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Conversa 1
Programação e curadoria por artistas:
motivações, ações e cuidados

Forum Dança | Espaço da Penha
25 maio 2023 | 18h30-20h30
Com
Cristina Planas Leitão, João Fiadeiro e Pedro Barreiro
Moderação
Elisabete Paiva

A par do desenvolvimento do campo da programação em artes performativas, assistimos à profissionalização e especialização de quem se dedica à tarefa específica de programar. Por outro lado, sempre houve artistas a assumir responsabilidades de programação, tanto de forma pontual como regular.

 

  • O que impele artistas a fazer programação e curadoria?
  • Os seus propósitos e metodologias são distintos?
  • Que contributos específicos trazem?

 

Este debate acontece no âmbito do seminário de Estratégias de Programação do CGPAE – Curso de Gestão/Produção das Artes do Espetáculo do Forum Dança.

Entrada livre, sujeita à lotação dos espaços e mediante inscrição prévia no formulário disponível aqui.

Número máximo de participantes: 40

Biografias

Cristina Planas Leitão, Porto (Portugal), 1983. Coreógrafa, programadora de artes performativas e professora.
É codiretora artística do Departamento de Artes Performativas da Ágora englobando o Teatro Municipal do Porto, DDD – Festival Dias da Dança e CAMPUS Paulo Cunha e Silva, após ter assumido a direção artística interina em julho de 2022, e a programação de artes performativas, sob direção artística de Tiago Guedes, desde 2019.
A sua prática curatorial agregadora foca-se no desenvolvimento de formatos de criação sustentáveis, novas narrativas e relações de cuidado nas artes performativas. Aborda o seu trabalho coreográfico como um ato de resistência e afeto, pesquisando temas conectados com movimentos sociais e políticos, e a sua relação com o corpo performativo na intimidade do teatro. Criou The very delicious piece e The Very Boring Piece, com Jasmina Krizaj, bear me, FM [featuring mortuum] e UM [unimal], escolhida com uma das melhores peças em 2018 pelo JN e Expresso. Em 2023 estreia [O SISTEMA] em coprodução com o 23 Milhas, TM Faro e TAGV.
Licenciada em dança contemporânea pela ArtEZ, onde é mentora e professora regular. Leciona internacionalmente, partindo de uma abordagem somática e não convencional.

 

João Fiadeiro, Paris, 1965. Pertence à geração de coreógrafos que surgiu no final da década de 1980 e que deu origem à Nova Dança Portuguesa.
O seu percurso, quer enquanto coreógrafo ou performer, como enquanto investigador ou curador, centrou-se na criação de condições para a experimentação, a prática laboratorial e o cruzamento interdisciplinar. Esta atividade foi realizada tanto no quadro da direção de projetos de programação e investigação artística, que passaram pelo Centro Cultural da Malaposta (1990-95), pelo Espaço Ginjal (1995-1998), pelo Lugar Comum (1999-2000), pelo Espaço A Capital (2000-2002) e pelo Atelier Real (2004-2019), como no quadro da sua prática artística, através das criações e dos ateliers de investigação organizados em torno da Composição em Tempo Real.
Em todas estas diferentes plataformas de encontro, João Fiadeiro foi sempre acompanhado por artistas que participaram ativamente enquanto criadores, performers, investigadores e programadores, contribuindo de maneira decisiva para a existência deste projeto durante 30 anos de atividade ininterrupta.

 

Pedro Barreiro é um artista que se tem interessado, nos últimos anos e entre outras coisas, pelo pensamento sobre os atos performativos como geradores poéticos, pela experimentação sobre as convenções constituintes das formas teatrais e por estratégias de desmantelamento de sistemas hegemónicos na arte contemporânea. É licenciado em Teatro – Actores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa e mestre em Artes Cénicas pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, Brasil. Viveu e trabalhou em São Paulo de 2010 a 2014. Foi diretor artístico do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém (2015-2017) e colaborou com o Teatro Praga como gestor e programador da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa (2019-2022). Desde 2020 que cria e apresenta ininterruptamente a performance “an artist is always working” (www.alwaysworking.art). É artista associado do Cão Solteiro, desde 2020. Atualmente é diretor artístico d’O Espaço do Tempo.

 

Elisabete Paiva, licenciada em Produção Teatral e Mestre em Estudos de Teatro. Trabalhou como produtora com Luís Castro, Teatro do Vestido e Pedro Sena Nunes. Foi responsável pelo Serviço Educativo do Centro Cultural Vila Flor (2006 a 2014), na sequência de experiências marcantes de cruzamento entre criação, educação e território no CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas (2003–2005). Concebeu e programou o Serviço Educativo de Guimarães 2012 CEC e atualmente é Diretora Artística do Festival Materiais Diversos.