Cursos de Dança

PEPCC
PROGRAMA DE ESTUDO, PESQUISA E CRIAÇÃO COREOGRÁFICA
Choreographic Creation,Dance Research and Training Programme

Biografias dos Professores

Birte Lundwall

Natural da Suécia vive e trabalha com dança em Portugal desde 1678. Bailarina profissional até 1998, dedica-se desde então ao ensino de dança e a mais actividades ligadas à mesma arte.
Fonte: Birte Lundwall

Clara Rolim

Frequentou ao longo de 3 anos formação no CP Yoga do professor Carlos Rui, espaço onde praticou ao longo de 8 anos e leccionou 3 anos à turma de iniciantes. Nos últimos 3 anos tem feito várias intensivas em França com o professor Faeq Biria de Paris, e também com o professor Christian Pisano de Nice, ambos professores seniores do mundo Iyengar. Desde 2007 que faz um trabalho continuo com o professor Billy Konrad, que se encontra a viver em Paris e que se tem deslocado a Lisboa cerca de 6 vezes por ano para ministrar intensivas no espaço claralight. Este trabalho com o Billy consolidou a sua identificação com a orientação Iyengar, sendo uma linguagem que fala com o próprio corpo. Encontra-se neste momento a fazer formação de 3 anos de Yoga Iyengar em Nice com o professor Christian Pisano.
Fonte: http://www.claralight.com

Ezequiel Santos

Nasceu em 1967. É psicólogo clínico e psicoterapeuta Gestalt. Foi docente convidado da ESE Jean-Piaget, Almada, entre 1993-1998. Docente convidado na Escola Superior de Dança em Lisboa no ano lectivo de 2005/2006 na cadeira de História da Dança II. É, desde 2001, docente na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, na área de ciências sociais, actualmente equiparado a Professor Adjunto. Desde 1998 que colabora como formador  na área de teoria e história da dança, em diferentes cursos promovidos pelo Forum Dança. Em 1992/93 frequentou o II Curso de Monitores de Dança para a Comunidade, do Forum Dança, e foi intérprete dos coreógrafos Madalena Victorino, Rui Nunes e Francisco Camacho até 1996 apresentando-se em vários espectáculos pela Europa. Durante esse período desenvolveu ainda actividade como crítico/ensaísta colaborando com publicações portuguesas e alemãs. Incluiu artigos seus nos livros Movimentos Presentes – Aspectos da Dança Contemporânea em Portugal (Cotovia & Associação Danças na Cidade, 1997) e Corpo Fast Forward (Porto 2001 & Ópio, 2001). Entre 1996 e 2005  trabalhou no Forum Dança desempenhando funções de aconselhamento, direcção artística e relações internacionais.
Fonte: Ezequiel Santos

Felipa Martorell

 “Nasci a 12 de Fevereiro de 1970 em Lisboa. Formei-me em fotografia, em Londres, no London College of Printing, aí o encontro com “outro olhar”, mas foi no yoga que encontrei uma realização mais profunda, a expressão mais plena. Comecei com o Carlos Rui no Centro Português de Yoga, onde fiz o curso de instrutores e onde permaneci entregue durante sete anos. A viver num monte no Alentejo, onde fiquei dez anos, a prática individual foi tomando forma, a meditação e o Vipassana vieram abrir outro espaço de silêncio no corpo, e nomes como Teresa Pereira Caldas e Godfrey Deveraux foram encontros importantes. Mas foi mais recentemente que encontrei Eric Baret, com quem actualmente estudo, dentro da linha do Shivaismo Tântrico de Cachemira, o yoga da não-dualidade. Pratico há 15 anos, dou aulas há 10.”
Fonte: Felipa Martorel

Francisco Camacho

Estudou dança, teatro e voz em Portugal e em Nova Iorque. Dançou com vários coreógrafos destacando Paula Massano, Meg Stuart, Alain Platel e Carlota Lagido, actuando na Europa e nos Estados Unidos. Coreografando desde 1988, os seus espectáculos têm sido apresentados na Europa, América e África. Criou solos interpretados por si e dirigiu peças de grupo. Apresentou espectáculos em co-autoria com as coreógrafas Mónica Lapa, Vera Mantero e Carlota Lagido, e com os encenadores Fernanda Lapa e Miguel Abreu. Desenvolveu intervenções para exposições de artistas plásticos. Participou como actor em peças de Lúcia Sigalho e em curtas-metragens. Ensina periodicamente em Portugal, colaborando regularmente com a Escola Superior de Dança, Danças na Cidade e Forum Dança, além de diversos workshops no estrangeiro. É membro fundador de EIRA, sua produtora executiva. Solos: "O Rei no Exílio" (1991, filmado para a RTP, com realização de Bruno d'Almeida), "Nossa Senhora das Flores" (1992, Menção Especial do prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1992/93), “Superman” (2000) e “Hitch” (2003). Dirigiu e coreografou as peças de grupo "Com a morte me enganas" (1994), "Primeiro Nome: Le" (1994, prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1994/95), “Dom São Sebastião” (1996), “GUST” (1997), “More” (1998), “À Força” (1998), “Em Troca” (2001, coreografia para a Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique), “My Name is Wilde… Oscar Wilde” (2001) e "Silence so Sexy" (2002).
Fonte: Eira e Arquivo do Forum Dança

Jácome Filipe

Iniciou os seus estudos em dança clássica com a professora Norma Kronner, Helena Coelho e Mark de Graef, e em dança moderna com a professora Isabel de Sousa. Ingressou na Escola Superior de Dança, onde terminou a licenciatura no ramo de Espectáculo e concluiu uma pós-graduação em Metodologias do Ensino na Dança. Bolseiro Erasmus na Hooger School Voor Dans, Lier, Bélgica. Como bailarino profissional trabalhou com Diniz Sanchez, Jiska Morghenthal, Francisco Pedro, Beatriz Cantinho, Companhia Instável (Jamie Watton e Bruno Listopad), Pedro Carvalho, Companhia Danç’Arte, Ballet Gulbenkian, Ballet Actuell, Bruno Listopad, Companhia de Dança de Setúbal, Jasmine Morand, Connie Jansen Danst Companhia Rui Lopes Graça, Sofia Neuparth, Tânia Carvalho, José Laginha, Sofia Silva, Amálgama Companhia de Dança e Companhia Olga Roriz. Como professor leccionou no C.E.M, Estúdio Martha Athayde, Conservatório Nacional, Fórum Dança, Espaço Devir, Dança Livre, AECS de Bucelas, Amálgama Companhia de Dança, Quorum Ballet Academy, Espaço do Tempo e Companhia Olga Roriz.
Fonte: http://www.olgaroriz.com

Jeremy Nelson

Jeremy Nelson (Nova Zelândia) formou-se na London School of Contemporary Dance. De 1984 a 1992 foi bailarino na Stephen Petronio Dance Company, em Nova Iorque. Em 1991, Nelson recebeu o NY Dance and Performance "Bessie Award”. Actualmente trabalha como coreógrafo independente, professor e intérprete e estuda na Movement Research em Nova Iorque. Os seus trabalhos foram apresentados na Venezuela, Nova Zelândia, Suécia, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Espanha e EUA. Jeremy Nelson orienta workshops e aulas por todo o mundo; as suas últimas residências foram no P.A.R.T.S. (Bruxelas), no Kalamata Festival (Grécia), no México, no Canadá e em França. Há 15 anos que estuda Técnica Klein, técnica que conjuntamente com a Técnica Alexander e o Contact-Improvisation são a base das suas aulas de técnica de Dança Contemporânea.
Fonte: www.conncoll.edu

João Fiadeiro         

A sua formação inicial acontece entre 1983 e 88 e teve como referência as técnicas de dança clássica e dança moderna que desenvolveu no Ballet Gulbenkian (Lisboa) e no Peridance Center (Nova Iorque). Nos EUA, entra em contacto com o movimento pós-moderno Americano e altera radicalmente as suas referências e práticas, passando a concentrar-se nas técnicas de improvisação e composição nascidas com esse movimento e que aprofundou em inúmeros workshops entre Berlim e Lisboa. Em Portugal, foi bailarino da Companhia de Dança de Lisboa e do Ballet Gulbenkian, estruturas onde começou a sua actividade enquanto coreógrafo. Em 1990, funda a Companhia RE.AL.
Em 1995 dá inicio à sistematização do método de Composição em Tempo Real que suporta, sustenta e determina toda a sua actividade enquanto artista, formador e investigador. Desde 1997 tem sido convidado regularmente para ensinar ou orientar ateliers de pesquisa em Composição em Tempo Real em diversas instituições nacionais e estrangeiras como a Faculdade de Motricidade Humana, o Forum Dança e a Escola Superior de Dança (Portugal), o Centre National de la Danse e o Centre Chorégraphique National de Montpellier (França). Dos seus últimos espectáculos destacam-se "Self(ish)-Portrait" (1995), "O desejo ardente deve ser acompanhado por uma vontade firme" (1995), "I am sitting in a room different from the one you are in now" (1997), "O que eu sou não fui sozinho" (2000), "Existência" (2002) e "I am Here" (2003) que foram apresentados na Europa, Estados Unidos, Canadá e Brasil. No seu percurso colaborou de uma forma cúmplice e próxima com diversos artistas e pensadores contemporâneos como Jorge Silva Melo, Marta Wengorovius, Pedro Costa, Vitor Rua, Nuno Rebelo, Miguel Azguime, André Lepecki, Mark Tompkins, que influenciaram de uma forma decisiva o seu trabalho.
Fonte: www.re-al.org

K. J. Holmes

É uma coreógrafa independente que explora a improvisação como um processo desde 1981. Formou-se na School for Body-Mind Centering e é membro do corpo docente do Teatro Experimental, na Universidade de Nova Iorque. Para além do ensino, cria e apresenta-se em vários festivais, universidades e salas por todo o mundo, a solo e em colaborações com outros artistas como Simone Forti, Image Lab (Lisa Nelson, Karen Nelson e Scott Smith). Body of Truth e no trabalho de Steve Paxton.
Fonte: www.independentdance.co.uk

Lisa Nelson

Lisa Nelson é coreógafa, performer de improvisação e videoplasta. Desde o início dos anos ’70, que explora o papel dos sentidos na performance e na observação do movimento. Como resultado do seu trabalho em vídeo e dança nessa década, desenvolveu uma aproximação à composição espontânea e à performance à qual chama Tuning Scores. Lisa Nelson interpreta, ensina e cria peças em todo o mundo, mantendo paralelamente colaborações de longo prazo com artistas, como Steve Paxton, Daniel Lepkoff, a vídeo-artista Cathy Weis, e o Image Lab, colectivo multidisciplinar de pesquisa/performance. Recebeu o prémio NY "Bessie" Dance and Performance em 1987 e o Alpert Award in the Arts em 2002. Durante 30 anos, foi co-editora do Contact Quarterly, uma revista internacional de Dança e Improvisação, e dirige o Videoda, um projecto de produção, arquivo e distribuição de registos de dança improvisada.
Fonte: www.quartetproject.net

Loïc Touzé

Loïc Touzé é bailarino, coreógrafo e pedagogo. Fundou, em 1992, a estrutura 391, que co-dirigiu com Latifa Laâbissi, em Rennes. Com a sua companhia criou La Chambre aux Tournesols (em colaboração com B. Donneux, 1989), Farce (1991), A vau d’eau (1992), La Confession des Lâchetés (em colaboração com F. Compet), Si nous marchions calmement (1996), Morceau (2000-2002). Criou uma quinzena de peças e iniciou numerosos projectos em colaboração com artistas da música contemporânea e das artes visuais. Ensina regularmente no Centre National de la Danse Contemporaine D’Angers, no Teatro Nacional da Bretanha, nas Universidades francesas de Rennes e na Paris 8, bem como noutros países da Europa. Entre 1997 e 2000 participou no Grupo de Signatários do 20 de Agosto. Em 2000, foi o Comissário convidado para o evento Déplacer, La Criée Centre d’Art Contemporain, em Rennes. Co-dirige os laboratórios de Aubervilliers desde 2001 e é membro co-fundador da associação Aéroport International. As suas últimas peças criadas foram Morceu, Love e Elucidation. Em 2010 instala-se em Nantes onde juntamente com Anne Kerzerho forma um projecto que investiga a pluralidade de saberes e práticas sobre o corpo em termos de diferentes origens culturais e suas trocas no espaço público.
Fonte: www.criee.org e http://loictouze.com

Lourenço Azevedo

É licenciado em Medicina Tradicional Chinesa pela Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa de Lisboa e pela "Nanjing Univesity of Traditional Chinese Medicine" na RPC em 2003. Frequentou em 2004 uma pós-graduação em acupunctura Japonesa Toyohari em Amsterdão, com os professores Stephen Birch e Junko Ida, com quem mantém um contacto regular. A prática do Chi Kung iniciou-se em 1998 e embora tenha frequentado aulas com vários professores tem sido influenciado desde 2000 pelo Mestre Li Nai Guang com quem tem estudado Tai Chi e Chi Kung e por Peter Den Dekker com quem desde 2004 estuda Da Cheng Chuan e Zhan Zhuang Chi Kung. Presentemente, além da prática de acupunctura e das aulas regulares de Chi Kung ao público, é docente desde 2002 na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa nas disciplinas de Chi Kung e Técnicas de Saúde e Longevidade, colaborando ainda na área do ensino com o Instituto Macrobiótico de Portugal desde 2000. Com intuito de trazer uma maior qualidade ao ensino do Chi Kung em Portugal, fundou em 2004, juntamente com as professoras Ana Sofia Pacheco e Paula Madeira, um curso de formação de instrutores. Ainda nesta área, está envolvido em vários projectos sociais desde 2000. De momento, os seus interesses profissionais visam não só a investigação na área das artes terapêuticas orientais - Acupunctura e Chi Kung, mas também tornar acessível, entendida e integrada este tipo de abordagem por todos aqueles que a procuram. Pessoalmente e nos tempos livres os seus interesses identificam-se com as viagens, com a leitura e a observação da natureza, fonte para si de inspiração constante.
Fonte: http://www.e-macrobiotica.com

Madalena Victorino

Coreógrafa, professora e programadora. Estudou e formou-se em dança contemporânea, composição coreográfica e pedagogia das artes  no The Place, London School of Contemporary Dance, no  Laban Centre/Goldsmith’s College, University of London e na Exeter University nos anos 70 e 80 no Reino Unido. Desde então, vive em Portugal e nestas últimas 3 décadas, o seu trabalho tem se evidenciado pela criação de muitos projectos culturais e artísticos de dimensão comunitária, que sempre se vocacionam para a aproximação entre  discurso e prática artística e a sociedade em geral. Interessa-se também pelo público jovem e cria no Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém, entre 1996 e 2008 , o primeiro espaço em Portugal, de programação de fruição artística internacional para um público jovem. Lecciona em múltiplas instituições de Ensino Superior. Cria múltiplas peças coreográficas que frequentemente envolvem pessoas de idades e com experiências de vida muito diferentes  e intérpretes profissionais. Tem ganho vários prémios com os seus projectos. O seu trabalho é reconhecido pela sua carga humanística. Vive preocupada com a importância da educação artística de cada e todas as pessoas. 
Fonte : Madalena Victorino

Manuel Rodrigues

Formado em filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Foi regente da cadeira anual de Estética no AR.CO, Centro de Arte e Comunicação Visual e leccionou filosofia em diversas escolas e universidades. Publicou vários ensaios entre os quais «A Obra de Arte como Facto Comunicativo» apresentado como comunicação ao XIII Congresso Internacional de Estética ~ Aesthetics in Practice, em Lahti, Finlândia. Colabora assiduamente com o realizador de cinema Edgar Pêra como co-argumentista e é desde 2003 membro do Centro de Filosofia da Ciência da Universidade de Lisboa.
Fonte: http://cfcul.fc.ul.pt

Margarida Bettencourt

Margarida Bettencourt nasceu em Johannesburg, África do Sul em 1962. Foi bailarina do ex-Ballet Gulbenkian e começou o seu trabalho como coreógrafa e bailarina independente no final dos anos 80 integrando o que se chamou a "Nova Dança Portuguesa". O  ensino e investigação tem sido sempre um objectivo importante do seu trabalho, mantendo uma relação regular com várias instituições de ensino nomeadamente a Escola Superior de Dança e o Forum Dança. Tem desenvolvido um trabalho a solo que se distingue por uma ênfase no corpo como potencial de expressão e comunicação. O projecto de adaptação de"At Once" da coreógrafa americana Deborah Hay vem na sequência desta sua pesquisa e é o seu último trabalho. No PEPCC ensina Técnica de Dança Contemporânea e faz parte do Grupo de Aconselhamento Pedagógico.
Fonte: Margarida Bettencourt

Mark Tompkins

Mark Tompkins tem um percurso feito de projectos nos quais interroga as margens e os limites de ordem social e cultural. Bailarino, coreógrafo e pedagogo americano, Mark Tompkins, vive em França desde 1973. Após uma série de espectáculos a solo e colectivos, funda em 1983 a sua própria companhia de dança, a I.D.A.. Realiza a trilogia Trahisons-Men, Women, Humen apresentada no festival de dança de Montpellier (1987). No ano seguinte cria o festival de Avignon Nouvelles. De 1990 a 1992 produz La Plaque Tournante, uma série de espectáculos que compreendem a dança, a música, o vídeo e a luz. Das suas criações, destacam-se Home (Le meilleur dês mondes) (1993), Channels (1994) e Gravity (1996), a série de solos Hommages: La valse de Vaslav (1989) uma homenagem a Nijinski; Witness (1992) dedicado ao bailarino-coreógrafo Harry Sheppard; Under my Skin (1996) uma homenagem a Joséphine Baker; e finalmente Icons (1998), dedicado a Valeska Gert. Em residência em Estrasburgo, de 1998 à 2000, criou a peça La vie rêvée d´Aimé (1999) e ainda RemiXamor (2000). Artista associado ao Teatro de la Cité Internationale à Paris de 2001 a 2004. Mais recentemente, desenvolve o projecto de pesquisa e de criação designado En Chantier e cria Song and Dance em 2003.
Fonte: www.serralves.pt

Meg Stuart

Meg Stuart nasceu em New Orleans (EUA) em 1965, e vive em Berlim, estando a sua companhia, Damaged Goods, estabelecida em Bruxelas. Estudou dança na Movement Research e na Universidade de Nova Iorque, nos anos 80. Em 1991 estreou a sua primeira peça, Disfigure Study. O seu trabalho coreográfico é frequentemente ligado às artes visuais, pelo facto de trabalhar regularmente com artistas visuais, especialmente desde No Longer Readymade (1993), mas também por algumas das suas peças encontrarem referências nas artes visuais – como em Disabled Bodies em que se sentem as influências das pinturas de Francis Bacon. Para esta relação com as artes visuais contribui também o facto de a sua dança ser muitas vezes comentada em termos do seu próprio carácter claramente visual. Entre os trabalhos mais recentes, encontra-se Forgeries, Love and other matters (2004), Replacement (2006), It’s not funny (2006), Blessed (2007) com o bailarino e coreógrafo português Francisco Camacho, e Maybe Forever, um dueto com o bailarino e coreógrafo austríaco Phillipp Gehmacher, apresentado este ano em Portugal.
Fonte: www.serralves.pt e www.damagedgoods.be

Miguel Pereira

Frequentou a Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e a Escola Superior de Dança de Lisboa. Foi bolseiro em Paris (Théâtre Contemporain de la Danse) e em Nova Iorque com uma bolsa do Ministério da Cultura. Como intérprete trabalhou com, entre outros, Francisco Camacho e Vera Mantero. Participou na peça e no filme “António, Um Rapaz De Lisboa” de Jorge Silva Melo. Trabalhou com Jerôme Bel em “ Shirtologia (Miguel)”, (1997). Como criador destaca “Antonio Miguel”, peça com a qual recebeu o Prémio Revelação José Ribeiro da Fonte do Ministério da Cultura e uma menção honrosa do prémio Acarte/ Maria Madalena Azeredo Perdigão em 2000. Desde 2000, convidado por Vera Mantero, é artista associado da estrutura O Rumo do Fumo.
Desenvolveu o “Projecto invisível”, iniciado com “Notas Para Um Espectáculo Invisível” que estreou em Lisboa no Teatro D. Maria II (2001), e continuado num espectáculo apenas anunciado com data e local, que estreou no Festival Danças na Cidade (2002). O seu trabalho tem sido apresentado em toda a Europa e no Brasil e no ano de 2003 foi alvo de uma mini-retrospectiva nas Caldas da Rainha, integrada no ciclo “Mapas” organizado pela Transforma-AC em colaboração com a  ESTGAD. Em 2003 e 2007 criou para o repertório da Transitions Dance Company/ Laban Centre as peças “Transitions”, e “Transtions II” que integraram a tourné nacional e internacional da Companhia (2003/2004 e 2007/2008). Em Junho de 2005 estreou a sua primeira peça de grupo “Corpo de Baile”. A peça “Karima meets Lisboa meets Miguel meets Cairo” foi o resultado da colaboração com a coreografa egipcia Karima Mansour que estreou no Festival Alkantara em Junho de 2006. O seu trabalho “Doo” estreou no Festival Alkantara 2008 e é uma colaboração com um performer de Moçambique e um músico Finlandês. Em 2010, dez anos após a estreia de “Antonio Miguel” cria com Antonio Tagliarini “Antonio & Miguel”, uma co-produção com a Culturgest. É regularmente convidado como professor para workshops e cursos de formação em Portugal e no estrangeiro.
Fonte: Rumo do Fumo

Nelson Guerreiro

Licenciado em Comunicação Social e Cultural. Foi assistente do Projecto-Piloto de Desenvolvimento de Públicos (1999-2001) coordenado por Guillaume Baschet-Sueur e promovido pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto Português das Artes do Espectáculo. É co-autor, assim como formador de cursos de especialização e módulos de marketing das artes performativas e visuais e de desenvolvimento de públicos.  Foi colaborador regular da TRANSFORMA - Associação Cultural, onde foi co-editor da revista ArtinSite. A partir de 2001, voltou-se para a criação: desse movimento nasceram vários projectos no campo da performance, do teatro e transdisciplinar. Actualmente, é docente na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha nos cursos de Animação Cultural e Teatro e frequenta um programa de doutoramento em Teoria e Prática do Teatro.
Fonte: Arquivo Forum Dança

Nuno Rebelo

Músico versátil, inventivo e prolífico. Dedicando grande parte da sua atenção à guitarra, instrumento no qual desenvolveu uma linguagem pessoal através de um contínuo trabalho de pesquisa e experimentação, tem-se afirmado como um dos mais inovadores guitarristas no plano nacional, recebendo também merecido reconhecimento internacionalmente. A sua curiosidade sobre as potencialidades sónicas e musicais dos objectos levam-no por vezes a abordar os mais variados instrumentos, chegando a inventar ou alterar instrumentos, ou a utilizar pura e simplesmente materiais existentes para a produção musical – casos como o duo “Surf Faces” (superfícies de diversos materiais amplificadas), o do projecto “as guitarras portuguesas mutantes” (no qual Nuno Rebelo tocava o “harpiano” – instrumento fabricado a partir de uma harpa de piano), o do projecto “En Chantier” de Mark Tompkins (no qual Nuno Rebelo utilizava apenas objectos e materiais encontrados na obra ou instrumentos fabricados a partir desses objectos) serão alguns dos exemplos mais significativos. Como compositor, tem-se afirmado sobretudo na criação de música para coreografias, peças de teatro, cinema, etc, bem como na composição de temas musicais para os diversos projectos que integrou ao longo dos anos. Tem leccionado workshops sobre diversos tópicos: técnicas experimentais para guitarra eléctrica (Setúbal, Torres Vedras, Almada), improvisação livre – conjuntamente com Carlos Zíngaro - (Oeiras, Almada), improvisação estruturada (Guarda, Portimão, Porto, Mindelo, Maputo), esculturas sonoras (Montemor-o-novo). Conjuntamente com Mark Tompkins tem leccionado o workshop “audible movement, visible sound” que foca a área de contaminação performática entre dança e música (Estrasburgo, Lisboa, Bucareste, Viena). Com a coreógrafa Emmanuelle Huyhn leccionou em Paris um workshop de performance com movimento e feedbacks de microfone.
Fonte: Nuno Rebelo

Patrícia Portela

Tem o Bacharelato em realização plástica do espectáculo na ESTC em Lisboa, o Master of Arts in Scenography na Faculty of Theatre the Utrecht (Holanda), formando-se posteriormente na Central St. Martins College of Art (Londres) e no European Film College (Dinamarca). Trabalha desde 1994 para diferentes companhias de teatro independente sobretudo como figurinista e cenógrafa e em guarda-roupa e decoração em curtas-metragens. Escreveu e coordenou várias performances das quais destaca Operação cardume rosa (1998), T5 (1999, Prémio Encenação Teatro na Década) com o grupo “o resto”, Lan Tao (2000), Odilia (2002), oogopslag, uma peça para extra terrestres e headphones em 2003 e 2004. Desde Wasteband (2003, Prémio Reposição Teatro na Década e Menção Honrosa do Prémio Acarte/Madalena de Azeredo Perdigão) o foco principal do seu trabalho é a relação entre tempo e espaço, virtualidade e realidade nas artes performativas e na vida quotidiana, explorados através do texto e do uso da tecnologia em “palco”. Em 2004 inicia a trilogia Flatland. O primeiro episódio para cima e não para Norte estreia em Antuérpia, obtém o Prémio Acarte/Madalena Azeredo Perdigão 2004, uma menção honrosa da bolsa Ernesto Sousa da Fundação Calouste Gulbenkian e é considerado um dos melhores espectáculos do ano pelos críticos do Diário de Notícias e pelo Expresso. Enquanto circula pelo país e pela Europa, Patrícia Portela continua a colaborar com outras companhias e a produzir novos espectáculos como Odília (Festival Temps d’images, 2006).
Fonte: Arquivo Forum Dança

Rui Leitão

Formado em Musicologia, obteve o grau de Mestre na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas com a dissertação intitulada «A Paisagem Musical e Sonora da Cidade de Lisboa no Ano de 1890». Desenvolveu actividade artística no domínio das Artes do Espectáculo entre 1997 e 2002, compondo música para espectáculos de teatro, dança e variados tipos de instalação. É formador de História da Música e Expressão Musical para Performers nos cursos promovidos pelo Forum Dança, desde 1996, e no Departamento de Dança da Faculdade de Motricidade Humana. Leccionou também na Academia Nacional Superior de Orquestra durante 10 anos, designadamente as disciplinas de Acústica e História da Música.  Desde 2007 desempenha as funções de musicólogo na Metropolitana, instituição que tutela a Orquestra Metropolitana de Lisboa e três escolas de formação de música. É ainda assessor da direcção desta mesma instituição, designadamente para a área de Desenvolvimento de Novos Projectos.
Fonte: Rui Leitão

Sérgio Pelágio

Nasceu em Lisboa. Iniciou os seus estudos musicais em guitarra clássica com 12 anos de idade. Em 1982, descobriu o jazz e a música improvisada, tendo tocado desde então com músicos como David Liebman, Andy Sheppard, Graham Haynes, Franck Lacy, Norma Wiston, John Abercromble, Sylvia Cuenca, Bernardo Sassetti e Mário Laginha com quem gravou o CD “Hoje”. Em 1992 criou o grupo IDEFIX com o qual gravou o CD “Idefix live” em 1992. Compôs música para vários espectáculos de coreógrafos portugueses, entre os quais, Paulo Ribeiro, Paula Massano, Vera Mantero, Francisco Camacho. Em Janeiro de 1999, juntamente com Sílvia Real criou a associação cultural “Produções Real Pelágio”.
Fonte: http://www.estacao01.com

Sofia Dias e Vítor Roriz

São bailarinos e coreógrafos independentes a colaborar desde 2006 na pesquisa e concepção de vários trabalhos de dança, apresentados em Portugal, Espanha, França, Alemanha e Suíça. Têm leccionado vários workshops (no C.e.m., Forum Dança, Companhia Instável e Módulos Nómadas/Alkantara) e a disciplina Oficina de Corpo ao Curso de Teatro da ESAD - Caldas da Raínha. Trabalhos apresentados: 25, Visegradska (2006); Under(the)line (2006); Sand Castle (2007), Involuntariamente (2007), Again from the beginning (2009),Unfolding (2009), O mesmo mas ligeiramente diferente (2010) e Um gesto que não passa de uma ameaça (2011). 
Fonte: www.sofiadiasvitorroriz.blogspot.com

Sylvia Rijmer 

Nasceu na Nigéria, em 1974, e possui dupla nacionalidade nipónico-holandesa. Graduou-se, em 1996 pela Juilliard School de Nova Iorque, com um bacharelato em dança sob a direcção artística do falecido Benjamin Harkarvy. Em 1994 foi distinguida com o Prémio Philip Morris, no Festival da Escola de Teatro em Amesterdão. Trabalhou com Roberto Galvan e co-coreografou para companhias suíças como a Drift, Molteni e Pool. Integrou o elenco do Ballet de Berna, dirigido artisticamente por Félix Duméril, tendo trabalhado com coreógrafos como Örjan Andersson, Stijn Celis, Nils Christe, Jacopo Godani, Antonio Gomes e Foofwa d’Imobilité. Ainda em Berna coreografou duas obras para a “Noite dos Jovens Coreógrafos” da Companhia. Em Setembro de 2003 ingressou no Ballet Gulbenkian.
Fonte: Fundação Gulbekian

Teresa Simas 

Nasceu em Portugal em 1971. Teve a sua estreia profissional como solista em Dança no Grupo de Teatro São Luíz em Lisboa, com 15 de idade. Em 1988 começou os seus estudos na Escola de Dança do Estado de Kiev na Ucrânia, trabalhando com professores como Irina Kriptova, Baukin Evgueni, Fedotov Vadim, EIvanovna Valeria, com quem estudou a técnica Vaganova. Teresa Simas também estudou Coreografia na Universidade de Artes Dramáticas, em Moscovo. Mais recentemente, trabalhou com o Método Mézières com Elisabeth Gibiat e Cunningham e técnica no Merce Cunningham Institute, em Nova Yorque.
Fonte: www.teresasimas.com

Todd McQuade

McQuade Todd é um performer que vive em Nova Iorque. Oriundo de San Luis Obispo, na Califórnia, formou-se em História da Arte na UCLA. Teve o privilégio de trabalhar com Lucinda Childs, The Mark Morris Dance Group, The New York City Opera, Hubbard Street Dance Chicago II, Hell's Mikhail Baryshnikov's Kitchen Dance, Aszure & Artistas e numerosos coreógrafos independentes. Todd McQuade é actualmente um membro da Trisha Brown Dance Company. Desde 2006 trabalha com Ms. Barton.
Fonte: http://www.aszurebarton.com

Vera Mantero

Estudou dança clássica e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Começou a sua careira coreográfica em 1987, e desde 1991 tem mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canada, EUA e Singapura. Destes trabalhos destacam os solos “Uma rosa de músculos” (1989), “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” (1991), “Olympia” (1993) e “uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings*” (1996), como também as peças de grupo “Sob” (1993), “Para Enfastiadas e Profundas Tristezas” (1994), “Poesia e Selvajaria” (1998), “Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza” (2006) e a sua última criação “Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos” (2009). Vera Mantero participa regularmente em projectos internacionais de improvisação como “Crash Landing” e “At the table”, iniciativas da coreógrafa Meg Stuart, e “On the Edge”, iniciativa de Mark Tompkins. Desde o ano 2000 dedica-se igualmente ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental. Em 1999 a Culturgest organizou uma retrospectiva do seu trabalho. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004 em parceria com o escultor Rui Chafes com a peça “Comer o Coração”. No ano 2007 Vera Mantero co-realizou e montou a sua versão do filme “Curso de Silêncio” (co-realização com Miguel Gonçalves Mendes). No ano de 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura Português) e no ano 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.  
Fonte: Rumo do Fumo