o interior e o exterior, o antes e o depois, a forma e a força, se misturam e se confundem.

 

Antes de quaisquer apresentações ou introduções, a primeira semana do curso começará com uma performance colectiva com os 24 intervenientes inscritos no curso intitulada “O que fazer daqui para trás”_versão expandida. Esta será a forma de nos apresentarmos: via acção, através das marcas que deixamos com as nossas posições. Só na segunda semana, o grupo terá tempo para se conhecer melhor e partilhar com os outros os seus percursos individuais.

 

Durante toda a duração do bloco João Fiadeiro será acompanhado por Márcia Lança e Daniel Pizamiglio, respectivamente com 15 e 10 anos de prática intensiva de Composição em Tempo Real. Iremos ainda contar com a presença continuada da “trabalhadora-do-texto” Romain / Emma Bigé, filósofa e dançarina trans*feminista francesa, com quem João Fiadeiro já colaborou inúmeras vezes (nomeadamente na co-curadoria da exposição “Esquissos de Técnicas Interiores”, em torno do legado e obra de Steve Paxton) e que organizará seminários semanais que situam as práticas experimentais da Composição em Tempo Real em relação (nas suas próprias palavras) “à capacidade da dança para celebrar formas inusitadas e raras de ternura entre humanos e outras criaturas da Terra. Ela oferecerá Práticas Textuais, incluindo: “Sexy Library” (porque ler é sexy), “Blind Book Club”, “Conceptual Speed Dating” e outras maravilhas para pensar com textos e contornar o córtex”. Teremos ainda a presença da coreógrafa e improvisadora Lisa Nelson que dirigirá um workshop de duas semanas em torno da sua investigação Tuning Scores. Entre os pares de João Fiadeiro que se ocupam com as questões do pensar-operar a decisão e a performance, Lisa é com quem tem mais afinidades e um enorme respeito. A sua presença servirá não só para partilhar com os participantes  o pensamento absolutamente singular desta artista americana, como para colocar  em relação duas ferramentas de composição e improvisação  com inúmeros pontos de contacto.

 

Este bloco irá culminar com duas semanas dedicadas ao estudo, experimentação e reenactment da performance EXISTÊNCIA no Teatro do Bairro Alto em Lisboa, parceiro estratégico e co-produtor do PACAP 5. O EXISTÊNCIA foi um projecto de João Fiadeiro que estreou no Centro Georges Pompidou em Paris em 2002 onde se praticou Composição em Tempo Real ao vivo, colocando os performers e público num lugar de experiência radical com o presente e com a ideia de não-saber juntos. A experiência do EXISTÊNCIA foi estruturante na sistematização e processamento da ferramenta CTR e influenciou de forma profunda dezenas de coreógrafos, performers e artistas que passaram por esta experiência. O artista plástico Walter Lauterer e o músico Arnold Noid (que se encarregaram respectivamente da composição em tempo real do espaço e do som), estarão presentes em Lisboa para as apresentações públicas com os participantes do curso.

Bloco II. Processos de colaboração a partir de uma pergunta partilhada

Neste segundo bloco, queremos que o grupo (agora reduzido a 16 intervenientes) continue a ocupar-se com a questão do processo colaborativo, mas agora a partir de uma pergunta comum (uma abordagem que fica entre a “ausência de pergunta prévia” explorada no primeiro bloco e a existência de uma “pergunta individual” a ser explorada no terceiro bloco).

 

Esta é uma problemática que ocupa João Fiadeiro  desde os anos 90 e que, de certa maneira, foi a razão pela qual se começou a desenvolver uma ferramenta de trabalho como a Composição em Tempo Real. A ambição na altura era desenhar uma linguagem comum que criasse um campo de experimentação partilhado, mas sem deixar que essa linguagem nos condicionasse (nos condenasse) a seguir uma direcção previamente estabelecida (normalmente ditada pelo autor). Mas também não tínhamos interesse em desenvolver uma experiência exclusivamente horizontal porque sabíamos que a simples extracção do autor da equação não impedia que as estruturas de poder, desta vez implícitas, tomassem conta da narrativa.

 

O que constatamos é que existe uma diferença abissal no modo como esta estratégia “diagonal” de abordar a colaboração é aplicada se estivermos perante a perspectiva de uma decisão individual (como acontece na prática da improvisação ou mesmo no trabalho a solo), ou a partir da perspectiva de uma decisão colectiva (como acontece, por exemplo, no processo criativo em projectos de grupo). Enquanto que, ao nível da decisão individual, a “questão do afecto” pode ficar na sombra, protegido da luz e da formulação (e dar-se ao luxo de se manifestar só no fim), ao nível da criação colectiva, se o afecto (aquilo que nos move e nos liga) não for partilhado à partida, emergem de imediato, no interior do grupo, dinâmicas de relação simétricas (tendencialmente conflituosas) ou complementares (tendencialmente submissas) que impedem a construção de um comum partilhado. O que procuramos é criar as condições para que se activem formas de relação “recíprocas” e, no caminho, desactivamos lógicas binárias de relação onde, ou se tenta convencer alguém da nossa opinião ou ideia, ou nos subjugamos à opinião ou ideia do outro. Uma relação recíproca implica que partilhemos os “afectos” e as forças em jogo no momento do encontro (por definição vulneráveis, incompletas, frágeis). Implica que escutemos e prestemos atenção aos sinais (ainda fracos) daquilo que o acontecimento pede. Implica aceitar que não sabemos (juntos).

 

Como é que se identifica, circunscreve e partilha um afecto colectivo de forma a se poder trabalhar o encontro? E como é que é possível criar uma força vital comum que permita que a obra final traduza uma inquietação transversal e não um patchwork de tendências, desejos e desassossegos dispersos?

 

Serão estas as questões que servirão como ponto de partida para a investigação neste segundo bloco, que serão colocadas e geridas sobretudo a partir das vozes (e dos corpos) de quem experimentou na pele a tensão entre autoria, autoridade, autorização e autonomia: os performers e co-criadores dos projectos de grupo. Este período de investigação será por isso exclusivamente mediado por Márcia Lança e Carolina Campos, com a presença pontual de João Fiadeiro. Não só tiveram ambas papéis centrais na criação de peças de grupo da RE.AL como, nos últimos anos, vêm desenvolvendo juntas um conjunto de projectos em co-autoria onde estas questões têm um lugar de relevo.

 

O resultado das investigações desenvolvidas neste bloco serão mais uma vez apresentadas no Teatro do Bairro Alto num formato e numa configuração a definir.

 

Em paralelo a esta investigação continuada, instigada e mediada pela Márcia e a Carolina (mas desenvolvida de forma auto-organizada pelos intervenientes no curso), teremos a participação de alguns colectivos convidados que irão funcionar como “estudos de caso” através da partilha das suas práticas, experiências e questionamentos em relação à criação colectiva. Num primeiro momento iremos acolher João dos Santos Martins com a Companhia, projecto criado em modo colectivo em 2018 (que reúne o mesmo grupo que criou “Projeto continuado” em 2015) e que coloca o termo “companhia” em perspectiva, referindo-se simultaneamente à ideia de uma companhia de dança, à companhia entre pessoas e a uma noção de colectivo e interdependência presente na experiência de comunidade. De seguida teremos o projecto Hormigonera – que em português significa “betoneira” – uma prática de criação colaborativa que pesquisa modos alternativos de colaboração e processos dramatúrgicos. É activado por um grupo de artistas uruguaios que trabalham nas linguagens do espaço, matéria, luz e som para invocar acções performativas que procuram “dar voz” a materiais “pobres” e “marginais” colocando-se eles próprios, enquanto artistas, ao serviço do seu agenciamento. Por fim teremos o colectivo catalão Orquestina de Pigmeos, que se movimenta na fronteira da performance, do som e do cinema, trabalhando sobretudo em ambientes site-specific e em estreita cooperação com as comunidades e moradores locais. Neste bloco teremos ainda a participação, de modo transversal, de David-Alexandre Guéniot, director da editora GHOST, que desenvolverá um projecto de edição com os intervenientes, que culminará na criação de um livro de artista(s) produzido de forma colectiva.

Bloco III. Processos de investigação individual de cada participante

Chegados a esta fase do curso, agora com 8 participantes, o foco passará a ser a investigação individual de cada interveniente. João Fiadeiro, Carolina Campos e Daniel Pizamiglio colocar-se-ão nesta fase “ao serviço” dos projectos de cada artista, numa postura de acompanhamento e facilitação. O objectivo será utilizar as ferramentas entretanto trabalhadas e experimentadas nos primeiros dois tempos do curso e canalizá-las agora para uma investigação individual, com o intuito de se conseguir activar o processo de tradução que vai desde o afecto inicial, passando pela formulação do seu enunciado, até à manifestação do acontecimento em si.  Essa manifestação – que voltará a ter lugar no Teatro do Bairro Alto – poderá ter lugar na forma de esquisso, de maquete ou até de “obra” desde que o foco, em qualquer destas escalas, não esteja no produto mas no processo. O que nos interessa perguntar e identificar são os modos mais apropriados (para aquele/a artista e aquele material em particular) para que a potência contida na pergunta inicial (que o/a faz mover e, no limite, querer criar), possa ser traduzido de maneira a que haja uma correspondência entre o afeto inicial e o gesto entretanto tornado público.

 

Esta dimensão pública da partilha é fundamental para que o “outro” deixe de ser idealizado e para que se entenda que um gesto só é realmente concluído quando recebido por um terceiro. É muitas vezes neste momento de “colisão” com o outro, que nos apercebemos com clareza se aquilo que dissemos-fizemos era exatamente aquilo que queríamos dizer-fazer. Raramente é. Mas o que importa, sobretudo num contexto de formação-investigação, é a identificação dessa dificuldade para que, a partir daí, se possa voltar a falhar. “Falhar melhor”, como nos diz Beckett.

 

Durante o decorrer do bloco seremos visitados por cinco artistas – La Ribot, Gustavo Sumpta, Mette Edvardesen, Eleonora Fabião e a dupla Luara Learth/Acauã Elbandido – que irão partilhar com o grupo o modo como “falharam” para chegar ao lugar de investigação em que se encontram. São artistas que partilham premissas semelhantes na relação que desenvolvem com o gesto artístico, sobretudo ao nível das suas éticas de trabalho e compromisso radical com o tempo presente. Têm ainda em comum um posicionamento crítico em relação às suas disciplinas, não se deixando capturar por qualquer tipo de catalogação artificial e manipuladora. Mas fizemos questão que fossem artistas bastante díspares entre si, tanto ao nível formal como ao nível geográfico e geracional.

 

A nossa expectativa é que o acesso aos seus modos de operar informe os intervenientes desta simples equação:  os caminhos para se chegar à construção de uma obra (gesto, acção) serão sempre múltiplos, mas será sempre a partir da colisão (e relação) entre as nossas forças e as nossas vulnerabilidades  (entre a poesia e a selvajaria), que algo vital e urgente poderá emergir.

Formulário de candidaturas

Biografias

Curadoria

Forum Dança | PACAP 5 - João Fiadeiro
João Fiadeiro © Ana Viotti

João Fiadeiro

Nascido em 1965, João Fiadeiro pertence à geração de coreógrafos que surgiu no final da década de 1980 e que deu origem à Nova Dança Portuguesa.

O seu percurso, quer enquanto coreógrafo ou performer, como enquanto investigador ou curador, centrou-se na criação de condições para a experimentação, a prática laboratorial e o cruzamento interdisciplinar. Esta actividade foi realizada tanto no quadro da direcção de projectos de programação e investigação artística, que passaram pelo Centro Cultural da Malaposta (1990-95), pelo Espaço Ginjal (1995-1998), pelo Lugar Comum (1999-2000), pelo Espaço A Capital (2000-2002) e pelo Atelier Real (2004-2019), como no quadro da sua prática artística, através das criações e dos ateliers de investigação organizados em torno da Composição em Tempo Real.

Em todas estas diferentes plataformas de encontro, João Fiadeiro foi sempre acompanhado por artistas que participaram activamente enquanto criadores, performers, investigadores e programadores, contribuindo de maneira decisiva para a existência deste projecto durante 30 anos de actividade ininterrupta.

O grupo actual – a que se está a chamar de Coletivo Atelier RE.AL – tem uma composição variada, mas para este PACAP foram convidados Márcia Lança, Carolina Campos, Daniel Pizamiglio e Ivan Haidar que têm tido um papel preponderante na actividade do colectivo nos últimos 5 anos, desde a co-criação de obras colectivas (O que fazer daqui para trás/2015 e From Afar it was an island, de perto uma pedra/2018), passando pelo processamento e sistematização da Composição em Tempo Real, até à programação do Atelier Real.

Colaboradores

Forum Dança | PACAP 5 - Márcia Lança
Márcia Lança

Márcia Lança

Márcia Lança iniciou a sua formação em Artes do Espectáculo no Chapitô (1999/02). Da formação em dança destaca ex.e.r.ce 05 no CCN de Montpellier, o curso básico de Análise do Movimento, pelo IAM (2004), o Curso de Dança Contemporânea e Pesquisa de Movimento na SNDO de Amesterdão (2003), o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica no Fórum-Dança (2002) e a formação contínua no C.E.M. (2001/04).

Criou Dentro do Coração, NOME, Por esse Mundo Fora, Evidências Suficientes para a Não Coerência do Mundo, Happiness and Misery, 9 Possible Portraits, O Desejo Ignorante, Trompe le Monde, Morning Sun, Dos joelhos para baixo.

Colaborou com João Fiadeiro, Cláudia Dias, Sónia Baptista, Alex Cassal, Carolina Campos, Miguel Castro Caldas, Olga Mesa, Nuno Lucas, Jørgen Knudsen, Aniol Busquets e Thomas Forneau.

Forum Dança | PACAP 5 - Carolina Campos
Carolina Campos

Carolina Campos

Carolina Campos é brasileira e vive entre Lisboa e Barcelona.

Realizou o Programa de Estudos Independentes do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona.

No Brasil trabalhou com a Lia Rodrigues Cia de Danças, entre 2008 e 2011.

Colabora intensamente desde 2013 com João Fiadeiro na formação, criação e investigação da Composição em Tempo Real.

Em Barcelona está associada ao Centro de Criação Escocesa.

Forum Dança | PACAP 5 - Daniel Pizamiglio
Daniel Pizamiglio © Matheus Martins

Daniel Pizamiglio

Daniel Pizamiglio é performer e criador brasileiro.

De 2008 a 2010 fez o Curso Técnico em Dança de Fortaleza (2008-2010). Durante este período encontrou o coreógrafo João Fiadeiro e a partir deste encontro mudou-se para Lisboa em 2012, onde actualmente vive e trabalha.

Desde então estuda e pratica a Composição em Tempo Real; participou no Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança (2015-2016); tem colaborado como intérprete, co-criador e assistente de direcção com diferentes artistas.

No seu trabalho autoral, procura um encontro entre a poesia e o corpo (“Dança Concreta”) e como activar a corporalidade dos afectos e da relação (“Preste Atenção Em Tudo A Partir de Agora”).

Apoios e Parcerias

Coprodução PACAP 5: TBA – Teatro do Bairro Alto

Apoios PACAP 5: O Rumo do Fumo, Alkantara, Estúdios Victor Córdon, O Espaço do Tempo

Forum Dança | Apoios PACAP 5

Actividades PACAP 5

Forum Dança - CGPAE - 28.ª Edição Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo 2021

Candidaturas CGPAE 28

Estão abertas as candidaturas para a 28.ª Edição do CGPAE – Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo, do Forum Dança.

Para candidatar-se à 28.ª edição do CGPAE deve submeter a sua candidatura online.

Candidaturas abertas até dia 10 de Janeiro de 2021.

Mais informações aqui.

Candidatura online aqui.

Forum Dança - CGPAE - 28.ª Edição Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo 2021

CGPAE 28 – 2021

28.ª Edição do Curso de Gestão/Produção
das Artes do Espectáculo / 2021

O Curso de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo conta com vinte e sete edições, sendo responsável pela formação e integração de vários profissionais das artes do espectáculo em Portugal. Com um currículo pedagógico que cobre os parâmetros práticos e teóricos da profissionalização na área artística, é composto por um corpo docente que se encontra no ativo dentro do sector cultural. Esta característica confere-lhe uma constante actualização e aproximação à realidade do meio e das das estruturas artísticas que o compõem.
Este curso ocorre uma vez por ano.

 

Regulamento

Pode consultar o regulamento aqui neste documento.

 

Objectivos Gerais

Profissionalizar agentes culturais através da aquisição de competências como: planear e delinear estratégias de gestão, produção, programação e financiamento no âmbito das Artes do Espectáculo.
Integração e profissionalização dos formandos ao longo do curso, sendo a estrutura do mesmo pedagogicamente orientada a aplicação de conhecimentos no sector das artes performativas.
O Espaço da Penha será o lugar fixo de aulas, sendo as saídas e visitas de estudo uma constante durante o curso.

Consulte aqui alguns Testemunhos de alunos de anteriores edições.

 

Destinatários

Agentes culturais que pretendam desenvolver o seu trabalho/projecto na área de Gestão/Produção das Artes do Espectáculo.
Público em geral com o objectivo de profissionalização.

 

Direcção/Coordenação Pedagógica

Dora Carvalho

 

Corpo Docente

O corpo docente do curso desenvolve a sua actividade profissional nas disciplinas que lecciona, proporcionando aos alunos uma aprendizagem do que se faz aqui e agora e uma ligação facilitada ao mercado de trabalho: Carlos Ramos, Elisabete Paiva, Ezequiel Santos, Giacomo Scalisi, João Pinto, Jonas Omberg, Madalena Zenha, Miguel Castro Caldas, Paula Varanda, Rita Guerreiro, Rita Tomás, Rui Campos Leitão e convidados.

 

Estrutura Curricular

• História Da Dança (18h), com Ezequiel Santos
• Música (21h), com Rui Campos Leitão
• Teatro (21h), com Miguel Castro Caldas
• Comunicação Cultural (28h), com Rita Tomás
• Gestão Financeira (28h), com Rita Guerreiro
• Políticas Culturais (21h), com Paula Varanda
• Direito na Cultura (21h), com Madalena Zenha
• Direcção de Cena / Espaços Culturais (49h), com Jonas Omberg
• Estratégias de Programação (21h), com Elisabete Paiva
• Arte e Sociedade (9h), com Giacomo Scalisi
• Som (7h), com Rui Campos Leitão
• Vídeo (7h), com João Pinto
• Luz (7h), com Carlos Ramos
• Projecto (28h)

 

Programa completo do curso

Pode consultar o programa de todas as disciplinas neste documento.

 

Horários

Sextas das 18h30 às 22h e Sábados das 10h30 às 14h00.
Alguns sábados poderão ter horário até às 17h00. Interrupção para férias em Agosto.

 

Processo de Candidatura

Submeter Curriculum Vitae com os dados actualizados e uma Carta de Motivação, onde indique as motivações para frequentar este curso (não exceder uma folha A4).

  • Data limite de Candidaturas 10 de Janeiro de 2021.
  • Entrevistas Presenciais ou Skype 13 e 14 de Janeiro de 2021.
  • Inscrição 120 €. Pagamento até ao dia 21 de Janeiro de 2021, após terminar o processo de selecção e ser aceite no curso.
Gabriela Cordovez e Daniel Paiva de Miranda | Coisa não nascida | Forum Dança - Cartografias #3 - 30 Anos Forum Dança 2020

Coisa não nascida

Gabriela Cordovez
& Daniel Paiva de Miranda

Título Coisa não nascida | Duração ca. 60 min

Espaço da Penha
6 de Novembro | 20h45
7 de Novembro | 19h15 – Esgotado!

Sinopse

Em um mundo de hiperprodução de imagens, estímulos e informação, como criar a partir do anonimato? Como levar a autonomia aos seus limites? O processo deriva entre a ocupação de espaços privados e públicos, propondo uma experiência que acontece entre o íntimo e o comunitário, o aberto e o fechado. Através da relações de opacidade, ativa-se um movimento coproduzido, construído a partir de relações horizontais e que utiliza como gatilho uma assimilação contínua de gestos híbridos e movimentos inacabados. Somos trans(ição) trocamos peles e identidades em um espaço onde em tudo há múltiplos significados e desvia-se em uma performance que acontece entre. Propomos a ocupação do espaço em um corpo não identitário, reivindicamos o direito ao anonimato, ao ilegível, o colapso do foco e a escuridão como lugar de resistência.

 

Ficha Técnica

Co-criação e Performance Gabriela Cordovez e Daniel Paiva de Miranda
Som Agatha Lewandowski, Al de la Algaida
Apoio Programa de Residências Núcleo Curadoria e Performance / Forum Dança 2019, Programa de Residencias AADK Spain 2020, SOLAR REAL, AADK Portugal

 

Biografias

Gabriela Cordovez é artista do corpo. É formada no Curso Técnico em bailarino contemporâneo pela Escola de Dança e Faculdade Angel Vianna e é bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Colaborou como intérprete/bailarina junto com Lia Rodrigues Cia de Danças, Marcela Levi e Lucia Russo, Tino Sehgal, Maria Elvira Machado e Li Ning em colaboração com a companhia Physical Guerrillas. A partir de 2017 iniciou a criação de seus trabalhos autorais : BEIRA, VIBRÁTIL e COISA NÃO NASCIDA em ambito nacional e internacional. Em 2019 participou do PACAP3, no Fórum Dança em Portugal, com curadoria de Vânia Rovisco.

 

Daniel Paiva de Miranda é um artista indisciplinar. É desesperado por um mundo no qual as identidades não necessitem ser confrontadas, por isso propõe a ocupação da esfera não fótica como Espaço Performático. Pesquisa performance e improvisação entre humanos e não humanos. Tem sua formação artística em Ecole du théâtre Jacques lecoq, mestrado em London International Schools of Performing Arts e em 2019 participou no PACAP3 – Forum Dança. É artista independente e co-criador do coletivo internacional em Berlin CuntsCollective com quem vem criando performances e happenings desde 2018.

 

Agradecimentos

Equipe AADK SPAIN, Elena Azzedín, Abraham Hurtado, Vânia Rovisco, Beatriz.

 

Créditos Imagem Sabine Mittermeier

Cartografias #3 

30 Anos Forum Dança

Francisca Pinto | Querer para ver | Forum Dança - Cartografias #3 - 30 Anos Forum Dança 2020

Querer para ver

Francisca Pinto

Título Querer para ver | Duração 40 min

Espaço da Penha
6 de Novembro | 19h30
7 de Novembro | 18h00 – Esgotado!

Sinopse

A partir de um elemento lúdico da cultura popular, surge um dispositivo com infinitas possibilidades de relação, imagens e construções. Um jogo encenado que manipula as noções de regra, a relação entre os jogadores e a sobreposição da ficção e realidade. Um jogo que cresce em todos os sentidos pervertendo a sua lógica e expectativas. Um desejo de que nada seja levado a sério, mas que tudo possa ser muito importante. Um lugar estranho, meio geométrico de escala variável, onde pode acontecer tudo.

 

Ficha Técnica

Concepção e Interpretação Francisca Pinto
Som e Luz Julio Brechó
Adereços Francisca Pinto
Consultoria de Produção Produção D ́Fusão

 

Biografia

Francisca Pinto frequentou em 2014 o PEPCC no Fórum Dança e é formada pela Escola de Dança do Conservatório Nacional e Escola Superior de Dança de Lisboa. Na FCSH Frequentou o Mestrado em Comunicação e Artes. Tem colaborado enquanto bailarina com Martine Pisani, Clara Andermatt, Lia Rodrigues, Jonas&Lander e Catarina Miranda.

 

Agradecimentos

Fórum Dança, Patrícia Portela

 

Créditos Imagem Pablo López

Cartografias #3 

30 Anos Forum Dança

Romain Beltrão Teule | Processo de Dobra | Forum Dança - Cartografias #3 - 30 Anos Forum Dança 2020

Processo de Dobra

Romain Beltrão Teule

Título Processo de Dobra | Duração 40 min

Espaço da Penha
6 de Novembro | 18h30
7 de Novembro | 17h00 – Esgotado!

Sinopse

Processo de dobra é a etapa de um projeto de performance-palestra que começa pela dissecção de uma palavra: dobrar.
Dobrar a voz de uma pessoa (num filme, numa série, numa entrevista).
Dobrar uma atriz, um ator (substituindo sua presença pela presença de sua dupla, do seu duplo).
Dobrar uma mesa dobrável, uma cadeira dobrável (ou qualquer objeto que se dobra).
Dobrar uma folha de papel, várias vezes, até chegar a uma mini escultura (um origami).
E tem o duplo, o doppelgänger, uma pessoa no mundo igual a mim.

Processo de dobra é uma performance dentro da qual o conferencista começa por contar uma viagem onde teve a sensação de ser perseguido por sua dupla maléfica o seu doppelgänger, ao mesmo tempo, em que assistia filmes franceses dobrados em japonês e se apaixonou por um designer de moveis desempregado que ganhava sua vida trabalhando em filmes de ação enquanto duplo de um famoso ator. E o conferencista se desdobra. Ainda não sabe bem onde está chegando, mas parece que já não tem muito a ver com sua intenção inicial…mh

 

Ficha Técnica

Criação, performance Romain Beltrão Teule
Apoio a residência RAMDAM, un centre d’art ; Forum Dança
Produção Le Vertige

 

Biografia

Romain Beltrão Teule nasceu em Paris, de mãe brasileira e pai francês. Licenciado em Design e Arte pela Escola de Belas Artes de Toulouse e Nantes.
Em 2013, muda-se para Lisboa para tirar o PEPCC (Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica) do Forum Dança. Apaixona-se por um britânico e aprende a falar inglês. A partir do encontro com Patrícia Portela, Romain passa a assumir a expressão oral e as línguas como lugar de pesquisa e cria a peça “Elisabeth”, performance em francês, português e inglês.
Em 2016, com o objetivo de mergulhar numa língua desconhecida, passa um tempo no Japão e recolhe uma coleção de sons com a qual cria a peça “Légende”, uma conferência que trata da pesquisa ficcional sobre a língua dos pássaros. “Légende” é apresentada no “Be Festival 2017”, em Birmingham, e participa na difusão “Best of Be Festival” no Reino Unido e em Espanha, entre 2018 e 2019.
Romain escreve também performances em duo. “A vertigem”, com Lucie Lintanf e “Previsão do Tempo”, com Daniel Pizamiglio.

 

Agradecimentos

Linha de Fuga 2020, as suas participantes e organizadoras.

 

Créditos Imagem Le Vertige

Cartografias #3 

30 Anos Forum Dança

Nuno Lucas | Piece of Cake No.1 | Forum Dança - Cartografias #3 - 30 Anos Forum Dança 2020

Piece of Cake No.1

Nuno Lucas

Título Piece of Cake No.1 | Duração 30 min | Maiores de 18

Espaço da Penha | 16 e 17 de Outubro | 20h00

Sinopse

Inspirado na Theater Piece No. 1 (1952) do John Cage que é considerado por alguns como o primeiro Happening, Nuno Lucas embarca no seu primeiro Happening Gastronómico. Enquanto faz um uma deliciosa receita do chef francês Luc Debove, para comemorar os 30 anos do Forum Dança, aproveita esse tempo para falar de reencontros, revisitar danças, projectar ideias para o futuro, ler frases feitas, o poder da amizade, a astrologia, o amor, estratégias colaborativas e técnicas para vivermos melhor com a solidão. Nuno Lucas envolve-se numa joint task force de urgência intemporal.

 

Ficha Técnica

Pessoa em cena e chef pasteleiro Nuno Lucas
Amigo da pessoa em cena, compositor e ajudante Aurélien Vieira Lino

 

Biografias

Nuno Lucas nasceu em Portugal, 1980. Actualmente vive entre Paris, Lisboa e Seoul. Trabalha como coreógrafo, performer e professor. Começou a revelar aptidão para a comédia aos cinco anos. Estudou no conservatório de música (guitarra e voz). Estreou-se como intérprete com o coreógrafo Miguel Pereira no Teatro Nacional D. Maria II em 2001. Em 2003 é convidado por João Fiadeiro para conceber os seus primeiros esboços coreográficos no LAB10. Licencia-se em Economia na Universidade Nova de Lisboa em 2004. A solo criou “I Could Write a Song” (2015 – Théâtre de Vanves, França). Em colaboração criou com: Hermann Heisig “Pongo Land” (2008 – Théâtre L’usine, Suiça) e “What comes up, must go up” (2009 – Festival Tanz im August, Alemanha); com Márcia Lança “Trompe le Monde” (2010 – Culturgest) e “Por esse Mundo Fora” (2016 – Teatro Maria Matos); com Pieter Ampe, Gui Garrido & Hermann Heisig “a coming community” (2012 – Kunstenfestivaldesarts). Apresentou o seu trabalho em Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça, Estónia, Suécia, Noruega, Finlândia, Roménia, Espanha, República Checa, Argentina e na Coreia do Sul. Como intérprete trabalhou entre outros com: Miguel Pereira, Joris Lacoste, Rita Nunes, Ivana Müller, João Fiadeiro e Mala Voadora. Na sua formação foram determinantes os cursos de Pesquisa e Criação Coreográfica no Forum Dança e exerce no CCN.Montpellier, sob a direcção de Mathilde Monnier e Xavier le Roy, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Lecciona regularmente composição/performance em vários países, para adultos assim como para crianças.

 

Aurélien Vieira Lino formou-se como pianista, licenciando-se em Piano Jazz na ESMAE em 2005. Simultaneamente, estudou composição e aprofundou conhecimentos com as novas tecnologias ligadas à música. Depois de 1 ano de estudo em Paris, trabalhou como docente e director do Conservatório de Caldas da Rainha. Continuou, no entanto, a trabalhar como músico e compositor na área da música erudita, jazz, rock/pop e electrónica. Conclui o curso de Especialista em Orquestração para Filme e Televisão da Berklee College of Music de Boston e dedica-se actualmente a compor para publicidade, documentários, filmes e animação. Em 2019 cria o curso de pós-graduação “Música para Filmes e Videojogos” da Universidade Lusíada de Lisboa. Integra o estúdio Timbuktu em Lisboa como produtor, compositor e arranjador.

 

Agradecimentos

A todos aqueles que já não estão por cá

 

Créditos Imagem Nuno Lucas

Cartografias #3 

30 Anos Forum Dança

Bruna Carvalho | Taranta | Forum Dança - Cartografias #3 - 30 Anos Forum Dança 2020

Taranta (1.º andamento)

Bruna Carvalho

Título Taranta (1.º andamento) | Duração 15 min | Maiores de 6

Espaço da Penha | 16 e 17 de Outubro | 19h00

Exposição e Performance

Sinopse

Taranta é uma performance – exposição que surge a partir de textos que escrevo desde 1993 e que resgato para a criação de movimento.
É uma composição onde exponho e represento o que escrevo enquanto manifestações de explosões internas, de momentos atrapalhados que não se chegam a resolver, relâmpagos de palavras que pedem para sair mesmo que de forma tosca.
Um trabalho que não se resolve aqui, que não é para resolver, ao qual nem sequer gosto de chamar trabalho, mas de Taranta.

 

Ficha Técnica

Criação, Interpretação e Textos Bruna Carvalho
Desenho de Luz e Direcção Técnica Zeca Iglésias
Música Bruna Carvalho
Montagem Bruna Carvalho, Zeca Iglésias
Produção Bruna Carvalho, Ana Lage
Apoios Livraria Ler Devagar, Forum Dança
Vídeo Fernando Figueiredo

 

Biografia

Bruna Carvalho, criadora e intérprete multidisciplinar sediada em Lisboa.

 

Créditos Imagem Bruna Carvalho

Cartografias #3 

30 Anos Forum Dança

Forum Dança - Cartografias #3 - 30 Anos Forum Dança 2020

Cartografias #3

Ciclo de Apresentações

30 Anos Forum Dança 2020
16/17 Outubro – 1.º fim de semana
6/7 Novembro – 2.º fim de semana
4/5 Dezembro – 3.º fim de semana – Adiado para o 1.º trimestre de 2021

A programação da terceira edição do Cartografias já está fechada.
Este ano o ciclo de mostras é dedicado à celebração dos 30 anos do Forum Dança.
Serão três fins de semana, em três meses, até ao final do ano, para fecharmos este ciclo comemorativo.

Pensar o Cartografias#3 num ano em que o Forum Dança comemora o seu 30.º aniversário, e em que a humanidade tem convivido sob os efeitos de uma pandemia, força-nos a voltar ao valor fundacional desta associação cultural enquanto Lugar de encontro entre pessoas que fazem renascer a arte em cada dia. Um lugar erigido como construção afectiva pelos seus múltiplos habitantes e visitantes, pleno de modulações e que fomenta relações de descoberta artística, de inclusão, de valorização de um território onde se assiste democraticamente ao desdobramento do acto de criar ou de aprender através de linguagens e filosofias distintas. Passamos a viver com a carga de um lugar sentindo, talvez, o seu genius loci na medida do tempo que se atravessa.
Enquanto reflexo possível de tais modulações o programa de Cartografias#3 pretende ser um pretexto para encontros humanos com a sua produção de presença, ainda assim e apesar das actuais circunstâncias. Esta edição estará repartida em três fins-de-semana a decorrer em Outubro, Novembro e Dezembro. Quatro criadores que intersectam a história do Forum Dança, organizada em torno da formação especializada em dança e na pesquisa coreográfica, estarão representados: a dupla Ana Borralho & João Galante, Sónia Baptista, Vânia Rovisco e Nuno Lucas. Foi-lhes proposto pensar em liberdade o Espaço da Penha como cenário e parceiro de um evento possível tendo-se congregado, no final, propostas entre o happening gastronómico e a instalação com activação corporal e que recorrem à palavra dita, à confecção em directo de uma receita da autoria de um chef francês, ou à partilha com o público de confissões e condições de vida.
Incluímos, ainda, artistas com passagem mais recente pelo Forum Dança: Bruna Carvalho com “Taranta (1.º Andamento)” e Romain Beltrão Teule com “Processo de Dobra”, em criações que gravitam entre o corpo, o som e o sentido; Francisca Pinto com a proposta “Querer para ver” desenvolvida a partir de um jogo infantil; e Gabriela Cordovez e Daniel Paiva de Miranda com “Coisa não nascida” que remete para a exploração do espaço físico como gradiente vital e potencial de onde emerge o toque e o nosso olhar para o mundo.
Entre linguagens e utensílios diversos que se acercam do jogo, do espanto ou de uma sensação de aconchego próxima do maternal, esperamos que estes pensamentos em acção se encontrem com o público, facilitando a fruição, o debate e a partilha.

 

Ezequiel Santos, curador do ciclo de mostras Cartografias #3

Programa

16/17 Outubro – 1.º fim de semana

 

Sexta-feira 6 de Novembro – 2.º fim de semana

Sábado 7 de Novembro – 2.º fim de semana – Todas as sessões esgotadas!

 

4̶/̶5̶ ̶D̶e̶z̶e̶m̶b̶r̶o̶ ̶–̶ ̶3̶.̶º̶ ̶f̶i̶m̶ ̶d̶e̶ ̶s̶e̶m̶a̶n̶a̶
Adiado para o 1.º trimestre de 2021
(novas datas e horários ainda a definir)

  • Ana Borralho e João Galante | As meninas de Louise Michel
  • Sónia Baptista
  • Vânia Rovisco | Sem Título (####)

 

Mais detalhes em breve!

Informações e Reservas

  • Devido à situação actual e seguindo as directivas da DGS, a lotação para estas apresentações é reduzida e limitada a 1/3 da capacidade habitual dos nossos espaços;
  • Pode reservar isoladamente para cada apresentação, ou reservar o programa inteiro em cada dia;
  • Bilheteira: ENTRADA GRATUITA – sujeita à lotação do espaço. Pré-reserva obrigatória;
  • O pedido de reserva é feito para o email forumdanca@forumdanca.pt;
  • Terá de indicar nesse email quais os dias e espectáculos que pretende assistir;
  • Faça a sua reserva até 72 horas antes do início de cada apresentação;
  • A reserva poderá considerar duas pessoas unicamente no caso em que sejam coabitantes;
  • No dia das apresentações deverão trazer a sua própria máscara e/ou viseira;
  • Deverão cumprir com as normas do distanciamento social, assim como a etiqueta respiratória;
  • Agradecemos que compareça porque, dada a lotação reduzida dos espaços, ao não comparecer estará a tirar o lugar a outra pessoa que gostaria de estar igualmente presente.

Agradecemos a compreensão!

Ciclo de mostras Cartografias #3

Sobre o Cartografias

Um projecto que visa construir e apresentar mapas de possibilidade para a dança contemporânea. O movimento será o núcleo, em articulação com outros elementos do espectáculo, e o pretexto para articular um programa que envolve apresentações formais e informais, encontros coreográficos, debates e outras iniciativas paralelas em articulação com os públicos. Está desenhado em função de três dimensões:

  • Visibilidade: Propostas de coreógrafos consagrados e inovadores não apresentados em Portugal.
  • Experimentação: Propostas de coreógrafos com coerência artística e maturidade associada ao ensejo de pesquisar através do movimento.
  • Emergências: Propostas de coreógrafos emergentes que estão em aprendizagem ou em processo.

Cartaz

Forum Dança - Cartografias #3 - 30 Anos Forum Dança 2020
Forum Dança - Residências PACAP4

Ciclo

Bianca Zueneli (IT) e Maria Abrantes (PT)

Título Ciclo | Duração 35 min

Espaço da Penha | 25 de Setembro | 18h30

Sinopse

É do ciclo das coisas retomar o seu início como o cão que corre atrás do rabo, a cobra que se enrola, o sol, a água e os anos.
Bianca e Maria criaram solos distintos em países distintos e agora, deixando o cão chegar à cauda uniram os ciclos que existiam no seu trabalho.

 

Ficha Técnica

Criação e Performance Bianca Zueneli e Maria Abrantes
Som João Sanchez e Costanza Bortolotti

 

Biografia

Maria Abrantes, (1998, Lisboa) está sempre a tropeçar e não pára quieta. Perdeu a carteira e partiu o telefone na mesma semana. Gosta de desenhar coisas e dançar com o espaço.

Bianca Zueneli (1993, Itália) bailarina, criadora e professora. Começou em Artes Visuais, em Veneza, e depois formou-se em Dança Contemporânea, no Conservatório de Antuérpia. Trabalhou em várias produções e em Janeiro de 2020 ingressou no PACAP 4. Agora está focada na sua pesquisa como criadora.

 

Agradecimentos

Obrigado ao sol.

 

Créditos Imagem Bianca Zueneli

Mostras Informais 

Residências Artísticas PACAP 4

Forum Dança - Residências PACAP4

Como regar plantas falsas

Maria Abrantes (PT)

Título Como regar plantas falsas | Duração 30 min

Espaço da Penha | 24 de Setembro | 20h00

Sinopse

Como Regar Plantas Falsas é um solo acerca da dependência dos seres humanos em ter plantas por perto.

 

Ficha Técnica

Criação e Performance Maria Abrantes
Som João Sanchez

 

Biografia

Maria Abrantes, (1998, Lisboa) está sempre a tropeçar e não pára quieta. Perdeu a carteira e partiu o telefone na mesma semana. Gosta de desenhar coisas e dançar com o espaço.

 

Agradecimentos

Obrigada às crianças e flora que me rodeia.

 

Créditos Imagem Alice Nobre

Mostras Informais 

Residências Artísticas PACAP 4

Forum Dança - Residências PACAP4

Chorume

Natália Mendonça (BR)

Título Chorume | Duração 40 min

Espaço da Penha | 24 e 25 de Setembro | 19h15

Sinopse

Aquela aguinha suja que escapa do saco de lixo, normalmente resultante da decomposição de alimentos, dá nome a um momento específico do carnaval brasileiro. Descreve a lenta e festiva dispersão nas ruas logo após o término do bloco; quando os corpos, antes demasiados juntos, têm dificuldade de voltar ao estado solitário de indivíduo, e permanecem agarrados uns aos outros como um último desejo de não se deixar singularizar. Nesse processo, que torna indistinguível o antes e o depois, tem como resultante um corpo que buscou se auto-ativar e aberto ao desejo de afetar-se.

 

Ficha Técnica

Criação e Performance Natália Mendonça
Colaboração Isis Andreatta, Alina Folini, Sara Marques, Suiá Ferlauto, Josefa Pereira

 

Biografia

Natália Mendonça (Brasil, 1983) é artista da dança, residente em São Paulo há 13 anos. Como performer-criadora, sua pesquisa se dá na combinação entre integrar projetos com outras/os diretoras/es, e a criação de trabalhos autorais. Atualmente, suas colaborações mais presentes estão em criações com Clarice Lima, Cristian Duarte e coletivA Ocupação.

 

Agradecimentos

Participantes do PACAP 4, Fórum Dança, João dos Santos Martins, Vera Mantero, Manoela Rangel e Fábio Zuker.

 

Créditos Imagem Vitorino Coragem

Mostras Informais 

Residências Artísticas PACAP 4

Forum Dança - Residências PACAP4

Heat is life

Bianca Zueneli (IT)

Título Heat is life | Duração 25 min

Espaço da Penha | 24 de Setembro | 18h30

Sinopse

HEAT IS LIFE é o último projecto a solo de Bianca apresentado pela primeira vez em Julho de 2020. No âmbito destas duas semanas de residência, Bianca está a aprofundar os principais temas do seu trabalho, com o objetivo de estabelecer as bases para qualquer desenvolvimento posterior da peça.
Ainda está sozinha no estúdio a tentar com diferentes meios, a imaginar como o projecto pode ser transmitido para um grupo, para uma oficina, para uma instalação.
O trabalho começou com a ideia simples de copiar o sol e a passagem cíclica do tempo em seu movimento mais intuitivo: o do círculo. Embora seja claramente impossível incorporar um corpo celestial, é possível fingir que somos um. Essa tentativa de copiar um corpo que está completamente longe de nós é uma forma de jogar um jogo em que podemos tentar mudar nosso papel por um tempo. Com esta mentalidade, “ser o sol” é um pretexto para mudar o nosso olhar e o nosso ponto de vista, usando os olhos de outra pessoa e, portanto, olhando-nos de uma forma diferente, como um expediente de reflexão e transformação.

 

Ficha Técnica

Criação e Performance Bianca Zueneli
Som Costanza Bortolotti

 

Biografia

Bianca Zueneli (1993, Itália) bailarina, criadora e professora. Começou em Artes Visuais, em Veneza, e depois formou-se em Dança Contemporânea, no Conservatório de Antuérpia. Trabalhou em várias produções e em Janeiro de 2020 ingressou no PACAP 4. Agora está focada na sua pesquisa como criadora.

 

Agradecimentos

Todos aqueles que estiveram, estão e estarão envolvidos na concepção desta peça.

 

Créditos Imagem Bianca Zueneli

Mostras Informais 

Residências Artísticas PACAP 4

Forum Dança - Residências PACAP4

Mostras Informais

Forum Dança

Programa de residências artísticas do projecto Núcleo Curadoria e Performance
24 e 25 de Setembro – Forum Dança, Espaço da Penha

Programa

24 de Setembro
18:30 » Bianca Zueneli, Heat is life
19:15 » Natália Mendonça, Chorume
20:00 » Maria Abrantes, Como regar plantas falsas

 

25 de Setembro
18:30 » Bianca Zueneli e Maria Abrantes, Ciclo
19:15 » Natália Mendonça, Chorume

Informações e Reservas

  • Devido à situação actual e seguindo as directivas da DGS, a lotação para estas apresentações é reduzida e limitada a 1/3 da capacidade habitual dos nossos espaços;
  • Pode reservar isoladamente para cada apresentação, ou reservar o programa inteiro em cada dia;
  • O pedido de reserva é feito para o email forumdanca@forumdanca.pt;
  • Terá de indicar nesse email quais os dias e espectáculos que pretende assistir;
  • Faça a sua reserva até 24 horas antes do início de cada apresentação;
  • A reserva poderá considerar duas pessoas unicamente no caso em que sejam coabitantes;
  • No dia das apresentações deverão trazer a sua própria máscara e/ou viseira;
  • Deverão cumprir com as normas do distanciamento social, assim como a etiqueta respiratória;

Agradecemos que compareça porque, dada a lotação reduzida dos espaços, ao não comparecer estará a tirar o lugar a outra pessoa que gostaria de estar igualmente presente.

Agradecemos a compreensão!

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Residências Artísticas PACAP 4

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