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Cartografias 6

EMILY DA SILVA, ISABELA ROSSI E MARÍA IBARRETXE

COWBOYS CORNER

Forum Dança |  8 maio 2026 | 18h30

‘ Entre confrontos com o invisível – como se guiássemos uma manada de bois que apenas nossos olhos conseguem enxergar – COWBOYS CORNER convoca fantasmas, assombra a si mesmo e joga com o público, como se todes fossem pastoreades rumo a um terreno prestes a ser invadido

por aqueles que buscam pertencimento na sociedade, na vida, no mundo.  Reunimo-nos num espaço-tempo suspenso, onde a palavra, o corpo e o símbolo começam a tecer um tapete comum. ‘

Conceito, direção e performance Emily da Silva, Isabela Rossi, María Ibarretxe

Dramaturgia Ana Rocha

Imagem © Vitorino Coragem

Biografias

Emily da Silva

Emily da Silva é bailarina, performer e coreógrafa brasileira, residente em Lisboa. Em suas práticas, o corpo investiga a circularidade, as espirais, a ginga e o cambalear como ferramentas de vibração e transformação do tempo-espaço. É interessada em buracos negros, tornados e grandes ondas.

Isabela Rossi

Isabela Rossi transita entre dança, performance e criação. Movida pela curiosidade de um corpo errante, é a partir dessa experiência física que investiga como o corpo se reconfigura em relação ao espaço, revelando tensões, desvios e abrindo caminhos para novos imaginários, encontros e perspectivas.

María Ibarretxe del Val

María Ibarretxe del Val é artista visual e cênica. Combina cinema, criação audiovisual, instalações sonoras e coreografia, onde corpo, voz e participação de outrxs são protagonistas. Explora ciclos vida-morte e cromatismos do arco-íris em experiências site-specific e investigações em contextos culturais diversos.

TIAGO VIEIRA

PAGAN POETRY

Forum Dança | 8 maio 2026 | 18h30

PAGAN POETRY é um desejo de habitar uma paisagem coreográfica que é matéria para estabelecer relações e originar rituais e também dos dois cadernos que escrevi durante o processo da Mystery School, que ultrapassando um diário é uma espécie de cartografia de aforismos, memórias, pensamentos, ideias e potências de imaginação.

Pretende-se criar um encontro  onde a linguagem-ritual  quebra fronteiras entre o divino e o profano. Interessa-me a relação íntima entre Amor e Resistência . A poesia como gesto político, que procura a dignificação dos corpos marginais símbolos absolutos da Diferença, da Liberdade e da Resistência contra todos os sistemas fascistas.

[Tiago Vieira]

Coreografia, paisagem sonora, texto, figurinos, cenário, interpretação: Tiago Vieira

Imagem © DR

Biografia

Tiago Vieira

Formado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, complementou a sua formação em vários workshops de teatro, dança e performance.

Alia o trabalho de encenação ao trabalho de formador de teatro e dança. Em 2019 realiza um mestrado na RITS School em Bruxelas, onde dançou a Sagração da Primavera durante 12 horas, fez uma caminhada que começou num Campo de Concentração perto de Berlin e terminou na campa da Pina Bausch, tendo apresento o seu espetáculo no palco principal do KVS THEATRE. Em 2020 o espetáculo DEVEMOS SEMPRE PERDOAR OS COBARDES, MAS NUNCA SER COMO ELES foi considerado pelo jornal Expresso como um dos melhores espetáculos do ano. Em 2024 lançou a companhia Tiago Vieira e os melancólicos tropicais com a performance Dói mas você goza. Em 2025 começou a dar aulas na Escola Profissional de Cascais e fez parte do projeto PACAP com direção de Meg Stuart.

BELMON / THERESE BENDJUS

MONSTROSITY STUDIES // STAGING INNOCENCE

Forum Dança |  29 maio 2026 | 18h30

Monstrosity Studdies // Staging Innocence [Estudos sobre a Monstruosidade // Encenando a Inocência] investiga arquétipos mitológicos — monstro, besta e demónio — como pontos de partida para questionar aquilo que percebemos como mal, perigo ou inquietação. Inspirando-se na minha própria biografia e na dos meus antepassados, a obra traça as feridas intergeracionais de sociedades predatórias, como a Alemanha, entre a obediência persistente, a violência, a desconexão espiritual e comunitária e os seus resíduos que permanecem e moldam o comportamento, a emocionalidade e a compreensão moral até aos dias de hoje. Esta obra é uma tempestade, um local inquietante que derruba estruturas e desencadeia a desorientação. Um monstro desperta – não como uma figura isolada, mas como um estado coletivo.

[Belmon / Therese Bendjus]

Direção e performance Belmon / Therese Bendjus

Imagem © Raul Aranha

Biografia

Belmon / Therese Bendjus

Belmon / Therese Bendjus é uma artista que trabalha na interseção entre a dança, a voz e a investigação baseada em materiais. Construindo ambientes multissensoriais, o seu trabalho encoraja as pessoas a serem vulneráveis ​​e corajosas umas com as outras. Belmon utiliza processos intuitivos e improvisacionais para lidar com o desconforto, a união e a responsabilidade.
Em 2024, cofundou o DESTRUCTION BUREAU juntamente com Asya Ashman – uma pesquisa sobre a potencialidade da destruição. É licenciada em Dança, Contexto e Coreografia pela HZT Berlin.

ISABELA ROSSI E JULIA KOSALKA

LENTO

Forum Dança | 29 maio 2026 | 18h30

‘LENTO é um projeto que investiga a intimidade como espaço de negociação e resistência, a partir das experiências de duas mulheres queer. Através da coreografia, com foco no movimento em câmara lenta, LENTO questiona como o amor lésbico é moldado pelos olhares sociais, memórias patriarcais e guiões heteronormativos, e como pode ser reinventado fora dessas lógicas. A desaceleração torna-se uma estratégia política e sensorial, permitindo habitar micro-sensações, contradições e vulnerabilidade. Quem se sente com direito à intimidade, à visibilidade ou ao pertencimento? ‘

Conceito, criação e performance: Isabela Rossi e Julia Kosalka

Imagem © Vitorino Coragem

Biografias

Isabela Rossi

Isabela Rossi transita entre dança, performance e criação. Movida pela curiosidade de um corpo errante, é a partir dessa experiência física que investiga como o corpo se reconfigura em relação ao espaço, revelando tensões, desvios e abrindo caminhos para novos imaginários, encontros e perspectivas.

Julia Kosalka

Julia Kosalka transita entre dança, performance e coreografia. Colaborou com o Dance Theater Heidelberg, Alina Belyagina, Benjamin Abel Meirhaeghe, Renan Martins e outros. Na dança, interessa-se pela coletividade, por queerizar o tempo e o espaço, por misturar a realidade com fantasias e ficção.

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